RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Brasil de todas as Copas

Brasil de  todas as Copas (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Brasil. Cinco títulos mundiais de futebol, única seleção presente em todas as Copas e gerações inesquecíveis de jogadores que, se não triunfaram, entraram para a história e para o imaginário do torcedor, como a de 1982 e sua constelação de craques. Também há dramas, claro. O Maracanazzo é uma ferida de difícil cicatrização até hoje, passados 67 anos. Já o 7 a 1 para a Alemanha está recente e estamos em pleno processo de recuperação moral. Um processo muito bem encaminhado, com a vaga na Rússia, em 2018, conquistada de forma antecipada e pioneira. Ninguém mais - tirando a anfitriã - já está lá. Uma trajetória que começou tortuosa, com Dunga no comando técnico, e que se mostrou mágica após Tite assumir o cargo.
A euforia da torcida com os jogos do Brasil está de volta com força total. Tite equiparou taticamente a seleção com o futebol moderno apresentado pelas principais seleções e times do mundo, fortalecendo o jogo coletivo e fazendo transparecer o valor individual de nossos atletas. Admiração e respeito foram, portanto, reparados. Tanto da parte do próprio torcedor brasileiro, quanto dos nossos adversários, que voltaram a nos temer dentro de campo.
À frente do grupo, Neymar (foto). Muito jovem, ele foi alçado à protagonista da seleção brasileira, o único capaz de salvar o time nacional da mediocridade. Tropeçou algumas vezes, faltou cabeça, principalmente. Mas, agora, ele está mais maduro e parece pronto para comandar o Brasil, quem sabe entrando para o rol de campeões mundiais. Fora que, hoje, não é mais só ele. O time ajuda e tudo fica mais fácil. A projeção é de que a seleção possa crescer de rendimento ainda mais e atingir seu ápice na Copa do ano que vem. O hexa não parece mais tão distante assim...
(Carlos Eduardo Vilaça/Diário do Pará)

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