RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

terça-feira, 27 de novembro de 2012

TAPAJÓS: A MAIOR RESERVA DE OURO DO MUNDO

Projetos prevêem extração de 270 toneladas de ouro em subsolo paraense

O Liberal
 
Uma nova corrida pelo ouro no Pará deve atrair milhares de imigrantes ao Pará nos próximos cinco anos, já que pelo menos oito projetos espalhados por várias regiões do Estado confirmaram a incidência do minério. Ao todo, as reservas paraenses apresentam capacidade de produzir 9 milhões de onças (oz) de ouro, ou seja, 270 toneladas do mineral. 
Dos oito projetos previstos para o Estado - todos já em fase de implantação -, três estão na região do Tapajós; dois no Sudeste paraense; um na região do Xingu; e dois no Nordeste. A previsão é que as oito reservas estejam em total funcionamento até 2017, de acordo com o geólogo paraense Alberto Rogério da Silva. Segundo ele, no entorno dos depósitos minerais, serão gerados cerca de 500 empregos diretos e mais 6,5 mil indiretos.

Os projetos da região do Tapajós serão explorados pelas mineradoras Ouro Roxo (reserva de 700 mil oz), Unamgen S/A (2 milhões oz) e Serabi Gold (600 mil oz). Já no Sudeste do Pará, a exploração será feita pelos grupos Reinarda Mineração (200 mil oz/ano) e Colossus Minerals (1,1 milhão oz). No Xingu, o projeto pertence à companhia Belo Sun Mining Corporation (cujo plano, embora ainda esteja em fase de licenciamento, apresenta uma reserva de 2,8 milhões oz). Por último, no Nordeste do Estado, estão em fase de pesquisa os empreendimentos das empresas Luna Gold Mineração e Companhia Nacional de Mineração (CNM). 
De acordo com o geólogo, a região Tapajós tem a maior área garimpeira do mundo (são 100 mil km²), com mais de 2,2 mil pontos de extração de ouro e uma reserva de 28 mil km².
Alberto Rogério afirma que uma das empresas instaladas em Itaituba está articulando um projeto para montar sua refinaria em Belém, com o objetivo de refinar todo o ouro paraense. Segundo ele, a produção atual de ouro em Itaituba gira em torno de 250 a 300 quilos por mês. O geólogo explica que aproximadamente 52% do minério produzido no Pará são destinados às joalherias de várias partes do mundo; 20% são convertidos em investimentos privados, ou seja, viram papéis na bolsa de valores; e o restante (30%) se transforma em outros tipos de investimentos.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

MPF abre investigação sobre conflito entre PF e índios na divisa do PA e MT

20/11/2012 00h35 - Atualizado em 20/11/2012 00h35

Procuradoria cobra da PF dados sobre a execução da operação Eldorado.
Ação na área Munduruku deixou um índio morto no último dia 7.

Do G1 PA
Agentes federais usaram armas convencionais e não-letais em confronto contra índios (Foto: Reprodução/TVCA) 
Agentes federais usaram armas em confronto contra índios
(Foto: Reprodução/TVCA)
O Ministério Público Federal (MPF) abriu oficialmente nesta segunda-feira (19) investigação sobre o conflito entre policiais federais e índios Munduruku da aldeia Teles Pires, na divisa dos estados do Pará e Mato Grosso. No último dia 7, dois policiais e seis indígenas ficaram feridos e o índio Adenilson Kirixi Munduruku foi assassinado com três tiros, segundo representação assinada por 116 organizações e entidades da sociedade civil.

Os procuradores da República Felipe Bogado, que atua em Santarém, baixo amazonas paraense, e Márcia Brandão Zollinger, do MPF em Cuiabá, Mato Grosso, determinaram o envio de ofício à Polícia Federal (PF) em Mato Grosso com uma série de questionamentos.

O MPF quer saber se foi feita necrópsia, para apurar a causa da morte do índio, e se houve a identificação, apreensão e o exame pericial na arma que teria efetuado o disparo contra o indígena.

No ofício, os procuradores da República também solicitam que a PF forneça cópia dos áudios e vídeos que tenham sido gravados nos dias da ação policial e que seja apresentada a relação detalhada de todos os participantes da operação, sejam eles da PF, da Força Nacional de Segurança, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Fundação Nacional do Índio (Funai) ou de quaisquer outros órgãos.

O MPF também quer informações sobre os nomes e contatos das lideranças indígenas com quem no último dia 6 teria sido combinada a realização da ação policial. A operação Eldorado foi deflagrada com o objetivo de desarticular organização criminosa dedicada à extração ilegal de ouro em terras indígenas. Segundo nota à imprensa divulgada pela PF, houve acordo com os índios para a realização da operação na área dos Munduruku.

Os procuradores da República também determinaram o envio de ofício ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Cuiabá para solicitar cópias dos boletins médicos dos dois indígenas hospitalizados na capital mato-grossense.

O MPF vai realizar oitiva dos agentes públicos que participaram da organização logística da operação e dos que executaram a atividade.

JARBAS VASCONCELOS É REELEITO PRESIDENTE DA OAB-PA



Jarbas Vasconcelos e Alberto Campos vão dirigir a OAB-PA no triênio 2013-2015

Jarbas Vasconcelos foi reeleito, hoje, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Pará (OAB-PA), com 2.490 votos, correspondente a 41,1% do total. Jarbas foi candidato pela chapa 1 "OAB por Você". Ele terá Alberto Campos como vice-presidente na próxima gestão.

Em segundo lugar ficou a advogada Avelina Hesketh, da chapa 2 "Pela Honra, Pela Ordem", com 2.330 votos - 38,5% do total. Já o cadidato da chapa 3 "OAB+", Duda Klautau, ficou com 18,2% do total, com 1.106 votos.

A eleição se encerrou às 18h30 de ontem, depois de ter começado com atraso, às 9h30, por conta de decisão judicial. A apuração se encerrou à 1h10 da madrugada.

Jarbas será novamente empossado presidente da OAB-PA no dia 1º de janeiro do próximo ano para o triênio 2013-2015.
Blog do Piteira

MACARRÃO ENTREGA


Atualizado: 22/11/2012 03:16 | Por Marcelo Portela - O Estado de S.Paulo, estadao.com.br

Macarrão acusa Bruno de mandar matar Eliza e diz ter medo de morrer

O ex-braço direito do goleiro Bruno Fernandes, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, admitiu envolvimento no caso Eliza Samudio



Macarrão acusa Bruno de mandar matar Eliza e diz ter medo de morrer (© TJ-MG)
BELO HORIZONTE - O ex-braço direito do goleiro Bruno Fernandes, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, admitiu, na madrugada desta quinta-feira, 22, no fórum de Contagem(MG), que entregou a amante do jogador, Eliza Samudio, para um desconhecido com a promessa de que ela seria levada para conhecer um apartamento que Bruno daria a ela em Belo Horizonte, mas já "pressentindo" que ela seria executada. Macarrão disse que seguia ordens do atleta, que o chamou de "bundão", e afirmou que teme por sua vida por ser um "arquivo vivo"
.
"Guardei isso tudo dois anos, quatro meses e 22 dias. Não aguentava mais porque não sou esse monstro que todo mundo colocou. Não sou o Luiz Henrique traficante, que acabou com a vida do Bruno. Se alguém acabou com a vida, foi ele que acabou com a minha. Sei que agora sou X9 (alcaguete), mas minhas filhas estão crescendo. Agora sou um arquivo vivo. Tenho medo de morrer", afirmou Macarrão durante depoimento que, no meio da madrugada, já ultrapassava três horas de duração no julgamento pelo assassinato de Eliza, desaparecida desde junho de 2010.

Macarrão narrou toda sua relação com o goleiro, mas evitou qualquer citação ao ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ter executado a vítima. "Ele não vai acusar o Bola, porque teme pela vida de sua família", afirmou o advogado José Arteiro, assistente da acusação no processo. As declarações foram feitas após a exibição de vídeos com reportagens sobre o caso, além das imagens com o relato de Sérgio Rosa Sales sobre os últimos dias de Eliza Samudio no sítio de Bruno em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Sales era primo de Bruno e era o único acusado do homicídio de Eliza que aguardava o julgamento em liberdade, mas foi assassinado em agosto. O relato dele foi essencial para as investigações em torno do caso. Entre os vídeos exibidos estava também uma conversa de Bruno com policiais civis que fizeram a escolta do goleiro do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, após ele ser preso por determinação da Justiça. Bruno chega a dizer que, diante de tudo, "não confia" mais em Macarrão.

Antes de começar a ser interrogado pelo promotor Henry Wagner Vasconcelos e pelos advogados de defesa, Macarrão disse também que queria pedir perdão a Elenílson Vitor da Silva, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e a outra ex-namorada de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, também réus no processo que devem ser julgados a partir de 4 de março de 2013, data marcada também para o julgamento do goleiro e de Bola. "Aconteceram várias coisas nesses dois anos e meio que complicaram a vida deles", afirmou, referindo-se ao período em que foi morar no Rio de Janeiro trabalhando para o jogador.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Acusação acredita em confissão de amigo de Bruno

Atualizado: 21/11/2012 17:56 | Por MARCELO PORTELA, estadao.com.br 

Acusação acredita em confissão de amigo de Bruno

A equipe de acusação do ex-goleiro Bruno Fernandes tem a expectativa de que o braço-direito do jogador, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, confesse o crime em depoimento que pode ocorrer ainda nesta quarta-feira. A defesa do réu não confirma a informação, mas os advogados que auxiliam o Ministério Público Estadual (MPE) no processo afirmam que os próprios defensores de Macarrão indicaram a possibilidade na terça-feira (20).O julgamento, que começou na última segunda-feira (19) pelo sequestro e morte de Eliza Samudio, ex-amante do atleta, foi adiado para 2013.
Durante a sessão desta quarta-feira, o advogado José Arteiro, um dos assistentes da acusação, chegou a sentar-se ao lado do réu e manteve com ele uma conversa ao pé do ouvido por alguns minutos. Já o criminalista Cidnei Karpinski, que também atua como auxiliar do MPE, afirmou que "pela experiência" acredita na confissão de Macarrão e que ele pode tentar livrar outros acusados. "O Macarrão é hoje um kamikaze. A informação que temos é de que ele vai tentar livrar o Bola por ameaça à sua vida e à de sua família", disse, referindo-se ao ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, apontado como executor de Elisa e investigado pela suspeita de uma série de outros homicídios.
"E vai livrar o amigo Bruno por honra e pela questão financeira", acrescentou Karpinski, lembrando que o ex-goleiro não recebe do Flamengo desde 2010, quando foi preso, mas seu contrato com o clube está em vigor até 31 de dezembro.
Uma possível confissão seria um atenuante do crime e possibilitaria a Macarrão o benefício de redução da pena que pode vir a receber. Assim como Bruno, ele é acusado do sequestro, cárcere privado, assassinato e ocultação do cadáver de Eliza, crimes que, juntos, podem resultar em uma sentença de cerca de 40 anos de prisão.
A juíza Marixa Fabiane Lopes, que preside o julgamento, não confirmou se pretende ouvir Macarrão ainda nesta quarta-feira, já que a previsão é de que o interrogatório seja demorado. "Certamente (o depoimento) vai ser longo porque ele precisa explicar toda a linha do crime, com a participação de cada um", salientou o criminalista.

-QUE CULTURA!


Foto: Tá com fome?? PIDA JÁ A SUA! rsrsrsrsrsrsrsrs

PROIBIDA EXPEDIÇÃO DE LICENÇA AMBIENTAL - S. LUIZ

JUSTIÇA FEDERAL PROÍBE CONSTRUÇÃO DE USINA HIDRELÉTRICA NO TAPAJÓS

A licença ambiental para o projeto só poderá ser emitida quando uma Avaliação Ambiental Integrada (AAI) for feita em toda a bacia dos rios Tapajós e Jamanxim
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Eletrobras e a Eletronorte estão proibidos de emitir licença ambiental prévia para a construção da Usina Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, que deve afetar os municípios de Itaituba e Trairão, localizados na região oeste do Pará.

A proibição foi feita pelo juiz federal José Airton de Aguiar Portela, da 2ª Vara da Subseção de Santarém. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (20).

A licença ambiental só poderá ser emitida quando uma Avaliação Ambiental Integrada (AAI) for feita em toda a bacia dos rios Tapajós e Jamanxim, com base em critérios técnicos, econômicos e socioambientais, como determinado pela Justiça Federal.

Além disso, a avaliação também deverá levar em consideração 'a necessidade de mitigações e compensações no que diz respeito à infraestrutura urbana, rodoviária, portuária e aeroportuária, além de investimentos em saúde e educação nos municípios de Santarém, Jacarecanga, Itaituba, Novo Progresso, Trairão, Rurópolis, Aveiro e Belterra'.

A liminar também sugere que as instituições consultem comunidades indígenas Andirá-Macau, Praia do Mangue, Praia do Índio, Pimental, KM 43, São Luiz do Tapajós e outras que não tenham sido localizadas. Só ficarão dispensadas da audiência as comunidades indígenas que se recusarem a opinar sobre o aproveitamento hídrico nas áreas em que habitam, devendo a recusa ser demonstrada claramente pelos réus.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

DEPUTADO ENFEZADO: -MEXA-SE EXCELÊNCIA!!!



Itaituba, mesmo não conhecendo o conteúdo de uma entrevista concedida ao repórter Wellington Lima a um programa de Televisão pelo Deputado Federal Dudimar Paxiuba, e levando em consideração que pouco tomei conhecimento da sobredita entrevista por problemas costumeiros na comunicação celular da vivo, recebi alguns informes que Sua Excelência teria referido-se a mim   de forma injustificada taxando-me de irresponsável por declarações de minha parte que não lhe agradaram. Como declarado muitas vezes ao me referir a Dudimar Paxiuba, tenho-o como pessoa de elevada moralidade, saído das entranhas de família pobre e honesta, e que jamais abalaria sua estrutura de moralidade com invencionices ou senso de irresponsabilidade. Na verdade o assunto ao qual me referi ao nobre Deputado consistiu  somente em um comentário que ao invés de procurar salvar o Tapajós, deveria Sua Excelência, verificar as condições subumanas em que vivem ribeiros e indígenas que trabalham ou que moram por tempos imemoriais no alto Tapajós e sim devido o abandono aos quais estão submetidos serem salvos pela inteligência e trabalho parlamentar do político que até o momento ainda não mostrou seu talento trabalhando em defesa dessas pessoas desvalidas. Ao referir-se a mim colocando-me como irresponsável juntamente com o Peninha, deveria meu querido amigo e primo por consideração me respeitar, pois esse, alimenta por problemas politiqueiros com o peninha animosidade Crônica e a minha relação com Dudimar sempre foi de recíproca amizade, então chamar-me de irresponsável remete-me ao entendimento que falta-lhe conteúdo ou não está sabendo defender-se diante da população das acusações de que teria algo relacionado com a Operação Eldorado. É obvio que Dudimar enfrenta algumas acusações dessa forma por mera coincidência, de suas declarações surgirem simultaneamente à operação deflagrada.
Não é difícil constatar a isenção de Dudimar dos problemas, mas acho que Sua Excelência deveria aparecer de forma mais positiva aos seus eleitores, e não se posicionando de vitima. Há tantas coisas para um Deputado fazer por nosso povo e principalmente um Deputado Federal que está permeando caminhos e trilhas dentro de Brasilia, centro de convergências políticas e de onde se tira sustentação econômica para os municípios.

Chamar-me de irresponsável, o Deputado não revela nobreza de caráter, pois jamais em momento algum  declarei ou propaguei de minha autoria idéia que estaria por trás da malfadada Operação Eldorado   ou fiz tal ilação. Referir-se que agi motivado por rivalidade política, falta com a verdade o Deputado já que não foi necessário para eleger-me em primeiro lugar para vereador no município de Jacareacanga e contribuir para a eleição de Raulien Queiroz  fazendo qualquer alusão depreciativa ao nobre parlamentar porque principalmente a pessoa  a qual ele  apoiava mesmo eu tendo laços de  amizade com o mesmo, era um gato morto.

Após a desastrosa ação da Operação Eldorado no Teles Pires, fiz um post no RP, convidando o Deputado a ir até a Aldeia Teles Pires local do trágico sinistro, verificar in-loco a força desproporcional travada com os velhos Munduruku, que se for considerada à luz do espírito de solidariedade humana envergonha uma nação dita  civilizada, em que velhos, crianças, mulheres  foram brutalmente atingidas física e moralmente.
Deveria Dudimar, e falei isso diversas vezes, antes de bradar seu grito tonitruante em salvar o Tapajós,  salvar da miséria e infortúnio os ribeirinhos e indígenas. 

- Queria saber o porquê do Deputado não ter com todo aparato de assessoria que deve ter, deslocado um avião de Brasilia com profissionais médicos, psicólogos e afins e ir socorrer os munduruku? 

-O porquê de Dudimar não ter ido verificar in-loco o resultado da Operação na Aldeia Teles Pires, já que conhece a região, andou em peregrinação por La à cata de votos resultando em mais de mil votos dos indígenas, e socorrer alguns de seus eleitores brutalmente atingidos?.
-O que agora está fazendo o Deputado para que haja reparação de sérios danos culturais e psicológicos no povo da Aldeia Teles Pires?

-Todas as pequenas embarcações dos índios para se locomoverem entre as aldeias foram destroçadas, não seria a hora do nobre Deputado agir  em defesa de suprir essa necessidade? Lembrando que as vias e caminhos que os índios transitam em seu cotidiano sãos os rios e igarapés. Irão agora se deslocar como? À nado?

- Meu querido Deputado e amigo, peço-lhe em nome de um povo desvalido, necessitado, faça alguma coisa por eles. Socorra através de seu trabalho, esses seres filhos do mesmo principio criador que Vossa Excelencia, não pense que somente é você filho de Deus, eles tem direito a amparo. Visite Jacareacanga, eu o acompanharei por todo trajeto que fizer; vamos juntos à Aldeia Teles Pires, eu serei seu tradutor e levarei seu nome aos píncaros da gloria se Vossa Excelencia ajudar como Deputado Federal a mudar um pouco o estado de miséria e pânico  por qual passa aquele sofrido povo. Faço-lhe um desafio: Ajude a salvar primeiro o gênero humano que perambula nas beiradas do Tapajós que eu o ajudarei  a Salvar o id’xiri que os pariw’at batizaram de Tapajós. Xipa’t Deputado?
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A VIVO ESTÁ MORTA



Jacareacanga - Sem que se tome providencia, a Operadora Vivo de Telefonia Móvel, está deixando a população da sede do municipio  a ver navios, pela inoperancia de seu sistema de comunição. Nenhuma solução a operadora apresenta para as sucessivas paralizações da comunicação que afeta diretamente todos    na cidade, devido a maior parte do tempo o sinal encontrar-se inoperante.

Se algo não for feito para resolver a problema vamos ter que fazer com os indigenas um curso intensivo para nos comunicarmos atraves de sinais de fumaça, como faziam os indios em tempos idos.http://2.bp.blogspot.com/-HG3nHli4Sd0/TfH_EyMnhiI/AAAAAAAAHAA/KO-ua4LHGiI/s1600/sinais%2Bde%2Bfuma%25C3%25A7a%2B2.gif

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

DEU NO PINGA FOGO

RESSACA DO EFEITO PAXIÚBA

Índio ferido em confronto com a PF em aldeia foge de hospital.

O índio Eurico Kiurixim Munduruku, de 52 anos, que estava internado no Pronto-Socorro de Cuiabá desde o dia 8 deste mês após ter sido ferido no confronto entre índios e agentes da Polícia Federal durante uma ação da Operação Eldorado, na aldeia Teles Pires, fugiu da unidade hospitalar e segue desaparecido desde a última segunda-feira (12).
Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (Foto: Assessoria da prefeitura)
Índio fugiu pela porta da frente da unidade hospitalar
(Foto: Assessoria da prefeitura)

De acordo com o Serviço de Assistência Social da unidade hospitalar, o indígena fugiu, possivelmente, pela porta da frente do Pronto-Socorro. O setor informou ao G1 que um relatório sobre a fuga de Eurico foi feito e encaminhado à diretoria clínica da unidade. Ele e mais outro indígena, Edvaldo Mores Borô, de 44 anos, estavam sendo atendidos em um dos corredores do Pronto-Socorro da capital. Ambos foram atingidos por disparos nos braços. Eurico, além do braço, sofreu um corte na perna. Já Edvaldo ainda corre o risco de ter o braço amputado. Um dreno instalado no membro tenta impedir o acúmulo de líquidos para o braço ser submetido a uma cirurgia. Ele não tem previsão de alta hospitalar.


 Após o confronto na aldeia no dia 7 que terminou com um índio morto e deixou mais quatro índios e outros quatro agentes da PF feridos, Eurico e Edvaldo, em estado mais grave, foram encaminhados de helicóptero para o Hospital Regional de Alta Floresta, a 800 quilômetros de Cuiabá. Um dia depois, a dupla foi transferida para o Pronto-Socorro da capital.


 De acordo com o coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Cuiabá, Benedito César Garcia Araújo, a Polícia Federal foi acionada para tentar localizar o indígena. "Acionamos a PF para tentar dar uma solução nesse sumiço. Pelo o que a gente apurou, o indígena não tem parentes e não conhece nenhuma pessoa em Cuiabá. Não sabemos onde ele está", destacou. O coordenador afirmou que Eurico quase não fala português, o que dificultaria a locomoção dele por Cuiabá.
Índio de 44 anos internado em Cuiabá após conflito com a PF pode ter braço amputado (Foto: Funai/Alta Floresta)
Ednaldo Borô, de 44 anos, também está internado na unidade e pode ter braço amputado (Foto: Funai/Alta Floresta)
Benedito informou ainda ao G1 que manteve um técnico indigenista na unidade para fazer visitas constantes aos dois índios internados. De acordo com o técnico José Eduardo Costa, que esteve com os indígenas, Eurico estava apreensivo. "Uma assistente social disse que ele reclamava que estava mal instalado no corredor e se sentia apreensivo. Ele estava com uma fratura exposta no braço", disse. Ao G1, a Polícia Federal, via assessoria de imprensa, disse que Eurico não estava detido na unidade e, portanto, podia circular livremente pela unidade. A assessoria ainda ressaltou que teve conhecimento de que ele tentou fugir no último sábado (11), mas não obteve êxito.
Investigação

 A operação Eldorado foi desencadeada para coibir a extração ilegal de ouro em Mato Grosso e outros seis estados. A Justiça Federal expediu 28 mandados de prisão e outros 64 de busca e apreensão. O conflito ocorreu quando os agentes tentavam destruir uma balsa, supostamente, utilizada na extração ilegal de ouro no rio Teles Pires. Para cumprir um mandado judicial, os agentes da PF utilizaram além de armamento não-letal, armas convencionais. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar se o índio morto no conflito foi atingido por um disparo efetuado por um dos delegados que comandou a operação.

Durante as investigações, os agentes federais apontaram a participação de lideranças indígenas no esquema criminoso. De acordo com o superintendente da PF, César Augusto Martinez, a operação vai entrar na segunda fase quando os crimes de lavagem de dinheiro serão apurados. Nessa fase, os índios serão investigados. Treze índios da aldeia Munduruku, inclusive, vão responder na Justiça pelos crimes de desacato e resistência. Entidades ligadas aos Movimentos Sociais repudiaram a ação e, em uma representação encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF) classificaram a ação como truculenta.
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Remendo RP
Fugir para onde mesmo?  O indigena deve se constituir em mais um desaparecido em ação  como tem tantos nesse Brasil de meu DEUS. 
-Ja imaginou, um brasileiro que não fala portugues, que nunca tinha visto tamanha violencia que fora alvo, que não sabe se seus familiares e filhos estão vivos ja que foram alvos de extremada violencia, o que poderia pensar em um hospital tão distante de seu local de origem sendo atendido por pessoas que fisionomicamente se pareciam com os que atacaram sua aldeia... o jeito é varar mesmo a selva de pedra até chegar na selva onde mora... se tiver sorte. Melhor morrer livre, que prisioneiro de seus medos.
 
Lamentavel é colidir com mais infortunios como a fome em uma terra que não tem ninguem, os males da enorme ferida que pode inflamar sem os cuidados medicos, ou a queda  de uma paxiubeira em cima de sua cabeça... em Cuiabá tambem tem Clemilson.
A  coação que foi vitima resulta nisso, e pergunta-se quem pagará por isso?

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

SOLIDARIEDADE AOS MUNDURUKU

MPF recebe denúncias contra atuação da PF na aldeia Teles Pires. Mais de 100 entidades da sociedade civil assinam a representação.

O Ministério Público Federal recebeu hoje uma representação assinada por 116 organizações e entidades da sociedade civil pedindo investigação sobre a atuação da Polícia Federal na aldeia Teles Pires, dos índios Munduruku, na semana passada.
Durante a operação ficaram feridos dois policiais, seis indígenas e Adenilson Kirixi Munduruku foi assassinado com três tiros. 
“O resultado da operação revela violações, abuso de autoridade e outros crimes, que devem ser apurados com celeridade e máxima diligência”, diz a representação, entregue aos procuradores da República no Pará. “O uso da força policial foi desproporcional a qualquer possível reação ocorrida, os indígenas portavam arco e flecha enquanto os policiais, armas de fogo”, relatam. 
Para as entidades que assinam o documento, “a polícia federal é incapaz de conduzir de forma imparcial e eficaz o inquérito policial sobre a desastrosa ação”.
O documento traz um relato dos indígenas sobre o que ocorreu no dia 07 de novembro de 2012 na aldeia Teles Pires, na divisa dos estados do Pará e Mato Grosso. 
“A Polícia Federal chegou à aldeia fazendo voos rasantes de helicóptero, de voadeira e disparando projéteis de borracha, o que assustou os indígenas, entre eles idosos, crianças e mulheres”, e que, segundo as entidades, provocou a reação dos guerreiros com arcos e flechas. 
“Na sequência, a polícia disparou contra os indígenas, resultando em diversos feridos e na execução de uma liderança indígena. Adenilson Munduruku foi encontrado pelo seu povo com três tiros, um na cabeça e um em cada uma das pernas. Indígenas afirmam que quando o corpo caiu na água a polícia federal atirou bombas contra ele na tentativa de destruí-lo”. 
“Na aldeia, a PF ainda arrebentou portas e revistou moradias, intimidando os indígenas e causando pânico. Soma-se a isto as explosões no rio Teles Pires, que destruíram inclusive as embarcações de pesca e de locomoção do povoado. Diante disso, crianças corriam sozinhas com medo para floresta com a finalidade de se refugiar e mulheres foram humilhadas e sofreram ofensas dos agentes federais”, diz a carta. 
De acordo com as entidades que protocolaram a denúncia, até o presente momento a aldeia está com dificuldade de manter a autonomia alimentar, porque os equipamentos de caça e pesca foram destruídos e confiscados pela polícia federal. 
Entre os signatários do documento estão sindicatos, associações indígenas, associações de classe, entidades estudantis, partidos políticos e movimentos sociais da Amazônia e de todo o país. 
Junto com a representação, as entidades encaminharam um manifesto em solidariedade à aldeia Teles Pires. 
Os dois documentos foram encaminhados à Procuradoria da República em Santarém, que tem atribuição para atuar junto aos índios Munduruku. Fonte A PERERECA DA VIZINHA
Reproduzido do Faro Fino

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Escutas da PF mostram índios de MT e PA negociando extração de ouro

2/11/2012 16h33 - Atualizado em 12/11/2012 16h34

Escuta flagrou índio solicitando dinheiro por pedágio a garimpeiros.
Agentes e índios entraram em confronto e um indígena acabou morto.

Do G1 MT
PF diz que foi vítima de emboscada de índios que não aceitaram destruição de balsas (Foto: Assessoria/PF)
Escutas telefônicas da Polícia Federal autorizadas pela Justiça revelam o envolvimento de uma liderança da etnia Munduruku no esquema de extração ilegal de ouro na reserva Kayabi, localizada na divisa de Mato Grosso com o Pará. Na última semana, durante uma ação da Operação Eldorado, agentes da PF e índios entraram em confronto. Um índio morreu a tiros e outros seis ficaram feridos. Quatro policiais federais também se feriram. Um deles, da Força Nacional de Segurança, foi baleado.
PF diz que foi vítima de emboscada de índios que não aceitaram destruição de balsas (Foto: Assessoria/PF)
Na escuta autorizada, um dos líderes da aldeia se identifica como Camaleão. Ele pede para um rapaz chamado Daniel repassar uma quantia em dinheiro que, segundo a Polícia Federal, era o pagamento de pedágio das empresas que extraíam ouro na terra dos índios. “Passe dois contos para o Carlinhos Jacaré que o pessoal está lá”, disse o indígena. O esquema, de acordo com a PF, movimentou nos últimos anos mais de R$ 150 milhões. Na última terça-feira, 17 pessoas foram presas, entre elas, donos de empresas que compravam e comercializavam ouro. Ao todo, a Justiça Federal de Mato Grosso expediu 28 mandados de prisão e outros 64 de busca e apreensão.
Durante a ação na aldeia para a destruição das balsas que faziam a extração ilegal de ouro, o superintendente da PF, César Augusto Martinez, afirmou que os agentes foram vítimas de uma emboscada. Conforme ele, no dia anterior à ação, os agentes da PF e as lideranças da aldeia Teles Pires fecharam acordo de que as balsas utilizadas no leito do rio seriam destruídas. “A reunião durou quatro horas e deixamos claro que os índios não estavam sendo investigados naquele momento. No outro dia quando os policiais chegaram para explodir as balsas foram surpreendidos com mais de 100 índios atirando flechas”, informou.
Ainda de acordo com Martinez, outro áudio da PF dá conta que os índios se prepararam para o confronto. Duas mulheres que, segundo a PF, são ligadas aos exploradores de ouro na terra dos índios comentam sobre a ordem dada por Camaleão. “O Camaleão é teimoso. Escutei ele falando que hoje eles iam com tudo. Se tivesse que bater é para bater. Se tivesse que matar é pra matar”, conforme trecho da escuta.
Entidades ligadas aos Mundurukus, no Pará, questionaram a ação da Polícia Federal e afirmaram que os índios não atacaram os agentes. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) cobrou uma investigação para apurar as circunstâncias da morte do índio Munduruku. “A polícia agiu com excessos, visivelmente, no caráter de execução com tiros na cabeça, no peito. Então visivelmente a gente espera que essa ação seja investigada”, afirmou o coordenador do Cimi, Gilberto Vieira.
A Polícia Federal abriu inquérito para apurar, justamente, as causas da morte do indígena que teria sido atingido por vários tiros de arma de fogo. Martinez, em coletiva de imprensa, afirmou que um delegado foi perseguido no rio Teles Pires durante o confronto com os indígenas e teria disparado.
“Ele estava com a água já pelo peito e depois de ser atingido por uma borduna e alvejado por flecha ele disse que foi perseguido por dois índios. Ele efetuou um disparo que pode ou não ser de arma de fogo. Ele não soube precisar. Estamos investigando se o índio que morreu foi alvejado por ele”, relatou. O corpo do indígena teria sido enterrado na cidade de Jacareacanga, no Pará. Assim que encontrado, disse Martinez, o corpo da vítima, que seria pai de oito filhos, terá que ser exumado.
Para ler mais notícias de Mato Grosso, clique em g1.globo.com/mt.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O SANGUE NO OLHAR DO VAMPIRO E O CORDEIRO IMOLADO


Jacareacanga- Absurdo! Uma população estarrecida por tanta violência contra os indígenas brada o grito de revolta, contra a excessiva força utilizada  para combater os desvalidos Munduruku no Posto Indígena Teles Pires. A maioria dos homens aldeados que foram questionar a motivação da intervenção ao comando do contingente de guerra que invadira a aldeia composto por Policiais Federais, antes de verem  uma força respeitada como a Policia Federal representadas pelos dominadores, viram a estupidez retratada, na drástica, desmedida  e violenta ação de homens que pareciam sem comando reduzindo à cinzas suas responsabilidades constitucionais.
-O que faria um indígena identificado  na foto abaixo, de cima de seus quase setenta anos de existência desesperar-se em prantos? 
Assinale a alternativa correta:
A) ver sua aldeia ser invadida por seres estúpidos travestidos de homens cumpridores da lei e não ter  condições de evitar.
B) Ver seus parentes correrem de um lado para o outro tal qual baratas tontas tentando se livrar de bombas de gás, e outras de efeito moral que estaria pensando que fosse balas letais e muitas eram
C) Não saber, naquele pânico generalizado onde estariam seus filhos e netos que se embrenharam nas matas fugindo da força opressora.
D) Saber que seu parente Adenilson Krixi fora sacrificado com três tiros à queima roupa por armamento de grosso calibre
E) Verificar que uma criança de cinco anos estava queimada provocada por resquício de explosão de um artefato explosivo.
F) verificar que o líder cacique Baxixi Waro estava fora de combate com um tiro de bala de efeito moral e manietado por outros opressores
.G) Constatar que o seu ganha pão, razão maior do sustento de sua família, uma carcomida canoa de pesca com um motor rabeta carbonizado devido  ter sido explodido, iria trazer-lhe sérios transtornos para alimentar sua prole.
H) saber que inúmeras crianças que se perderam dos pais correndo do raio de ação da zoada das balas, dos helicópteros, dos olhares odiosos dos invasores, da nuvem de fumaça das bombas,fugiram mata a dentro  desde aquela fatídica manhã e perdidos na mata não sabiam voltar.
I) saber que quatro de seus parentes encontram-se desaparecidos. Estariam em fuga ou mortos.
Se sua consciência apontar todas as alternativas como corretas, parabéns, o espirito de solidariedade humana habita em seu coração, e você chora também o sentido pranto dos Munduruku.
Autoridades indigenistas da Funai Itaituba, lideranças indígenas , populares, autoridades do Legislativo se reuniram dia (10) na câmara de Vereadores para analisarem o pós-guerra. Juntando os cacos e despojos da batalha, foi criada uma comissão através de lideranças indígenas para buscarem em instancias superiores providencias enérgicas contra o comando da malfadada operação que redundou em um fiasco e enormes e graves prejuízos tanto materiais quando culturais para  o povo indígena do Teles Pires. 
Querem os índios explicações e punições exemplares e colocam esse episodio como apenas mais um no rol de tantas violências que já atingiram esse povo.Na sobredita reunião algo inusitado aconteceu, quando o indigenista Rainérice da Funai  estava usando a palavra, seu celular anunciou a recepção de uma mensagem, e incontinente visando tomar ciência se seria de interesse da reunião, abri e li,  era uma informação de outro indigenista da Funai de Itaituba, que transmitia em caráter de alerta, que o Paulo de tal, acompanhante, representando o órgão indigenista federal – Funai, na calamitosa operação que ocupou  a Aldeia  advertia que o Rainérice não deveria se pronunciar principalmente à imprensa,  de forma alguma sobre o episodio ocorrido como já fizera  no dia do conflito ocasião que esse servidor da Funai e outro de nome Cloves Nunes ao anunciarem alarmados que teria muitas vitimas atingidas inclusive uma vitima fatal  contrariou  o animo desse omisso funcionário e de seus iguais em Brasília, e que somente a Coordenação de Comunicação Social da Funai poderia se manifestar.Mesmo não conhecendo esse personagem do Indigenismo nacional, é fácil denotar que é um elemento estranho às comunidades indígenas, pois como servidor indigenista deveria prevenir problemas e apresentar-se aos índios conscientizando-os da missão e seus consequentes efeitos, que seria realizada, e não dizer aos  índios quando se apresentou em um encontro breve – A ordem que se tem é explodir tudo! É por isso que sua advertência aos indigenistas de Itaituba produz ecos e se não fosse trágica seria cômica.
São essas frases que ficarão para sempre entre os índios como um alerta macabro,  a enojada frase do tal  Paulo de tal, que poderia fazer muito como emissário da Funai e nada fez, se omitiu,  e  a amedrontadora e desumana proferida por uma autoridade repressora  que vendo os índios humilhados ou subjugados indagava vitorioso ante os dominados  – ERA  ISSO QUE VOCÊS QUERIAM  CARALHO?
É fácil pressupor como estão se sentindo os comandantes dessa operação; os Paulos de tais, funcionários da Funai que detém o dever constitucional de defender os direitos indígenas e brincam de ser indigenistas, devem se sentir vitoriosos, saciados, enfim cumpriram com seus deveres constitucionais,devem se sentir  como quem poderia ver como é visto,o sangue no olhar do vampiro.
Situação que causou mais indignação em todos de Jacareacanga, foi uma comentada informação atribuída ao comandante da operação informando seus superiores,  que não teria havido morte no embate já que os tiros deflagrados foram unicamente de efeitos morais ou de projeteis de borracha.
Ninguém pode contrariar o obvio; é como diria o vereador Raimundo Santiago que presidiu uma comissão parlamentar da Câmara de Vereadores, para avaliar o sinistro ocorrido, ao presenciar com os  membros da comissão tamanha destruição material e cultural: - As imagens que vejo falam por si, e dizer que aqui não ocorreu  uma desastrosa invasão e violenta, é algo que não se pode aceitar.
Sobre a declaração atribuída ao comandante que não ocorrera morte na operação, quem sabe em sua ótica desvirtuada estrategicamente dos fatos, os indígenas  não teriam imolado seu parente com duas pernas quebradas e a cabeça esfacelada com tiros de armas de grosso calibre, provavelmente tiros de 12, para se posicionarem como vitimas. 
JESUS TOMA CONTA!
Copiado do Blog FARO FINO

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

BARBARIDADE CONTRA INDIGENAS: -ERA ISSO QUE VOCES QUERIAM CARALHO?!




O retrato da insensatez - Um cartaz feito por um aluno, afixado em sua sala de aula, fazendo apologia à felicidade, transpassado  por um tiro de fuzil deflagrado por um elemento da Força Legal (?)
Aldeia Teles Pires - Local da invasão

OPERAÇÃO DA POLICIA FEDERAL DENOMINADA ELDORADO LEVA MORTE, E DESESPERO AOS INDIOS MUNDURUKU DO TELES PIRES
Jacareacanga -Momentos de terror viveram os indígenas Munduruku,  estabelecidos a margem do Rio Teles Pires ou São Manuel, precisamente na Aldeia denominada Teles Pìres, neste dia 07, quando subitamente com aparato de guerra foi invadida por policias federais  que compõe a operação denominada Eldorado que visa por fim à atividade clandestina garimpeira de ouro no leito dos rios da Amazônia. O grupamento policial utilizando de forte aparatojamais visto por indígenas com forte armamento e apoio de helicóptero disparando sem cessar  criou pânico, colocando os silvícolas em fuga, e os que não puderam fugir do cerco, com armas artesanais foram para o confronto.
Draga explodida

De acordo com depoimentos de indígenas e conclusão de uma Comissão do Poder Legislativo de Jacareacanga, ocorreu excessiva força policial para combaterhomens desarmados e que as únicas armas que usavam e esboçaram reação foram armas  artesanais insuficientes para combater com homens preparados para guerra e fortemente armados. Mesmo assimo grupamento de policias depois de explodirem dragas  em atividades  no rio Teles Pires onde alguns índios tem vínculos de trabalho, detonaram  com forte artefato explosivo uma draga  encostada à margem do rio próximo as casas do aldeamento, ocasião em que ocorreu reação dos indígenas principalmente ao presenciarem o velho cacique BaxixiWaro ser atingido por uma bala de borracha e tendo caído  levou alguns guerreiros a imaginar que estaria mortalmente ferido, em seguida ao ver um idoso ser atirado  à queima roupa em seu membro superior o índio AdenílsonKrixi  investiu no corpo a corpo contra o policial agressor e foi alvejado na perna com um tiro provavelmente de calibre 12, mesmo caído o índio tentou erguer-se e foi novamente alvejado dessa vez em outra perna, e como relata o documento abaixo feito por uma comissão do Poder Legislativo de Jacareacanga,  depois de praticamente  sem vida ainda recebeu o tiro de misericórdia esfacelando sua cabeça.

Uma frase de um Policial Federal que deveria ser guardião dos bons costumes e com a responsabilidade de promover a paz, fica para sempre indelével  na vida dos indígenas, ocasião em que os índios sendo  subjugados  bradava perguntando:

ERA ISSO QUE VOCES QUERIAM CARALHO?
ERA ISSO QUE VOCES QUERIAM CARALHO?
ERA ISSO QUE VOCES QUERIAM CARALHO?

Há registro de próprias indígenas que alguns policiais as tratavam com gritos de vadias, vagabundas e prostitutas.

Repercute até hoje o discurso de sua excelência o Deputado Federal DudimarPaxiuba na tribuna da Câmara Federal em que clamava que salvassem o Rio Tapajós da garimpagem clandestina; esqueceu-se o nobre parlamentarque para acabar com a atividade seria necessário força policial, devido ser um  trabalho que produz meios de sobrevivência  para indígenas e ribeirinhos que trabalham na atividade, que vendem frutas, farinha, e outros gêneros de alimentação para sustentarem suas famílias e que resistiriam com certeza e dai surge perguntas que insistem em não calar:

- e aí Deputado não seria importante em seu discurso pedir que salvassem os indígenas e ribeirinhos tambem?
- e aí DeputadoVossa excelência já foi ao Teles pires, local do sinistro avaliar a excessiva força utilizada para combater  com os desvalidos guerreiros Munduruku?
-e aí Deputado Vossa Excelência já avaliou a idade dos guerreiros atingidos pela força policial, que na maioria contam com mais de 60 anos?
- e aí Deputado Vossa excelência o que vai fazer mesmo para Salvar os Ribeirinhos e indígenas antes de salvar o Tapajós?
Povo acuado, sem norte, vencido, dominado

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As informações prestadas neste post, foram declaradas por indígenas por ocasião dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Jacareacanga. Na momento, se faziam presentes conduzidos em duas aeronaves a comissão do Poder Legislativo, e os indígenas Valdenir Moris que veio diretamente de Altamira em uma aeronave fretada por organismos de apoio  aos direitos indígenas, Walmar Kabá Cacique da Aldeia Nova Esperança, Walter Azevedo Tertulino  ex-administrador da Funai, e o filho do cacique Baxixi Sandro Waro além de um cinegrafista e repórter do SBT.
Menina ferida
Rastro de sangue -  indigena em fuga






CÓPIA FIEL

Abaixo o relato da comissão especial da Câmara de Jacareacangaque foi  nesta data (08)  no local do confronto avaliar a situação.

COMISSÃO ESPECIAL DO PODER LEGISLATIVO
RELATÓRIO DA COMISSÃO
Objetivo:verificação in-loco de violências contra indígenas.
Finalidade: Atender convite de indígenas para avaliarem atuação de intervenção na Aldeia Teles Pires por equipe da Operação Eldorado.
Local de trabalho:Aldeia Teles Pires
Data:08 de Novembro de 2.012
Composição da Comissão:
                Ver. Raimundo Batista Santiago – Presidente
                Ver. Carlos Augusto Andrade Cardoso – Relator
                Ver. Adonias Kabá Munduruku – Membro
                Elias Freire (Presidente do Poder Legislativo)
Deslocamento de Jacareacanga: Dia 08.11.2012
Retorno do Teles Pires: Dia 08.11.2012

Inicialmente o Ver. Raimundo Santiago, disse que estaria ali para, em comissão com os demais vereadores, ser ouvidor dos reclames sobre o episodio que se propaga na imprensa que se relaciona com Agentes Federais da Operação Eldorado que teriam na atividade policial na aldeia Teles Pires, aterrorizado os indígenas inclusive com extrema violência e até morte, encerrou sua fala preliminar no encontro dizendo que estende sua solidariedade a todos. O relator da comissão Ver. Carlos Augusto Andrade Cardoso popularmente conhecido como Amazonas demonstrou sua solidariedade ao povo e disse que o que for ouvido pela comissão será colocadoem documento e encaminhado a quem de direito para adotar as providencias cabíveis. O membro da comissão Ver. Adonias Kabá falando na língua materna do grupo tribal,mostrou sua solidariedade e apelou aos parentes que fossem depor à comissão que se utilizassem  de informações verídicas  para que a comissão pudesse avaliar melhor os problemas que envolveram os indígenas. Dado a situação extraordinária do momento, o relator convidou o Sr. Walter Tertulinoque estava naquele local convidado por alguns indígenas que acompanhavam uma equipe de televisão, para registrar em relatorio a memoria de tudo que ocorresse a partir daquele momento nos trabalhos da comissão em contato com os comunitários do Teles Pires. Foi convidada de imediato a indígenaRosenildaBorõ Munduruku por falar fluentemente o português para prestar declarações dos fatos  na qualidade de depoente, e  traduzir outros depoimentos caso fossem necessários;  ao ser inquirida  pela comissão disse: QUE, ninguém da Aldeia sabia da intervenção policial na comunidade, mas, tomando conhecimento da presença de Agentes da Policia Federal às proximidades tomaram iniciativa de irem até eles para saber o que estaria ocorrendo e tentarem  resolver com esses de maneira amistosa a situação pois os comentários é que o grupo policial que estava fortemente armado iria efetuar prisões, e apreender bens e equipamentos dos garimpeiros. Temiam os indígenas ficarem sem vínculos de trabalhos com os garimpeiros de onde tiram o sustento para seus familiares, trabalhando nas dragas, ou fazendo vendas de frutas, farinhas etc.... No momento ouviram de um dos lideres do grupamento policial que a ordem eraexplodir todas as balsas ou escariantes/Dragas que estariam no trabalho de garimpagem no curso do rio. Ponderaram os índios que não fizessem isso, pois era a única fonte de renda que a comunidade tinha, já que não recebiam nenhuma outra vantagem. Como não lograram êxito diante da decisão do Grupo Policial, pediram ao menos os combustíveis que estaria em deposito em cadaestrutura das dragas já que seriam espalhados no rio e isso iria matar peixes e ainda o combustível serviria para suas embarcações em deslocamentos constantes para pesca e visita em outras aldeias. De imediato a pessoa que se identificou como delegado e líder dos policiais concluiu estar de acordo com a proposta dos indígenas, e que no dia seguintevoltassem a falar consigo para resolver de vez a situação. Prosseguiu a depoente, que no dia seguinte alguns guerreiros e lideres voltaram para finalizar entendimentos sobre o aproveitamento dos combustíveis já que iriam explodir os maquinários,entre esses  os indígenas Valdir, Nego,  e Pezão, e para surpresa de todos o estado de humor dos policiais mudou completamente e mandaram todos  ficarem com as mãos sobre a cabeça e voltarem correndo para  a aldeia Teles Pires. Prosseguiu a depoente revelando que todos voltaram e por volta das nove horas do dia 07.11.2012 a aldeia foi subitamente invadida por incontáveis policiais fortemente armados quecolocaram em pânico toda a comunidade, já que rajadas de tiros a esmo era disparada do helicóptero. O cacique Baxixi (BasilioWaro) como autoridade da organização social dos Munduruku na aldeia acompanhado de alguns guerreiros foram até os invasores indagar o que queriam e falou diretamente com o Sr. Paulo de tal funcionário da Funai de Brasília que acompanhava o grupamento policial questionando a respeito da invasão e ouviu daquele funcionário que a ordem que tinham recebido era explodir tudo e passar por cima de quem se opusesse, foi quando se aproximaram alguns guerreiros armados com armas artesanais (arcos e flechas) e mesmo sem esboçarem ação alguma de ataque foram imediatamente alvejados com fortes tiros de balas de borracha, mesmo estando presentes velhos, e crianças que nunca imaginavam uma ação tão violenta dos policiais; ato continuo em meio ao pânico generalizado entre os indígenas que nunca tinham visto uma operação tão violenta e desmedida ocorreu um corre corre de velhos e crianças e ao ver os policias avançando agredindo os indígenas, e um idoso que foi covardemente atingido com arma de fogo em um dos braços o indígena AdenilsonKrixi foi socorrer o velho agredido e foi atingido com um tiro de arma letal em uma das pernas, e esse ao tentar erguer-se com extrema dificuldade  não conseguindo recebeu outro tiro na outra perna e para pasmo geral a pessoa que os indígenas identificam como o delegado de policia federal disparou na cabeça do índio já ferido e fora de combate o tiro de misericórdia. Ocorreu nesse momento a reação dos guerreiros indígenas que desferiram flechadas, no entanto sem efeito já que a força policial aumentou a rigidez no ataque aos índios. Depois dos índios dominados, prossegue Rosenilda, alguns índios em fuga no caminho da roça eram interceptados pelo helicóptero com rajadas de tiros, e a partir dai ocorreu a invasão de domicílios com casas simples tendo suas portas colocadas a baixo,e espingardas de caça foram confiscadas, e bens dos indígenas como DVDs, Notebook, e outros foram destruídos de imediato; registra a depoente que a escola e o posto de saúde também foram invadidas e comprova mostrando muitas marcas de bala no teto e paredes da escola, mostrou também fartas marcas de sangue de seus parentes que feridos empreenderam fuga mato a dentro  deixando rastro de sangue por onde passaram. De posse da palavra o Sr. relator Carlos  Augusto, o Amazonas revelando incontida indignação concluiu pelo depoimento apresentado que a comunidade ficou sitiada, e comprova quando a depoente acrescenta que desligaram o telefone comunitário e proibiram qualquer contato de indígenas com outras aldeias. Ainda contribuindo com a comissão a depoente acrescentou que os policiais dividiram famílias e isso causou mais pânico, colocando de um lado no sol escaldante mulheres e crianças e do outro os homensque foram subjugados, registra que inúmeras pessoas  foram agredidas e cita o professor Danilo  entre tantos, fala que seu avô Baxixi sem provocar ação alguma foi alvo de um tiro de borracha e comprova a marca da ferida pedindo ao avô que mostre o braço. Voltando a questionar a depoente o Relator pergunta quantas pessoas foram baleadas, e em resposta ouve que quatro índios e nomina como Eurico Krixi de 60 anos com um tiro no braço,Edivaldo Moris também ancião  com tiro em seu membro superior, Outro que não sabe declarar o nome e nem a região corporal onde foi atingido e por ultimo  outro idoso  Severino Krixi com um tiro no baixo ventre, todos removidos para Alta Floresta. Voltando a inquerir a depoente Amazonasperguntou se ocorreu algum ato libidinoso cometido pelos policiais contra alguma mulher ao que a depoente respondeu negativamente; perguntou também se ocorreu violência contra crianças, e ao afirmar positivamente mostrou uma criança de cinco anos de iniciais VSM, que mostrava bem visível queimadura no pescoço, perguntada de que foi aquela queimadura respondeu que foi uma bomba deflagrada perto do menor. O Presidente do Poder Legislativo de Jacareacanga Elias Freire, comentou que há indícios de vários crimes praticados pela força policial inclusivecom exposição de vulneráveis, o que contraria disposições legais do Estatuto da Criança e Adolescente, cita o exemplo da criança atingida. O vereador Raimundo Batista Santiago também se mostrando pasmo com a violência praticada contra os indígenas disse que as imagens que viu comprovam sobejamente que ocorreu crime contra o povo da Aldeia Teles Pires, e que algo tem que ser feito para a reparação dos danos ocorridos. O Ver. Adonias Kabá inquiriu aos presentes se alguém pode relacionar e entregar à comissão a relação de bens patrimoniais da comunidade que foram destruídos e pediu aos presentes que entregassem à comissão todos os artefatos e capsulas de balas que acharamespalhados pela aldeia para comprovar a ação de violência ocorrida, de imediato muitas munições deflagradas e granadas foram entregues ao Sr. Presidente da comissão Raimundo Santiago, inclusive uma bomba que não teria explodido e  que não foi recebida pela comissão pois poderia ser detonada acidentalmente em viagem devido  a altitude e a pressão dentro do avião. O octogenário Luiz Waro patriarca da aldeia contando com quase noventa anos falou na língua materna e traduzida por seu bisneto Sandro Waro, disse que nunca tinha visto em sua vida o que ocorreu em sua aldeia, e mesmo estando quase no fim de sua existência nunca acreditava que isso poderia acontecer, e acrescentou que ao ouvir os tiros saiu de sua casa e foi empurrado por dois policiais que em seguida entraram em sua casa arrombando a porta e quebrando tudo. Raimundo Apiaká apresentou-se à comissão dizendo que tem quatro índios desaparecido e não sabe se estão em fuga ou mortos, disse que à noite pais procuravam nas matas filhos menores que fugiram temendo serem mortos e que uma hora da madrugada encontraram em prantos um menor de cinco anos que fugiu para a mata e não soube voltar. Leandro Paleci, disse que na operação índios estavam filmando o massacre com celulares e os policiais viram e tomaram os aparelhosquebrando imediatamente. O presidente da comissão Raimundo Santiago indagou a determinada pessoa se desferiu alguma flechada em policiais, e esse confirmou que desferiu uma certeira flechada em um policial, -para socorrer um velho que foi atirado no braço e que ainda estava sendo espancado e gritando por socorro. Voltando a falar a depoente essa ao comentar a grande quantidade de capsulas de balas deflagrada na aldeia e ainda muitos artefatos, disse que o delegado determinou uma varredura na aldeia para que seus policiais juntassem e levassem consigo todo o material desse gênero. RegistraLeandro Paleci que o indígena morto levou no mínimo cinco tiros em seu corpo todos suficiente para causar-lhe a morte, fala por fim que um dos lideres dos policiais provavelmente  delegado depois do tiroteio perguntava aos gritos aos indígenas: (*) -Era isso que vocês queriam caralho? A indígena MiquilinaApiaká gravida de oito meses ao empreender fuga com um filho de três anos à tiracolo no caminho da roça juntou varias capsulas de bala que caiam do helicóptero e não conseguiu chegar à roça porque do helicóptero fizeram vários disparos próximo dela que saltava terra para cima, daí saiu da trilha que a conduziria à roça e adentrou no mato para não ser atingida. Sonia Paleci disse que sua filha menor de cinco anos com medo fugiu para o mato e foi encontrada apavorada somente à meia noite. A jovem indígena YandraWaro entregou à comissão a relação de bens da comunidade que foram distribuídos com o nome de seus respectivos proprietáriose acrescentou que dois indígenas foram roubados por homens da força policial e que os policiais levaram presos para Sinop/MT 14 indígenas: Waldir Waro, Agnaldo Kabá, Joilson de Souza, Valdison Ferreira, ElianoWaro, Adonias Krixi, AudilinoYoto, JonilsonWaro, Marcelo Kamassuri, AdrielKrixi,  Danilo Krixi, Severino Krixi,  Edson Kabá, ZezitoWaro, Em seguida registra-se a relação de bens destruídos por bombas ou metralhadoras.
                5 motores de popa  40 HP
                5 Voadeiras  de 10,40mts pertencentes às aldeias Teles Pires, Papagaio, Bom Futuro, Mayrowi, e Vista alegre
                10 rabetashonda e 10 ubás dos indígenas Cleomar Borõ,  José Américo Pereira, Valdelinoyoto, CleianoMoris, Floriano Moris, José Agnaldo Kabá, Leonardo Paleci, Walter Saw, AdenildoKrixi,  José de Artur Moris
                1 motor MWM estacionário de produzir energia para a aldeia
                1 Notebook do Sr. Danilo Manhuari
                8 Motores 15 HP e 8 voadeiras 8,40 mts dos senhores  João Krixi, Leandro Paleci, Comunidade Teles Pires,  Elias Poxo, Joel Krixi, Floriano Moris,  Denilson Krixi,  e Waldir Waro

Valores que foram levados pelos agentes:
                6 mil reais e 58 gramas de ouro de Leandro Paleci
                10 mil reais mais 100 Gramas de ouro do finado AdenilsonKrixi. Após a comissãoverificar toda a situação reinante na aldeia e recomendar tranquilidade  que medidas cabíveis seriam adotadas o Sr. Presidente Raimundo Batista Santiago, deu por encerrado os trabalhos e ato seguido foi fazer visitação aos familiares do falecido juntamente com a equipe de trabalho. E como nada mais foi tratado passivo de registro, eu Walter Azevedo Tertulino_____________ convidado a secretariar os trabalhos, lavrei o presente relatórioque segue assinado abaixo pelos membros da comissão-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x


(*)Esta frase foi substituida pela comissão por: palavras de baixo calão, ja que consideraram obscena para ser colocada em um documento interinstitucional