RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Delegado da PF assassinado investigava caso Teori

Delegado da PF assassinado investigava caso Teori (Foto: Agência Brasil)
O delegado da Polícia Federal Adriano Antonio Soares, morto na madrugada desta quarta-feira (31) em uma casa noturna em Florianópolis, era responsável por investigar a morte do então ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, morto em janeiro num acidente de avião em Paraty-RJ.
Segundo informações do "Zero Hora", Adriano estava na companhia de outro delegado da PF, identificado como Elias Escobar, quando teriam sido mortos após desentendimento no local.
De acordo com a publicação, Adriano era o chefe da Polícia Federal em Angra dos Reis desde 2009 e era delegado da PF desde 1999. Junto com Adriano estava Elias Escobar, que chefiou a PF em Niterói e Volta Redonda e investigou envolvimento de policiais civis com o tráfico de drogas e ação de milícias.
As vítimas estavam em Florianópolis participando de um curso.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Justiça nega pedido de liberdade de ex-prefeita

Justiça nega pedido de liberdade de ex-prefeita  (Foto: Divulgação)
O Tribunal de Justiça do Pará negou o pedido de liberdade provisória para Elza Edilene Rebelo de Moraes, ex-prefeita de Marapanim, e do ex-secretário de finanças do município, Richardson Luiz Rebelo de Moraes. A decisão veio após uma votação realizada na Seção de Direito Penal, em que houve unanimidade de votos.
Eles respondem a ação penal sob a acusação de prática de crimes de responsabilidade. Para requerer a liberdade provisória, a defesa alegou a ausência de justa causa para a ação, além de constrangimento ilegal.
O relator do processo, desembargador Mairton Carneiro, afirmou não ter verificado a incidência de irregularidades que correspondam aos alegados constrangimentos.
Prisões
De acordo com o processo, os réus tiveram decretadas suas prisões em abril deste ano, em ação penal ajuizada pelo Ministério Público do Estado, sob a acusação de prática de crimes de responsabilidade, previstos no artigo 1º, incisos I ao VII, do Decreto Lei nº 201/67, que envolvem desde apropriação ou desvio de rendas públicas, em proveito próprio ou alheio, até ordenar ou efetuar despesas não autorizadas por lei, ou realizá-Ias em desacordo com as normas financeiras pertinentes.
As prisões foram decretadas com base na necessidade de garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal, uma vez que os denunciados, em liberdade, poderiam vir a impedir ou causar embaraço ao trâmite processual. 
Os acusados, conforme denúncia do MP, teriam realizado movimentações bancárias no último dia de suas respectivas gestões, em dezembro de 2016, agendando transferências de mais de R$ 500 mil para o dia 02 de janeiro de 2017 (quando já estaria na administração municipal o novo prefeito eleito), entregando as contas públicas municipais do Banco do Brasil à nova equipe administrativa zeradas, não havendo verbas para a manutenção dos serviços da prefeitura.
Os desembargadores integrantes da Seção de Direito Penal, sob a relatoria da desembargadora Maria de Nazaré Gouveia dos Santos, deliberaram ainda pela concessão do pedido de transferência do processo em que são réus Pedro Vitório da Silva e Laudair Siqueira Melo, acusados do homicídio contra Aldeir Lima Neto.
O julgamento dos dois acusados, cuja ação penal tramitou na Comarca de Ourilândia do Norte, foi transferido para a Comarca de Redenção, que é a mais próxima da jurisdição original com a estrutura necessária para a realização do júri popular.
Conforme o processo, o pedido de transferência foi feito pelo próprio Juízo de Ourilândia, com vistas à preservação da necessária imparcialidade do Conselho de Sentença. 
(Com informações do Tribunal de Justiça/PA)

VIDA DE CÃO

Suspeito de estuprar cadela é preso em Parauapebas

Suspeito de estuprar cadela é preso em Parauapebas (Foto: Polícia Civil)
Na manhã da última segunda-feira (29), Anselmo de Sousa Pedrosa, morador do bairro Cidade Jardim, em Parauapebas, sudeste paraense, foi detido por populares e entregue à polícia depois de ter estuprado uma cadela.
De acordo com a Polícia Civil, após ser apresentado na 20ª Seccional da cidade, Anselmo, que já teve passagens pela polícia acusado de cometer estupro contra uma criança e até mesmo um homicídio, ficou poucas horas preso e já se encontra em liberdade.
A cadela foi levada ao veterinário e, através de exames, constatou-se que o elemento realmente manteve relação sexual com o animal.
Atos de violência contra animais são crimes previstos na Lei Federal dos Crimes Ambientais, Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. O artigo 32 cita como crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Comina uma pena de 3 meses a 1 ano de prisão e multa, aumentada de 1/6 a 1/3 se ocorrer a morte do animal.
(Com informações do portal Pebão)
Título RP

TRE nega recurso e mantém cassação de Jatene

TRE nega recurso e mantém cassação de Jatene (Foto: Agência Pará )
O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) negou o recurso do governador Simão Jatene e decidiu manter a cassação do mandato. Ele segue no cargo, mas está inelegível por 8 anos.
O julgamento, realizado nesta terça-feira (30), terminou com o resultado de quatro votos favoráveis à manutenção da cassação e um contrário.
A condenação por abuso de poder político e econômico está relacionada à concessão irregular do Cheque Moradia durante a campanha eleitoral de 2014. O TRE entendeu que Jatene cometeu abuso na distribuição do benefício Cheque Moradia com a finalidade de obter votos para sua candidatura à reeleição.
De acordo com o Tribunal, a previsão de gastos do estado com o cheque moradia para 2013, 2014 e 2015 foi ultrapassada em mais de 200% até o mês de outubro de 2014, quando foram realizadas as eleições. Até o período da campanha eleitoral, o mês com maior investimento do Cheque Moradia havia sido janeiro, com um gasto total de R$ 9,2 milhões.
Em agosto do ano eleitoral, o gasto foi de R$ 15,1 milhões e em setembro pulou para R$ 31 milhões. A ação judicial aponta que durante a campanha aumentou o número de eventos promovidos e o número de processos abertos pelo programa, além da entrega de cheque moradia a eleitores que prometeram voto nos candidatos Simão Jatene e Zequinha Marinho.
A denúncia foi investigada pelo Ministério Público Eleitoral do Pará (MPE-PA), que confirmou que o número de cheques entregues neste período mais que triplicou, o que configura uma espécie de compra de votos indiretamente.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá julgar o caso em até seis meses. Jatene ainda pode recorrer.
A juíza Luiza Nadja Nascimento pediu vistas do processo, ou seja, vai analisar e após o feito, anunciará o seu voto. 
(Com informações de Roberta Paraense/Diário do Pará)

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Advogado alega inocência, e diz que juiz errou na condenação

O advogado Rodrigo Jennings compareceu na redação do Blog do Xarope para dizer que se mostrava indignado com a decisão do juiz Flávio Oliveira Lauande da 1ª vara Criminal de Santarém, que proferiu sentença na última sexta-feira, dia 19, condenando por crimes de estelionato e falsidade ideológica.
Na opinião do advogado, o juiz precisa rever a sua decisão, já que a decisão é cheia de erros, como se o processo não tivesse visto com cuidado pelo magistrado. E apontou a decisão como distorcida.
O MPPA protocolou no dia 15 de dezembro de 2014, denúncia contra o advogado que é acusado de falsicar documentos para receber indenização seguro DPVAT.

Veja na integra os fatos narrados pelo advogado e enviados a nossa redação.      

O Juízo da 1º Vara Criminal de Santarém/PA condenou o Advogado Rodrigo Jennings de Oliveira pelo Crime de Falsidade ideológica e Crime de Estelionato a 02 (dois) anos e 06 (seis) meses de prisão em 19/05/17, substituindo por 02 (duas) restritivas de direito, fundamentando a sentença condenatória em fatos distorcidos e inexistentes.

Os 03 (três) fatos mais graves.

1º - O Juízo afirma na sentença condenatória que o recebimento da vantagem indevida restou comprovado com o comprovante de depósito/extrato bancário de fls. 15v, 20v e 87 do IPL que instrui a ação penal.

“Indenização com base em documentos falsos certamente trata-se de vantagem injusta, ajustando-se a esse requisito. Constata-se ainda que as autorizações de pagamento do seguro DPVAT de fls. 11 e 15 além do comprovante de depósito bancário de fls. 15V e 20V comprovam a consumação do delito.”

Por fim, o auferimento da vantagem econômica também resta caracterizada nos autos. Às fls. 11 e 15 do IPL constam a autorização de pagamento do seguro indenizatório DPVAT das vítimas Marcelo e Mateus tendo como beneficiário o réu Rodrigo, constando ainda a indicação da conta bancária que se efetivara o depósito, autorizações estas protocolizadas e carimbadas, tendo inclusive cópia do extrato bancário da conta conforme se visualiza à fl. 15V do IPL.

Ademais, a própria seguradora informa à fl. 62 do IPL que a indenização requerida pelo réu fora paga fazendo referência ao doc. 11 - extrato bancário juntado à fl. 87 do IPL.


Entretanto, o Diretor da Secretaria da 1º Vara Criminal Genildo Sousa Miranda emitiu uma Certidão atestando que os documentos de fls. 15v, 20v e 87 é um Extrato Bancário da conta corrente do Advogado que informa o saldo de R$ 0,43.
foto - anexa.

  
2º - O Juízo menciona o depoimento pessoal da testemunha Natália Mesquita na Delegacia de Polícia:

Por sua vez, no que tange as certidões de nascimento de fls. 38 e 39 dos autos de inquérito policialde acordo com o depoimento da testemunha NATÁLIA, essas foram criadas com base em dados falsos inseridos em declaração de nascido vivo, declarações estas juntadas às fls. 47/48.”

As duas declarações de nascido vivo teriam sido supostamente utilizadas pelo réu RODRIGO JENNINGS DE OLIVEIRA, conforme depoimento da testemunha NATALIA, às fls. 21;”


A Natália Mesquita Lopes não afirmou, declarou ou mencionou tais fatos no depoimento pessoal na delegacia de polícia.

foto - depoimento - anexo

3º - O Juízo afirma que as Folhas de Frequência emitidas pela Prefeitura de Santarém, juntada aos autos, estão em inglês.

“Por outro lado, o registro de frequência dos meses de julho e agosto de 2013 juntados pelo denunciado às fls. 66/67 não comprovam que o mesmo não esteve em Alenquer na data dos fatos, ressaltando o preenchimento em horário inglês, circunstância que por si só afasta a certeza da presença pessoal do mesmo em suas atividades laborais”.

 O Diretor da Secretaria da 1º Vara Criminal Genildo Sousa Miranda emitiu uma Certidão atestando que as Folhas de Frequência estão impressas e preenchidas em língua portuguesa.

O caso é grave.

O Juízo ainda distorceu várias teses preliminares e teses meritórias da Defesa Escrita e Memoriais Finais do Advogado na Sentença Condenatória.
O Advogado ajuizou Embargos de Declaração para correção dos erros materiais grosseiros, omissões e contradições constantes na Sentença Condenatória.

O fato deverá ser comunicado a OAB/PA, Conselho Nacional de Justiça - CNJ e Corregedoria do Interior do TJ/PA para as devidas providências.

O juiz não pode distorcer, truncar ou deturpar o teor da Defesa Escrita, Memoriais Finais, documentos e depoimentos para tentar fundamentar uma sentença condenatória. 
Transcrito do Blog do Xarope
___________
Remendo RP Por transcrever na íntegra matéria originaria de ilícitos praticados pelo cidadão em tela, advogado militante na comarca de Santarém, ora condenado pela justiça, divulgada pelo G1 (Pa), alem de jornalistas e Blogueiros da região,  e desses sua maior parte da região de Santarém, O Advogado acima identificado que reclama no  texto da decisão do meritíssimo que o apenou, fui processado pelo mesmo no juizado Especial Civil e criminal, alegando o reclamante que sofreu seríssimo constrangimento moral por ver sua imagem em exposição negativa em meu Blog e de outros confrades que fazem grandes serviços à coletividade por serem divulgadores de informações.
Apesar de ainda  estar em curso um processo de Queixa-Crime contra mim movido pelo ora condenado, ja que no Juizado Especial Civil não logrou proveito  não me preocupa tal situação e acredito piamente na justiça ao contrario do mesmo que rebela-se de forma imprudente e grotesca contra uma decisão judicial que o condenou por alguns crimes de falsificação de documentos, e utiliza-se da imprensa através do Blog do Xarope que tem amplo alcance e muitas visitações para colocar duvidas na decisão do magistrado. É o cumulo do absurdo!
O que mais queria o cidadão que travestido de Advogado comete crimes falsificando séries de  documentos para retirar um seguro do Erário Público e alem do cometimento de outros crimes para facilitar seu intento? Aplausos??? Tenha santa paciencia doutor!!!  deve ter em mãos um novo códico processual e penal que somente ele conhece.

Em tempo sugiro ao Advogado Rodrigo Jennings, processar por ter sofrido constrangimento moral  os oito Acadêmicos de Direito, que provavelmente estagiavam e que foram convidados pelo Juiz para assistirem a audiência de instrução e julgamento no Juizado Especial Civil  e  presenciaram a decisão do MM que decidiu em  seu desfavor. Sinceramente eu no lugar desse advogado teria ficado morto de vergonha.

Digamos que eu seja condenado Doutor em sua queixa-crime e pergunto-lhe que pena irei receber por ter noticiado uma informação verdadeira de crimes que você praticou falsificando documentos para proveito pecuniário próprio e que teve repercussão regional ocasionando sua prisão e transferência para a capital do estado?

É crime a minha divulgação? e você o que fez ? será que pegar dois anos e meio de cana transformada em pena alternativa para distribuir cestas básicas por certo período o peso e medida não foram bom pra você? queria o que uma medalha?

terça-feira, 23 de maio de 2017

VICE PREFEITA É EXONERADA DO CARGO DE CONFIANÇA DE SECRETÁRIA DE SAÚDE














A historia do Município Aveiro tem seu históricos de brigas entre os
prefeitos e seus vice, e tão comprovado que foi o município da
 historia que mais trocou de gestores durante o mandato,onde
um mandato saiu prefeita Gorete Xavier que seguida assumiu
 seu esposo que era vereador Sales que na época era presidente
 da câmara,que também foi cassado do cargo de presidente
 assumindo o vereador Ranilson Prado,que tinha entrado com
um processo de nova eleição ganhou o processo e a eleição,logo em
 seguida tentou uma reeleição e não alcançou a vitória onde
sua candidata a vice era senhora Conce Santiago,que nas eleições
passada de 2016 foi eleita vice prefeita na chapa com atual
 prefeito Vílson Gonçalves,que em seguida a vice passou assumir
 a secretaria de saúde do município que foi exonerada do cargo,até
 agora o  motivo não foi revelado a população que se comenta
 nos bastidores da política do município que vice não está muito
 satisfeita com seu companheiro de chapa Vílson,e pode pintar
uma rasteira a qualquer momento,mantendo a tradição política do
município.Tentamos entrar em contato com vice prefeita e com
 prefeito sem sucesso estamos a disposição pra qualquer
esclarecimento até porque o cargo que ocupam com data de
vencimento é publico e publico merece uma explicação.
-Extraido do Blog Pinga Fogo




EX-PREFEITO DE PACAJÁ PRESO EM INVESTIGAÇÃO QUE APURA DESVIOS DE VERBAS PÚBLICAS

O ex-prefeito de Pacajá, Antônio Mares Pereira, conhecido como Tonico Doido, foi preso na manhã deste sábado (20) durante operação do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) para cumprimento de mandado judicial de busca, apreensão e prisão. Ele é acusado de praticar diversos crimes à época em que estava à frente da gestão municipal, como desvio de bens e de recursos públicos e formação de quadrilha.

Tonico Doido foi eleito em 2012 para a prefeitura de Pacajá e deixou o cargo em dezembro de 2016. Ele já havia sido afastado do cargo pela Justiça em 2015, a pedido do MPPA, em razão de inúmeras denúncias de irregularidades no manuseio dos recursos públicos da prefeitura.

Além de Tonico Doido, foram presos neste sábado a sua esposa, Gesilda Pereira, ex-secretária municipal, Ronaldo Santos, ex-vice-prefeito, e o ex-secretário de educação, de prenome Alexsandro, sob suspeita de práticas de crimes de improbidade administrativa. Todos foram presos em suas respectivas residências.

Ao entrar na residência do ex-prefeito para realizar a prisão e efetuar a busca e apreensão, a equipe do MPPA encontrou no imóvel vários documentos pertencentes à prefeitura municipal. “Eram tantos documentos que foram necessárias duas picapes para transportá-los e devolver à Secretaria de Administração”, disse o procurador Nelson Medrado. As prisões foram realizadas por policiais militares do MPPA. A operação foi coordenada pelo promotor de justiça Bruno Fernandes e pelo procurador de justiça Nelson Medrado, coordenador do Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa do MPPA. Tonico Doido e os demais presos serão transferidos ainda neste final de semana para casas de detenção em Marabá e Tucuruí.

-Com informações do Blog Pinga Fogo

segunda-feira, 22 de maio de 2017

-QUE CULTURA!!!


ACUSADA!

MP abre inquérito contra ex-prefeita de Curuá por 

improbidade administrativa











A ex-prefeita de Curuá Adriana Silva (foto) virou alvo de um

 inquérito aberto pelo MP (Ministério Público) do Pará 
em Alenquer por suposto ato de improbidade administrativa.

Adriana é acusada de ter construído um muro e investido 
dinheiro público em melhorias num imóvel alugado para a 
Prefeitura de Curuá. Nada demais se não fosse por um detalhe: 
o proprietário do imóvel de
José Antonio Fausto da Silva, o Zé Preto, pai da ex-prefeita.
O promotor de justiça Adleer Sirotheau é quem está à frente
das investigações do caso.

Jatene está na lista de propinas da JBS

Jatene está na lista de propinas da JBS (Foto: Ricardo Amanajás)
Mais um capítulo do escândalo que explodiu no Brasil na semana passada, com a delação de Joesley Batista, um dos donos da JBS, veio à tona ontem, em reportagem publicada pelo jornal Estadão, de São Paulo. Em seu acordo de delação premiada, a empresa afirmou ter entregue R$ 1,4 bilhão em propinas a políticos de praticamente todos os partidos do País. Na lista suja da JBS - escrita pelo ex-diretor de relações institucionais da empresa, Ricardo Saud -, está o nome de 16 governadores eleitos em 2014. O nono da lista é Simão Jatene, do PSDB, reeleito governador do Pará, em 2014.
 Já cassado e inelegível, sob acusação de crimes graves, como corrupção e improbidade administrativa (leia abaixo), Jatene aparece entre outros dois governadores do PSDB: Geraldo Alckmin, de São Paulo, e Reinaldo Azambuja, do Mato Grosso do Sul (veja a lista completa abaixo). Os valores que cada governador recebeu da JBS ainda não foram revelados. Mas especialistas afirmam que, considerando o total envolvido, deve ultrapassar os R$ 30 milhões para cada. Entre os partidos, o campeão da lista de propinas da JBS é o PT, que embolsou quase R$ 610 milhões, ou seja, cerca de 43,5% do total de R$ 1,4 bilhão. Os repasses ilegais envolvendo a JBS podem ser ainda maiores, caso sejam consideradas todas as doações eleitorais legais. 
 PARTIDOS
As planilhas da JBS mostram, também, que a empresa ajudou o PT e o PSDB a comprar partidos para que estes apoiassem as candidaturas de Dilma Rousseff e Aécio Neves, respectivamente. Em outra lista, também escrita por Ricardo Saud, aparece o título “partidos cooptados (parceiros) PT”.

ESTOURO DA BOIADA

Por Eliane Cantanhêde - Estadão
Com todo respeito, o grande Brasil está parecendo a pequena Bolívia, que teve 17 presidentes em 28 anos, três apenas em 1979 e quatro entre 2001 e 2005, até que Evo Morales assumiu em 2006 e de lá não arreda pé tão cedo. O problema brasileiro não é apenas tirar Michel Temer da Presidência, é nomear alguém que se sustente e toque as reformas até 2018. Aí, seja o que Deus quiser! 

Dilma Rousseff caiu por crime de responsabilidade, inapetência política e incompetência administrativa. Temer está ‘balança-mas-não-cai’ por relações nada republicanas com bandidos milionários e agora delatores, por um partido que é ‘maria-vai-com-as-outras’ dependendo de quem paga mais e por um entorno que se dividiu em dois: uma parte tem o poder, a outra está na cadeia ou a caminho dela. 

O que piora tudo é a falta de lideranças que conduzam uma saída institucional e de nomes com grandeza pessoal e política para assumir a transição, com pesadas nuvens de desconfiança sobre o colégio eleitoral – o Congresso. Sim, porque, pela Constituição, a sucessão de Temer é indireta. Gritar “diretas já” é bacana, mas não é, literalmente, legal. 

Odebrecht, JBS e as grandes companhias financiarem campanhas, vá lá. Afinal, era previsto na lei vigente. Mas o que surge das delações, aos borbotões, fetidamente, é que na maioria das vezes não se tratava de financiar campanhas, mas de roubar do público, privilegiar o privado e encher as burras de homens públicos. 

As revelações de Joesley Batista, Emílio e Marcelo Odebrecht têm enredo parecido e choca também a forma: eles falam do nosso País, das nossas empresas, dos nossos representantes, como se fossem donos de tudo e de todos. É matar de vergonha. Ou raiva. 

Há muitas partes de arrepiar os cabelos. Joesley barganhando com o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) a compra de deputados contra o impeachment de Dilma, que acabou em R$ 15 milhões, por cinco votos. A senha para a mesada da JBS para Eduardo Cunha, com aval de Temer: “Alpiste para o passarinho”. E a corridinha do deputado Rocha Loures, assessor de Temer, com sua mala de dinheiro até o táxi. 

Ainda mais grave: US$ 150 milhões para Lula e Dilma usarem à vontade (além dos R$ 40 milhões para Lula na Odebrecht); os gerentes das contas eram justamente os ministros da Fazenda, Palocci e Mantega; R$ 1 milhão para consumo pessoal de Temer; Aécio mendigando R$ 2 milhões numa linguagem que o coloca no seu devido lugar. E são 1.829 políticos, de 28 partidos, na lista (ou no bolso, ou na mão...) da JBS. Com boa-fé, imaginemos que muitos receberam doação legal e nem tinham como dar contrapartidas. Mas a maioria não está nesses casos. 

Quem sobra para uma eleição indireta? Excluída Cármen Lúcia, do STF, e preservado Nelson Jobim, que está hibernando, pode caminhar para “se não tem tu, vai de tu mesmo”, que favorece o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Listado na Odebrecht por R$ 300 mil de campanha (que podem ser legais, não propina), ele foi beneficiado com uma frase de Joesley: “Maia? Esse eu nem conheço”. 

A história tem suas manhas e, nas encruzilhadas, pede perfis que não aumentem a confusão e as incertezas. Rodrigo Maia se encaixa aí, porque sinaliza a continuidade de Henrique Meirelles na Fazenda e das reformas no Congresso. No caso dele, o menos pode ser mais. Outra solução seria Meirelles na Presidência, mas ele não tem liderança, nem traquejo, para enfrentar o estouro da boiada no Congresso. A dobradinha Maia-Meirelles faz mais sentido. 

Aliás, o que não faz nenhum sentido é Joesley Batista, depois de tudo, morando feliz num apartamento de R$ 30 milhões em Nova York. Nem em filmes baratos sobre repúblicas de banana.
-Reproduzido do Blog O Mocorongo
Ilustração RP

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Polícia despacha “De Manaus” em confronto armado em Santarém

A violência em Santarém, tem tomado ares alarmantes. A única solução é adotar
 a prática;¨bandido bom é bandido morto¨, para frear a onda criminosa na cidade Pérola 
do Tapajós.
O fato aconteceu no momento em que uma Guarnição do GTO apurava
 uma ocorrência na Delegacia da Polícia Civil . Neste exato
 momento, os Policiais militares foram acionados por um investigador
de plantão, comunicando que havia um arrombamento em em um
 estabelecimento comercial , localizado na Av. Dom Frederico com
Castelo Branco. Lá chegando, os PMs foram recebidos em confronto
 armado.
NO cerco policial, o indivíduo conhecido pela alcunha de "De Manaus",
pego em flagrante quando arrombava o estabelecimento, ainda
desferiu mais 03 tiros contra um policial, não havendo outra opção senão
 a defesa. 
Após a refrega armada, ¨De Manaus¨ foi alvejado e ainda
chegou a ser levado ao PSM para atendimento médico,
porém não resistiu aos ferimentos, chegando a óbito.
Pelo menos desse a população se livrou.
Por Carlos Cruz (Alcançado junto ao Blog do  Xarope)

Prefeito assassinado é sepultado no interior

Prefeito assassinado é sepultado no interior (Foto: Reprodução)
O corpo do prefeito de Breu Branco, Diego Kolling, conhecido como Diego Alemão, foi enterrado na manhã desta quarta-feira (17). Ele foi assassinado com um tiro no peito, na terça-feira (16), no momento em que pedalava na rodovia BR-263. O prefeito foi socorrido, mas não resistiu e morreu.
Nesta quarta-feira (17), a Polícia Civil informou que continua investigando o caso, mas, até o momento, nenhum suspeito foi identificado. Duas testemunhas oculares já prestaram depoimento, na terça-feira (16), e a polícia estuda a possibilidade de também escutar familiares da vítima. A polícia aguarda ainda os laudos da perícia.
O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, lamentou a morte do prefeito.

Mais de meio milhão de desempregados no Pará

Adiado julgamento de PMs acusados de execução

Adiado julgamento de PMs acusados de execução (Foto: Divulgação/TJPA)
A audiência de instrução do processo que apura o envolvimento de cinco policiais militares e de um guarda municipal de Belém no homicídio de Jaime Tomas Nogueira, o "Pocotó", assassinado em outubro de 2015 dentro de um hospital particular no bairro de Fátima, na capital paraense, foi adiado. 
O julgamento começou a ser realizado na manhã desta quinta-feira (18), no Fórum Criminal de Belém, no bairro da Cidade Velha, porém, devido a falta de cinco das oito testemunhas de acusação, o juiz Edmar da Silva Pereira decidiu adiar. 
Os acusados são os PMs Walter Fernando da Silva Almeida, Rubens Luiz Fernandes Maués, Anderson Fernando da Silva Teixeira, Victor Rosa Pereira, Mickley Robertson Cunha dos Prazeres e o guarda municipal Antenor Chagas da Cunha. Dos denunciados, apenas Victor não compareceu à audiência.
Os envolvidos respondem por homicídio duplamente qualificado. Jaime havia sido preso, suspeito de envolvimento na morte do soldado Vitor Cezar de Almeida Pedroso. Ele foi baleado e estava sob tratamento em um hospital particular, localizado no bairro de Fátima, quando o local foi invadido por suspeitos encapuzados, que renderam funcionários e policiais e o executaram.
Tentando adiantar o processo, os representantes do Ministério Público do Pará chegaram a propor que fosse invertida a ordem dos depoimentos, começando pelas testemunhas de defesa, porém, os advogados de defesa dos réus rejeitaram. 
A audiência foi remarcada para os doas 21 e 28 de agosto. 
(DOL)

-QUE CULTURA!!!



quarta-feira, 17 de maio de 2017

CPI DA FUNAI/INCRA AVANÇA ÀVPASSOS DE CÁGADO

Resultado de imagem para CPI DA FUNAI
Parlamentares da bancada ruralista aprovaram nesta quarta-feira (17) o relatório final da CPI Funai-Incra, que pede o indiciamento de cerca de cem pessoas ligadas à causa indígena no país.
Entre os que tiveram nome citado em pedidos de indiciamento estão ao menos 30 índios, nove antropólogos, 14 integrantes da igreja Católica e 16 procuradores federais. Foi solicitado ainda o indiciamento de quatro servidores da Funai e outros nove do Incra. O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo também é um dos citados.
O pedido tem efeito mais político do que prático. A decisão de investigar e porventura apresentar denúncia contra os nomes do relatório caberá ao Ministério Público. 
A CPI foi criada em novembro passado e é dominada pela bancada ruralista na Câmara, setor historicamente em conflito com comunidades indígenas no país. O relator da CPI, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), é o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.
A comissão se propôs a investigar fraudes nos processos de demarcação de terras e na aplicação de recursos destinados às tribos. Também apurou assentamentos e comunidades quilombolas.
Não há no relatório, no entanto, sugestões de indiciamento de nenhum produtor rural ou pessoa envolvida em conflitos com indígenas no campo.
A oposição formada por parlamentares do PT, PCdoB e PPS tentou protelar a votação o quanto pode, já que a maioria dos integrantes se mostrou francamente favorável à aprovação do relatório final. Deputados do PSOL e da Rede, embora sem assento na CPI, reforçaram o grupo minoritário de oposição.
Às 15h, deputados da base aliada, favoráveis a aprovação do relatório, já estavam impacientes com as manobras de obstrução da oposição.
O deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) quase entrou em um embate físico quando o presidente da CPI, o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), não lhe permitiu apresentar uma questão de ordem quando chegava perto da hora de votar o relatório.
Aos gritos, ele se aproximou da mesa da presidência dizendo que Moreira não tinha o direito de lhe "cassar a palavra". "Não coloque a mão aqui", bradou Moreira.
Um grupo de cerca de 20 indígenas protestou na porta da Câmara dos Deputados. Assim como na sessão do dia anterior, eles não foram permitidos participar das discussões no último dia da CPI.
Somente um índio assistia calado aos debates. "Essa CPI só tem um interesse, que é acabar com as demarcações de terra no país e a extinção da Funai", disse o indígena Alberto Terena, do Mato Grosso do Sul. "Enquanto eles discutem, nossa gente morre na mão de pistoleiros no campo."
Deputados de oposição e da situação trocaram acusações. A oposição dizia que os ruralistas faziam uma caça às bruxas com todos identificados com a causa indígena, inclusive ONG"s.
Já a situação afirma que a Funai e as entidades falharam ao cuidar do índio, que hoje viveria em condições de miséria.
O deputado João Rodrigues (PSD-SC) aproveitou as discussões para atacar o PT e o ex-presidente Lula.
O relatório final pede o indiciamento do antropólogo Carlos Antônio Dal-Prá, morto em 2008. A questão foi muito criticada pela oposição, o que motivou o ataque do parlamentar.
"Eu concordo que quem não está mais aqui não tem direito a defesa, como foi o caso de dona Marisa Letícia, quando foi acusada por Lula no caso do triplex", disse. A fala causou forte reação da oposição, que repudiou aos gritos de "baixaria".
ANTROPÓLOGOS
Também falando de pessoas que já morreram, o deputado Edmilson Rodrigues criticou o relator Nilson Leitão, por ser ele do mesmo partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cuja mulher, Ruth Cardoso, foi fundadora da ABA (Associação Brasileira de Antropólogos), que tem diversos integrantes com sugestão de indiciamento.
"Fico pensando como a senhora Ruth Cardoso se revira no túmulo de vergonha desse relatório", disse Rodrigues.
Em sua fala final, o relator pediu a retirada do nome do antropólogo morto do relatório, mas antes se defendeu. "Não adianta me afrontarem com essa ideia. Entidade não comete crime. O que não podemos continuar aceitando é o ativismo em órgãos públicos", disse.
Outro nome que foi retirado do relatório final foi do arcebispo de Rondônia, dom Roque Paloschi. Ele acusa ONGs de sequestrarem o discurso indígena, definindo as prioridades do debate sem o consentimento das comunidades.
A presidente da ABA, Lia Zanotta, criticou a presença de antropólogos no texto do relatório. Uma das associadas, disse ela, foi citada somente porque em sua tese havia um agradecimento ao povo indígena, o que foi considerado pela comissão como conluio ou interesse comum dos antropólogos que prestam serviço para a Funai.
O deputado João Rodrigues (PSD-SC) afirmou que a Funai utiliza os índios como massa de manobra. "Na minha região, o índio quer trabalhar, quer ter carro, roupa, mas a Funai quer dar o mínimo a esses pobres coitados", disse.
A fala foi criticada pelo único índio na sala. "Dizem que nossas comunidades são zoológicos humanos. Nós temos nossos costumes, nosso modo de vida, e gostaríamos de ser respeitados", afirmou.
(Folhapress)