RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quinta-feira, 29 de março de 2012

O ADEUS DE EDMUNDO

Edmundo: 'O sentimento é de dever cumprido com o Vasco

Edmundo diz que sempre buscou o melhor para o Vasco
Crédito: Lancenet

RIO - As lágrimas de Edmundo ao sair de campo ovacionado pela torcida após a vitória de 9 a 1 sobre o Barcelona de Guayaquil tinham significado bem diferente daquelas do rebaixamento de 2008. Na última vez que o ex-atacante pisara no gramado de São Januário, ele afirmara que era o dia mais triste da sua vida. Na quarta-feira à noite, o ídolo reescreveu o final da sua carreira e deixou os gramados em paz.

- O sentimento é de dever cumprido. Sei que às vezes exagerei, mas sempre busquei o melhor para o Vasco. Precisava encerrar a carreira em paz. Havia me despedido no dia do rebaixamento do time do meu coração. Perdi duas vezes, profissionalmente e como torcedor. Precisava dessa lembrança. Queria apagar aquele filme e escrever uma nova história. Foi o que aconteceu - disse Edmundo, bastante emocionado na entrevista coletiva.

Se hoje Edmundo é o "cara mais feliz do mundo", como ele mesmo se definiu, é por ter ganhado de presente de aniversário dos seus 41 anos - a serem completos na segunda-feira - festa muito além da esperada. Ao lado de amigos, da família e dos torcedores, que lotaram São Januário, o ex-atacante pôde reviver parte dos seus 20 anos de carreira. Da concentração ao vestiário, até da presença de Eurico Miranda na tribuna, que foi a convite do ídolo.

- Assim como me lembro muito bem do 26 de janeiro de 92, um dia inesquecível por poder jogar no time de coração, hoje (nesta quarta-feira) vai ficar na minha memória para sempre. Vinte anos e dois meses depois é com certeza o dia mais feliz da minha vida - afirmou o ex-jogador, que lamentou apenas a ausência dos seus pais, já falecidos. - O que mais marcou foi que na minha trajetória tiveram momentos bons e ruins como o rebaixamento. O mais legal é que esses 21 mil torcedores só lembram das coisas boas e vieram me dar esse carinho. É mágico. Ser recebido pela minha família no campo, a faixa de capitão das mãos do Juninho, as palavras do Roberto, os gols que saíram com naturalidade. Poder reviver minha história como atleta.

Com dois gols na goleada de 9 a 1 sobre o Barcelona - um deles com a ajuda do árbitro Marcelo de Lima Henrique que marcou pênalti em falta fora da área -, Edmundo mostrou a velha classe e se surpreendeu com sua atuação.

- Pude jogar bem, não esperava isso. O Barcelona mandou time muito jovem, claro, mas jogar de novo com Juninho e Felipe, o entendimento com eles só no olhar... Infelizmente o corpo não responde muito bem, se tivesse 27, 28 anos teria saído na cara do gol mais vezes.

Retomar a carreira está fora de cogitação. Mas como comentarista, sua atual profissão, ele vê um Vasco forte o suficiente para brigar pelo título da Libertadores. O time, segundo lugar do Grupo 5, volta a campo pela competição na próxima terça-feira contra o Alianza Lima, no Peru.

- Algumas frases são aquelas prontas para falar do time, que é unido, tem um vestiário unido. Mas o que me chamou a atenção foi o respeito à hierarquia, respeito aos mais velhos. Os moleques têm respeito enorme por Felipe, Juninho, Diego Souza. Vi muita qualidade em alguns jogadores que, como comentarista, não conseguia ver. Pelas voltas do Éder Luís e do Rômulo, o Cristóvão tem opções para armar um time mais ofensivo, técnico, veloz. Não vivia o dia a dia, mas agora tenho certeza de que no decorrer da competição quando faltar algum outro jogador o Vasco tem substituto - ressaltou.
Fonte: Globo Online

EMBOSCADOS

Fiscais ambientais sofrem emboscada na Cachoeira da Serra
Uma equipe de fiscalização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foi abordada na BR-163, próximo à Cachoeira da Serra, no município de Novo Progresso, por homens armados que utilizavam coletes à prova de balas e máscaras, nesta quarta-feira (28).
Os veículos da fiscalização foram obrigados a parar por causa dos troncos que estavam caídos no meio da pista, impedindo a passagem. Policiais ambientais do Pará, que acompanhavam os fiscais durante a viagem, trocaram tiros com os 'mascarados', que acabaram fugindo para o mato. Nenhum dos agentes foi ferido.

Segundo a assessoria de comunicação do Ibama, há cerca de duas semanas, Ibama, ICMBio e Polícia Ambiental do Pará estão na região para combater o desmatamento ilegal. Ontem, durante sobrevoo com o helicóptero do instituto, identificou-se um acampamento e uma grande área de floresta derrubada.

A equipe, então, desembarcou próximo ao local para monitorar as ações e o helicóptero retornou à base para buscar apoio terrestre. Na manhã de hoje, duas caminhonetes com fiscais e policiais seguiam para a localidade quando houve o confronto.

Os fiscais que permaneceram a noite aguardando a equipe de apoio foram resgatados no final desta manhã pelo helicóptero do Ibama.
De acordo com o Instituto, não é a primeira vez que a fiscalização do Ibama enfrenta problemas na região de Cachoeira da Serra. Em 2007, uma equipe apreendeu dez caminhões carregados de madeira ilegal e, quando passou pelo distrito, foi cercada pela população, que estava revoltada.Redação Portal ORM, com informações do Ibama/

quarta-feira, 28 de março de 2012

COISA DE ADVOGADO

AÇÃO JUDICIAL PROMOVIDA POR ASSALTANTE CONTRA VÍTIMA POR TER REAGIDO AO ROUBO

Juiz considera 'uma afronta ao Judiciário' ação que assaltante moveu contra comerciante dono de padaria, por ter levado surra ao tentar roubar estabelecimento em Belo Horizonte.
Uma ação em tramitação no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, leva às últimas consequências a máxima segundo a qual a Justiça é para todos - todos mesmo. O pedido de um assaltante, preso em flagrante e que decidiu processar a vítima por ter reagido durante o assalto, provocou surpresa até mesmo nos meios jurídicos e foi classificado como uma "aberração" pelo juiz Jayme Silvestre Corrêa Camargo, da 2ª Vara Criminal, que suspendeu a ação.

Não satisfeito, o advogado do ladrão, José Luiz Oliva Silveira Campos, anuncia que vai além da queixa-crime, apresentada por lesões corporais: pretende processar, por danos morais, o comerciante assaltado.

O motivo: seu cliente teria sido humilhado durante o roubo. Wanderson Rodrigues de Freitas, de 22 anos, se sentiu injustiçado e humilhado porque apanhou do dono da padaria que tentava assaltar. O crime ocorreu no mês passado, na Avenida General Olímpio Mourão Filho, no Bairro Planalto, Região Norte de BH. Por volta das 14h30 de uma terça-feira, Wanderson chegou ao estabelecimento e anunciou o assalto. Ele rendeu a funcionária, irmã do proprietário, que estava no caixa. Conseguiu pegar R$ 45. No entanto, quando ia fugir, foi surpreendido pelo dono da padaria, um comerciante de 32 anos, que prefere ter a identidade preservada. "Estava chegando, quando vi minha irmã com as mãos para o alto. Já fui roubado mais de 10 vezes nos sete anos que tenho meu comércio. Quatro dias antes de esse ladrão aparecer, tinha sido assaltado. Não pensei duas vezes e parti para cima dele. Caímos da escada e, quando outras pessoas perceberam o que estava acontecendo, todos começaram a bater nele também. Muitos reconheceram o ladrão como autor de outros assaltos da região", conta o comerciante.

Ele diz ainda que, para render a irmã, Wanderson escondeu um pedaço de madeira debaixo da blusa, fingindo ter uma arma. "Pensei que fosse um revólver. Quando a vi com as mãos para o alto, arrisquei minha vida e a dela. Mas estava revoltado com tantos crimes e quis defender meu patrimônio. Trabalhei 20 anos para conseguir comprar esta padaria. Nada foi fácil para mim e nunca precisei roubar para viver. Na confusão, chamamos a polícia e ele foi preso em flagrante por tentativa de assalto "á mão armada", conta.

O comerciante acha absurda a atitude do advogado. "O que me deixa indignado é como um profissional aceita uma causas dessas sem pensar no bem ou no mal que pode causar a sociedade. Chega a ser ridículo", critica.

Quem parece compartilhar da opinião da vítima é o juiz Jayme Silvestre Corrêa Camargo. Em sua decisão, ele considerou o fato de um assaltante apresentar uma queixa-crime, alegando ser vítima de lesão corporal, uma afronta ao Judiciário. O magistrado rejeitou o procedimento, por considerar que o proprietário da padaria agiu em legítima defesa. Além disso, observou que não houve nenhum excesso por parte da vítima. O magistrado avaliou que o homem teria apenas buscado garantir a integridade física de sua funcionária e, por extensão, seu próprio patrimônio. "Após longos anos no exercício da magistratura, talvez este seja o caso de maior aberração postulatória. A pretensão do indivíduo, criminoso confesso, apresenta-se como um indubitável deboche", afirmou o juiz. Da decisão de primeira instância cabe recurso.

Com 31 anos de carreira, o advogado do assaltante, José Luiz Oliva Silveira Campos, está confiante no andamento do processo. Ele alega que o cliente sofreu lesão corporal e se sentiu insultado e rebaixado por ter levado uma sova. "A ninguém é dado o direito de fazer justiça com as próprias mãos. Wanderson levou uma surra. Ele foi humilhado e, por isso, além dos autos em andamento, vou processar o comerciante por danos morais", afirma. Ele conta que há 31 dias Wanderson está atrás das grades, no Ceresp da Gameleira, pelo crime cometido no Planalto. Além de justificar a ação, ele desfia um rosário de teorias. "Não vejo nada de ridículo nisso. Os envolvidos estouraram o nariz do meu cliente e ele só vai consertar com uma plástica. Em vez de bater nele, o dono da padaria poderia ter imobilizado Wanderson. Para que serve a polícia? Um erro não justifica o outro. Ele assaltou, sim. Mas não precisava ter sido surrado", afirma O advogado, acrescenta que sua tese é a de que Wanderson não estava armado, mas "apenas com um pedaço de madeira de 20 centímetros". Ele também culpa o governo pelo assalto praticado pelo cliente. "O problema mora na segurança pública. Há câmeras do Olho Vivo pela cidade. Por que o poder público não coloca nas padarias também? Temos que correr atrás de nossos direitos e Wanderson está fazendo isso. Meu cliente precisa ser ressarcido", diz o advogado!.
QUEREM LEGALIZAR O ROUBO... LADRÃO PROCESSA VÍTIMA POR LESÕES CORPORAIS
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Encaminhado pelo Adv J.Umberto

TERRA INDIGENA SERÁ BENEFICIADA COM PROJETO DE HABITAÇÃO


Caixa vai executar em Jacareacanga projeto de habitação indígena pioneiro no Pará
Dois técnicos da Caixa Econômica Federal estiveram visitando o município de Jacareacanga terça (27), com o objetivo de conhecer in loco a realidade habitacional do povo Munduruku. A vinda ao município de Silvio Jucá Vasconcelos, Coordenador de Habitação de Interesse Social, bem como da arquiteta Elna Trindade, foi em atendimento a um pleito do prefeito Raulien Queiroz através da Secretaria Municipal de Assuntos Indígenas, que encaminhou um projeto pioneiro no Pará de habitação em área indígena.
O projeto habitacional elaborado por técnicos da prefeitura de Jacareacanga, encabeçado pelo secretário de assuntos indígenas Ivânio Alencar prevê a construção em madeira de 450 casas populares em nove aldeias pólos dentro do município, será incluso no Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) que usa recursos do Orçamento Geral da União (OGU) para financiar a aquisição de material de construção, para reforma, ampliação ou edificação de unidade habitacional.
Na visita que fizeram à aldeia Karapanatuba, local aonde deverá ser executado o projeto de construção das primeiras 50 unidades habitacionais em madeira de lei, medindo 40m², com uma varanda, dois quartos, cozinha e varanda, com cobertura em telha ecológica e piso em cimento queimado, os técnicos visitaram alguns domicílios e concluíram que o padrão de construção deverá ser adequado à realidade local.
Em reunião com os moradores da aldeia Karapanatuba, os funcionários da Caixa Econômica fizeram uma exposição do projeto esclarecendo cada passo da construção das casas. De acordo com a arquiteta Elna Trindade, a Caixa financia a construção de casas de alvenaria. “O Projeto foge ao padrão da Caixa, mas é um caso que tem que ser olhado de forma excepcional e para cada 10 unidades habitacionais será construído um módulo sanitário” disse.
Para Silvio Jucá Vasconcelos o importante é resguardar a cultura indígena, sem, no entanto privar o índio de uma melhor habitação. “Será um projeto habitacional pioneiro no Pará e a aldeia Karapanatuba será o pontapé inicial desta empreitada. Mas esse projeto vai passar por aprovações na Caixa Econômica em Belém, depois será encaminhado para o Ministério das Cidades em Brasília para aprovação final”, avisa Vasconcelos. “A Caixa após aprovação desse projeto, vai financiar 24 mil reais para cada unidade habitacional e a prefeitura terá uma contrapartida de mil reais para cada moradia”, reforça.
O prefeito Raulien Queiroz recebeu com satisfação a visita dos técnicos da Caixa Econômica e acredita que em breve esse projeto será executado. “Já há alguns meses estamos fazendo gestão na Caixa em Belém e em Brasília junto ao Ministério das Cidades, Funai e Ibama, com o objetivo de viabilizar esse projeto. Agora sentimos que esse sonho vai se tornar realidade para o povo munduruku. Já vamos iniciar o processo licitatório em atendimento à exigência da Caixa e vamos aguardar o resultado dessa visita”, disse Raulien.
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Texto e fotos
Nonato Silva/ASCOM-PMJ nonatosilvajcr@gmail.com

MERDA NO VENTILADOR

TEMPORADA DE LIMPEZA DE 21 MIL FICHAS SUJAS
PARTIDOS PRESSIONAM TSE A DERRUBAR VETO A POLÍTICOS COM CONTAS REJEITADAS
Presidentes dos principais partidos brasileiros foram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (27) para reforçar o pedido de reconsideração da decisão que determinou a exigência de contas de campanha aprovadas para políticos poderem se candidatar nas eleições de 2012. O assunto deve voltar a ser debatido pelo plenário do tribunal na próxima semana.
Ao final de cada eleição, os políticos que participaram da disputa são obrigados a entregar à Justiça Eleitoral um relatório do que foi gasto e arrecadado pelo candidato, pelo partido e pelo comitê financeiro. A reprovação acontece quando são identificadas irregularidades nessa prestação de contas.
No início de março, uma resolução do próprio TSE barrou políticos que tiveram contas rejeitadas em 2010 e que querem concorrer em 2012. De acordo com a corregedora eleitoral, ministra Nancy Andrighi, 21 mil políticos fazem parte do cadastro de contas reprovadas da Justiça Eleitoral. Nem todos, porém, estarão automaticamente impedidos de concorrer, já que o cadastro inclui reprovações anteriores a 2010.
A reconsideração foi pedida pelo PT e recebeu apoio de outras 15 legendas. Os partidos querem que a exigência seja retirada do texto da resolução que regulamenta as eleições municipais deste ano. No último dia 20 de março, o relator do caso, ministro Arnaldo Versiani, encaminhou o pedido dos partidos ao presidente do TSE.
Como a regra foi aprovada por maioria no plenário do TSE (quatro votos a três), a sugestão de retirar do texto da resolução o artigo que proíbe a candidatura de quem teve contas desaprovadas pode encontrar barreiras para ser aprovada.
O texto da resolução é sintético ao afirmar que "a decisão que desaprovar as contas de candidato implicará o impedimento de obter a certidão de quitação eleitoral".
Uma alternativa que pode ser levantada na Corte eleitoral é modificar no texto a norma para incluir a possibilidade de que o tribunal possa analisar caso a caso e flexibilizar a regra quando julgar necessário.
'Vícios' - "Aguardamos uma posição do tribunal. É um assunto importante e aguardamos confiantes que o TSE encontre uma solução mais flexível. São poucas as contas com vícios insanáveis", afirmou o presidente do PMDB, Valdir Raupp.
Segundo Raupp, a maioria das prestações de contas é rejeitada com base em "vícios sanáveis" e, nesses casos, o TSE já vem decidindo de forma mais "flexível", dando tempo para regularizar o problema.
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Título RP

terça-feira, 27 de março de 2012

PENDENGA

JUSTIÇA FEDERAL SUSPENDE OBRAS DA UHE TELES PIRES
Com a decisão da Justiça, ficam suspensas as detonações de rochas no salto Sete Quedas
A Justiça Federal declarou, hoje, inválida a licença de instalação da usina hidrelétrica Teles Pires expedida pelo Ibama e suspendeu as obras do empreendimento, em especial as detonações de rochas naturais na região do Salto Sete Quedas, segundo a decisão ocorrida na segunda-feira.

A suspensão atendeu ao pedido do Ministério Público, que alegou que o Ibama emitiu as licenças prévia e de instalação do empreendimento "sem consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas". Além disso, o MP alega que a obra viola áreas consideradas sagradas para os povos indígenas.

Na decisão, a juíza substituta da 2ª Vara Federal em Mato Grosso, Célia Regina Ody Bernardes, fixou multa diária de 100 mil reais pelo descumprimento da suspensão das obras.
O Consórcio Teles Pires já foi notificado da decisão e, segundo a assessoria de imprensa, estava definindo as providências a serem tomadas.

O Ibama informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que recebeu a notificação nesta terça. Além disso, o órgão ambiental está analisando as alegações do processo e estudando as medidas jurídicas cabíveis.

A usina Teles Pires terá 1.820 megawatts (MW) e é de responsabilidade da Neonergia (50,1 por cento), Eletrosul (24,5 por cento), Furnas (24,5 por cento) e Odebrecht (0,9 por cento).
Fonte: http://extra.globo.com/noticias/brasil/atualiza-1-justica-declara-invalida-licenca-da-usina-teles-pires-4428060.html 
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Título RP
Por/ Piteira (Blog do Piteira)

PS: Não acredito na interdição definitiva da UHE Teles Pires, pois, caso aconteça, comprometerá o processo econômico virtuoso que vive o País, com crescimento econômico e geração de emprego e renda, inclusão social e bem estar da população.

O Brasil precisará construir outras três usinas hidrelétricas com potencial equivalente à UHE de Itaitpu, até 2021, para suprir a demanda prevista de energia elétrica. O estudo, de autoria da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foi divulgada no dia 4 de janeiro passado.

Segundo a EPE, o consumo de energia crescerá a uma taxa média de 4,5% ao ano na próxima década, chegando a 736 mil gigawatts/hora, em 2021. 

Isso significa que a demanda de energia, em 2021, será 56% superior à do ano de 2011 e que o Brasil terá que aumentar a energia gerada em 264 mil gigawatts hora nos próximos dez anos.

Por razões nem sempre coerentes, centenas de ONG's ambientais - especialmente as estrangeiras - defendem a preservação intocável dos recursos da natureza, mas, contraditoriamente, pregam o desenvolvimento e o bem estar da população, especialmente das nativas. Como isso será possível?

Já deixei claro a minha opinião: devemos, sim, usar nossos recursos naturais para o desenvolvimento sustentável do Brasil. No caso das hidrelétricas, sem precisar cometer os crimes ambientais e sociais que se viu em Balbina, no Amazonas, e Tucuruí e, nas mitigações, definir mecanismos que garantam o desenvolvimento local, com investimentos em educação, saúde, habitação e geração de emprego e renda.

Mas reconheço que este é um tema que jamais vai alcançar o consenso.

sábado, 24 de março de 2012

PUSURU REALIZA COM BRILHANTISMO A XXII ASSEMBLEIA MUNDURUKU

XXII - Assembleia Indigena Munduruku - Aldeia Apompe/Rio Cururu
15 a 18/03/2.012
Aldeia Apompe/Jacareacanga - A Associação Indigena Pusuru dos índios Munduruku, realizou com êxito a XXII Assembleia Indigena do Povo Munduruku, e contou com indios de outras etnias e convidados para discutirem assuntos de interesse do Povo Indigena.
Sobre o tema SAÚDE Dulce, emissária de Brasilia da Secretaria de Saúde Indigena, discorreu sobre o valor de quase doze milhoes de reais em investimentos na promoção de de saúde, valor esse considerado pelos assistidos indigenas como insuficiente para  edificar postos de saúde, custear recursos humanos, combustiveis, transporte e retiradas de emergencia, e ainda assistir parte dos indios Kaiapo do municipio de Novo Progresso.
EDUCAÇÃO - Mesmo com investimentos sólidos da Prefeitura Municipal e a valorização do professor com pagamento de abono e outras vantagens, os indigenas solicitaram maior investimento na construção de escolas e na manutenção com contratação de mais professores para aldeias que necessitam e ainda gestão junto ao estado para fornecer merenda escolar ao ensino médio.
HIDRELÉTRICAS - O grupo tribal, manifestou-se completamente contra qualquer estudo, ou construção de hidrelétricas  no inerior da terra indigena ou em areas de influencia, por imensuraveis impactos ambientais e culturais que ocorrerão.
CRÉDITO CARBONO - Os indigenas insistem que não ocorreu compromisso de algumas lideranças na negociação de Creditos Carbono da Terra Indigena e o que afirmam é que ocorreu apenas uma carta ou contrato de intenções, entretanto entregam à Funai e ao MPF legislar sobre o assunto, e acatam o que preceitua normais no Estatuto do Indio e na Constituição Federal. 
Equipe indigenista da Funai Itaituba
FUNAI - Indios apelam ao Organismo Indigenista Federal em Itaituba, maior participação em assuntos  que necessitam assessoramento ja que grandes discussões como Projetos Energéticos, Area de influencia da BR-163, e exigem plano de fiscalização e proteção às Terras Munduruku e Sai Cinza que se encontram invadidas por dezenas de garimpeiros. Recomendam à Brasilia a imediata nomeação do Coordenador Regional da Funai Tapajos, objeto de solicitação ja encaminhada à Brasilia.
20 anos de lutas vencidas - PUSURU
PUSURU - Com incontida alegria, em meio a assembleia foi festejada  vinte anos de criação da Associação Pusuru que foi responsavel dentro da legalidade para lutas e batalhas serem vencidas para a ampliação, demarcação e homologação da Terra Indigena Munduruku
Em meio à comemoração ocorreram manifestações culturais comandada pelo Cacique João Tomé que rememorou grandes expedições guerreiras vitoriosas por ocasião em que em ritual de passagem  para guerreiro ao jovem Munduruku era confiada a tarefa de caçar inimigos trazendo à tiracolo a cabeça do vencido.

Dulce da Sesai Brasilia e Arthur da Funai
Atraves do Padre Frei Gilberto, da Missão Franciscana que festeja a presença da missão em um seculo no Rio Cururu, ocorreu momento festivo e espiritual com pregação religiosa onde alguns casais ja evangelizados e membros ativos do catolicismo casaram-se. Veja o flagrante acima.

André Ramos, Roberto Krixi, Izaias Krixi, Walter Tertulino, Haroldo Saw, Dorinha, Familia Bieri e outros foram personagens lembrados por lideranças na ocasião de discursos alusivo aos vinte anos de aniversario da Associação Pusuru.

Ao encerrar esta pequena matéria que confirmo como mais uma vitoria do Povo Indigena do Alto Tapajós a XXII Assembleia, relembro na luta pela demarcação da Terra Indigena Munduruku, onde funcionarios e índios emboscados fisica e moralmente prosseguiam a luta, alguns ficaram pelo caminho e que lamentavelmente não viram a tão sonhada demarcação, personagens esses que Deus elevou-os ao céus: Zé Luiz, Vidal e Adocildo, cada qual a sua maneira ajudaram a construir essa historia, rica, árdua, perigosa, mas, gloriosa. Viva o Povo Indigena!!!
PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES!
Rosalete Akay - India Munduruku (Administradora e prestadora de serviços à Funai)

sexta-feira, 23 de março de 2012

O MUNDO PERDE CHICO ANYSIO

Chico Anysio morre aos 80 anos no Rio
 
O humorista Chico Anysio faleceu nesta sexta-feira, aos 80 anos, por falência múltipla de órgãos. Ele estava internado desde o dia 22 de dezembro de 2011. Com certeza o Brasil perde seu maior humorista, alem de escritor, ator e diretor. Mas  destacou-se mesmo foi no farto humor que contagiava a todos. 

INDIGNAÇÃO

O comentário abaixo versa sobre o que disciplina a PEC 215 que transfere da União para o Congresso Nacional a prerrogativa  de aprovar e ratificar a demarcação de Terras Indigenas. Para ler  a matéria na íntegra entre no espaço destacado abaixo.

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "PEC VERGONHOSA":
É o processo final de sucateamento da política indigenista no Brasil. O Brasil vai ingressar numa era em que muda apenas os métodos e estratégias de genocídio. Antes se usava o trabuco para eliminar índios. Hoje se usa a tática de supressão do direito à terra. Alguém duvida que os índios sobreviverão sem suas terras?

A SOMA E O RESTO

um olhar sobre a vida aos 80 anos (FHC)
OS QUE ESTÃO VIVOS E OS MORTOS
F.H.C.

 No fundo estamos condenados ao mistério. As pessoas dizem, eu gostaria de sobreviver além da minha materialidade... Eu não acredito que vá sobreviver, mas, pelo menos na memória dos outros, você sobrevive.

Vivi intensamente isso com a perda da Ruth. Olhando para trás, é claro que ela estava com um problema grave de saúde. Apesar disso fizemos uma viagem longa e fascinante à China. É como se o problema não existisse. A gente sabe que um dia vai morrer e no entanto vive como se fosse eterno.

Depois da morte de Ruth e, mais recentemente, de outros amigos, como Juarez Brandão Lopes e Paulo Renato, eu me habituei a conversar com os que morreram. Não estou delirando. Os mortos queridos estão vivos dentro da gente. A memória que temos deles é real.

À medida que vamos ficando mais velhos, convivemos cada vez mais com a memória. Conversamos com os mortos. Por intermédio da Ruth, passei a lembrar mais dos outros que morreram, dos meus pais, meus avós. Os que morreram e nos foram queridos continuam a nos influenciar. O que não há mais é o contrário. Não podemos mais influenciá-los.

Eu não penso na morte. Sei que ela vem. Já senti a morte de perto. Não em mim. Senti a morte de perto nos meus. E procuro conviver com ela através da memória

Os que se foram continuam na minha memória e eu converso com eles. Minha mãe, meu pai, minha avó, minha mulher, meu irmão, meus amigos que se foram são meus referentes íntimos. Tudo isso constitui uma comunidade – posso usar a palavra – espiritual, que transcende o dia a dia.

Então, a morte existe, ela é parte da vida, é angustiante, não se sabe nunca quando ela vai ocorrer. Eu só peço que ela seja indolor. Não sei se será.

Ninguém sabe como e quando vai morrer. Pessoalmente, tenho mais medo do sofrimento que leva à morte do que da morte propriamente dita.

Se não é possível ter a pretensão utópica de sobreviver como pessoa física, é possível ter a aspiração de viver na memória, começando por conviver com a memória dos que se foram. Isso tem alguma materialidade? Nenhuma. Isso é científico? Não é. Mas é uma maneira de você acalmar sua angústia existencial.

"Os mortos queridos vivem dentro de nós. Os que morreram continuam a nos influenciar. Nós é que não podemos mais influenciá-los."

SENTIDO DA VIDA
Aos 80 anos creio que cada um cria o sentido de sua vida. Não há um único sentido. Isso é muito dramático. Cada um tem que tentar criar o seu sentido.

Nesse ponto os existencialistas têm razão. É muito angustiante. Tem uma dimensão da existência que é inexplicável. Ou você consegue conviver com isso no dia a dia sem apelar para a transcendência – digo no dia a dia porque, de vez em quando, todo mundo apela... – ou você tem que criar algum sentido para justificar, se não explicar, o sentido das coisas.

Eu criei, imagino que sim. Achei que devia ter uma ação intelectual para entender e para mudar o Brasil.

Na verdade é isso que eu queria, mudar as condições de vida no Brasil. A literatura me influenciou muito, sobretudo a nordestina, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Jorge Amado. Depois as Vinhas da Ira, de John Steinbeck, sobre a revolta social na América da Grande Depressão. Ou mesmo Roger Martin Du Gard com Os Thibault e, já noutra direção, André Gide e, também, a metafísica de A montanha mágica, de Thomas Mann. Esse caminho da literatura me contagiou e me levou à política.

Passei a vida inteira tentando entender melhor a sociedade, os mecanismos que podem levar a uma sociedade mais decente, como digo hoje, não apenas mais rica, e sim mais decente.

Tem que haver, é claro, algum grau de riqueza, senão a miséria, a escassez, predomina e então não se tem nem liberdade nem igualdade. A escassez é a luta, a guerra pela sobrevivência. Tem que haver um certo bem-estar material. Além disso, porém, é preciso criar uma condição humana de dignidade, de decência, de aceitação e respeito pelo outro.

Tentei entender isso do ponto de vista intelectual e fazer a mesma coisa do ponto de vista político. Então acho que dei um certo sentido à minha vida. Esse sentido tem que ser dado por cada um. Não está dado que todos tenham que ter o mesmo sentido e haverá quem nunca encontre sentido na vida e fique batendo cabeça.

"Quando se vai ficando velho e, portanto, mais maduro, você tem que valorizar mais a felicidade, a amizade, essas coisas que, no começo da vida, parecem secundárias."

Essa angústia vai ser permanente. Não tem solução. É parte da condição humana. Não sabemos de onde viemos, não sabemos para onde vamos. Tampouco sabemos por que e para que estamos aqui. O que não podemos é deixar que essa angústia da morte e da ausência de um destino claro nos paralise.

Cada um tem que inventar sua resposta. Cada um tem que dar sentido à sua vida. Ela não tem sentido em si. Esse sentido não está dado. Cada um tem que construir o seu sentido. E vai sofrer para encontrar.

Uma resposta está no próprio convívio com os outros. Inclusive com os mortos. Talvez isso arrefeça um pouco a angústia. Não se vive sem amizade, sem amor, sem adversidade.

Quando se vai ficando velho e, portanto, mais maduro, você tem que valorizar mais a felicidade, a amizade, essas coisas que, no começo da vida, parecem secundárias. Você continua querendo mudar o mundo, mas sabe que as pessoas contam

Embora eu tenha sempre me definido como mais intelectual do que como político, na verdade minha vida foi muito mais dedicada ao público. Isso vem da minha ancestralidade, da minha convivência familiar.

O sentido, para mim, sempre consistiu em buscar fazer alguma coisa que mude a situação mais ampla do que a minha própria Nunca fui uma pessoa voltada em primeiro lugar para alcançar o meu bem-estar. Eu tenho bem-estar. Diria que quase sempre tive bem-estar. Mas esse não foi o meu valor.

Mesmo em termos subjetivos, a ideia de felicidade, nunca busquei com denodo a felicidade pessoal. Eu a tive de alguma forma, nunca me senti infeliz. Eu me dediquei muito mais a ver a situação dos outros. De uma maneira modesta, sem proclamar. Nunca andei proclamando, sou solidário, sou do bem. Mas levei a vida inteira pensando no mundo, pensando na sociedade, pensando nas pessoas, nos outros. O sentido que dei à minha vida foi construir isso.
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Fonte: CARDOSO, Fernando Henrique Cardoso – A soma e o resto
REPASSADO pelo Adv J. Umberto

quinta-feira, 22 de março de 2012

OS TRÊS APOSENTADOS

Conversa entre três amigos com mais de 60 anos, já aposentados: 
- O que você tá fazendo na vida, Oswaldo? (ex-executivo da Pirelli)
- Eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli, mas vai indo muito bem.

- E você, José? (ex-gerente de vendas da Shell)
- Eu abri um posto de gasolina. Evidentemente também não tenho a estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na Shell, mas estou progredindo.
- E você Marcos? (ex-funcionário do Congresso Nacional)
- Eu montei um puteiro...
- Um puteiro???
- ÉÉÉÉÉÉ!!! Um puteiro!!! É claro que não é aquela zona toda que é o Congresso Nacional, mas também tá dando lucro!!!
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Colaboração: Adv - J. Umberto

quarta-feira, 21 de março de 2012

PEC VERGONHOSA

Aprova PEC sobre demarcação de terras indígenas
Em uma sessão tumultuada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou hoje (21) o parecer do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), favorável à admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC) que transfere da União para o Congresso Nacional a prerrogativa de aprovar e ratificar a demarcação de terras indígenas.

Em tramitação no Congresso há 12 anos, a PEC 215, de autoria do deputado Almir Sá (PPB-RR), inclui entre as competências exclusivas do Congresso Nacional a aprovação da demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e a ratificação das demarcações já homologadas. Estabelece ainda que os critérios e procedimentos de demarcação serão regulamentados por lei.

Representantes de tribos indígenas de vários estados do país acompanharam a reunião da CCJ e protestaram todas as vezes que parlamentares defendiam a aprovação da PEC. A segurança da Casa chegou a ser chamada para conter os índios que, por várias vezes, se manifestaram.

Foram mais de quatro horas de debates entre deputados do PT, PV e PCdoB, contrários à PEC, que obstruíram a votação, e representantes da bancada ruralista, favoráveis ao texto.

Para tentar evitar a votação do relatório, parlamentares petistas e do PV entraram em processo de obstrução apresentando vários requerimentos para adiamento da votação. Contudo, em maior número, os deputados ruralistas conseguiram manter a votação e aprovar o relatório.
Quarto poder

-QUE CULTURA!

JORNALISTAS URUGUAIOS CLAMAM A DILMA POR LÚCIO FLÁVIO

"La persecución de que es objeto el periodista Lúcio Flávio debería avergonzar a la Justicia brasileña", diz nota de jornalistas uruguaios

Um grupo de jornalistas uruguaios, integrante da Rede de Comunicação Ambiental da América Latina e do Caribe (RedCalc), protocolou, na última quarta-feira, dia 07 de março, uma carta endereçada à presidente Dilma Rousseff, protestando contra a perseguição política sofrida por Lúcio Flávio Pinto na Amazônia.
A carta foi assinada por jornalistas de importantes veículos de comunicação do país e entregue à embaixada do Brasil no Uruguai, com o seguinte conteúdo:
 Montevideo, 7 de marzo de 2012.
Sra. Presidenta de la República Federativa de Brasil
Ing. Dilma Rousseff
Presente
De nuestra mayor consideración,
Los firmantes, periodistas y comunicadores (uruguayos) de la Red de Comunicación Ambiental de América Latina y el Caribe (RedCalc /www.redcalc. org) nos dirigimos a Usted para plantearle nuestra enorme preocupación por la persecución de que es objeto en su país el colega Lúcio Flávio Pinto, destacado periodista del estado de Pará, con reconocimientos nacionales e internacionales por su trabajo en defensa de la verdad y la justicia social.
Desde 1992, Lúcio Flavio viene sufriendo procesos judiciales con el fin de impedir que prosiga su desempeño como periodista. Esos procesos son iniciados por las personas denunciadas por Lúcio Flávio por violentar la ley y apropiarse indebidamente de bienes públicos, pero la complicidad de ciertos integrantes de la Justicia con los empresarios denunciados ha hecho posible que el periodista sea tratado como un criminal.
En el caso más reciente, Lúcio Flávio denunció a un empresario que se apropió de un terreno público y el hecho fue probado judicialmente. Pero he aquí que el empresario inicia una acción judicial contra Lúcio Flávio por considerar “daño moral” una expresión utilizada en su denuncia y, a través de un largo proceso lleno de irregularidades, la Justicía condena al periodista a indemnizarlo con una suma que sería equivalente hoy a 20.000 reales.
La persecución de que es objeto el periodista Lúcio Flávio debería avergonzar a la Justicia brasileña. Sociólogo, editor del Jornal Pessoal desde hace más de 20 años y autor de 12 libros, Lúcio Flávio recibió en Roma, en 1997, el premio Colombe d’oro per La Pace y en Nueva York, em 2005, el premio anual del Comité para la Protección de los Periodistas (CPJ) por sus denuncias en defensa de la Amazonia y de los derechos humanos.
Sra. Presidenta, al manifestarle nuestra preocupación por estos hechos y reafirmar una solidaridad total con la conducta personal y profesional de Lúcio Flávio, esperamos que Usted y las autoridades correspondientes adopten las medidas para poner fin a esta injusticia y reafirmen los valores de democracia y libertad que engrandecen al Brasil.
La saludan muy atentamente, los miembros en (Uruguay) de la RedCalc,
Beatriz Banchero – diretora, revista Todovida
Hernán Luis Sorhuet Gelós – colunista, jornal El País
Daniel Hardy Coll – diretor, El Pinar Press
Tereza Pérez – boletín do Movimiento Mundial por los Bosques (WRM)
Antonio Graziano – Casa Bertolt Brecht, Projeto de Comunicação Participativa
Víctor L. Bacchetta – editor, Observatorio Mineiro do Uruguay
Cecilia Olivet – jornalista, La Paloma, Rocha
María Isabel Cárcamo – RAPAL Uruguay
Fonte:  http://somostodoslucioflaviopinto.wordpress.com/2012/03/09/apoio-internacional-jornalistas-do-uruguai-com-lucio-flavio-pinto/

PÃO E CIRCO - PARA SEDUZIR O POVO

CARTA DO IMPERADOR VESPASIANO (41 DC) PARA SEU FILHO  TITO (79 DC)

"Onde o povo prefere pousar seu clunis: numa privada, num banco da escola ou num estádio?" Futebol também é cultura. Hoje, para júbilo e gáudio dos amantes das letras clássicas, divulgo uma carta do imperador Vespasiano a seu filho Tito.
(Clunis são nádegas em latim.)
Vamos a ela:
22 de junho de 79 d.C. Tito, meu filho, estou morrendo. Logo eu serei pó e tu, imperador. Espero que os deuses te ajudem nesta árdua tarefa, afastando as tempestades e os inimigos, acalmando os vulcões. De minha parte, só o que posso fazer é dar-te um conselho: não pare a construção do Colosseum. Em menos de um ano ele ficará pronto, dando-te muitas alegrias e infinita memória. Alguns senadores o criticarão, dizendo que deveríamos investir em esgotos e escolas. Não dê ouvidos a esses poucos. Pensa: onde o povo prefere pousar seu clunis: numa privada, num banco de escola ou num estádio?
Num estádio, é claro.
Será uma imensa propaganda para ti. Ele ficará no coração de Roma por omnia saecula saeculorum, e sempre que o olharem dirão: Estás vendo este colosso? Foi Vespasiano quem o começou e Tito quem o inaugurou.
Outra vantagem do Colosseum: ao erguê-lo, teremos repassado dinheiro público aos nossos amigos construtores, que tanto nos ajudam nos momentos de precisão. Moralistas e loucos dirão, que mais certo seria reformar as velhas arenas. Mas todos sabem que é melhor usar roupas novas que remendadas. Vel caeco appareat (Até um cego vê isso).
Portanto, deves construir esse estádio em Roma.
Enfim, meu filho, desejo-te sorte e deixo-te uma frase: Ad captandum vulgus, panem et circenses (Para seduzir o povo, pão e circo).

Esperarei por ti ao lado de Júpiter.
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PS: Vespasiano morreu no dia seguinte à carta. Tito não inaugurou o Coliseu com um jogo de Copa, mas com cem dias de festa. Tanto o pai quanto o filho foram deificados pelo senado romano.
Assim como a gente de Brasília construirá monumentais estádios em Natal, Cuiabá, Manaus e São Paulo, mesmo que nem haja ludopédio por esses lugares. Só para você ter uma ideia, o campeonato de Mato Grosso teve média inferior a mil pessoas por partida, e a Arena Pantanal, em Cuiabá, terá capacidade para 43.600 espectadores. Em Recife haverá um novo estádio, mas todos os grandes clubes já têm o seu. Pior será a arena de Manaus: terá 47 mil lugares e, no campeonato estadual, juntando os 80 jogos, o público total foi de 37.971. Menos de 500 pessoas por jogo
As gentes da Terra Papagalli não ligaram nem mesmo para o exemplo dos sul-africanos, que construíram cinco novos estádios e quatro são deficitários.
O pão e o circo continuam...
Enviado pelo Adv J. Umberto

DE MÃOS ATADAS

Eliene Nunes está nas mãos dos Vereadores!

A prestação de contas da ex-secretária de educação do municipio de Itaituba Eliene Nunes chega a Câmara na próxima semana e deve ser encaminhado para analise e parecer das comissões. Segundo informações esse é um dos maiores trunfos que Valmir tem em suas mãos, as chances de ter essas contas rejeitadas pelos vereadores é de 99,9% já que a maioria dos Vereadores são da base aliada do prefeito e liderada pelo Vereador Peninha que manda e desmanda na turma, ele dirá o que os outros Vereadores devem fazer, tem sido assim durante todo mandato deles por que vai mudar agora?
------Titulo RP

segunda-feira, 12 de março de 2012

-QUE CULTURA!

GATUNAGEM

SUMIÇO
Norton Sussuarana que manifesta toda sua indignação com a rapinagem de um equipamento assina e comenta esta postagem:
Chegou ao meu conhecimento, a pouco, notícia do sumiço (furto) de uma caixa de marcha de um caminhão de dentro do pátio da Seminfra no ano passado. O furto, roubo, sumiço, desvio ou como queiram qualificar tal crime, é de conhecimento de vários figurões da Seminfra, mas o caso foi abafado por ser o criminoso, parente (sobrinho) de um desses figurões.

O que mais me acende a curiosidade é como esse meliante-sobrinho conseguiu tirar "sozinho" essa caixa de marcha. Será que foi nas costas ou em uma sacola? Quem sabe talvez esse ladranzão (tem que ser um ladrão muito grande para levar sozinho uma caixa de marcha de caminhão, né?) tenha jogado o objeto (caixa de marcha) pelo muro? É Valmir, infelizmente alguns teus assessores estão cometendo o mesmo pecado de sucatear o patrimônio público cometido por outros administradores.

Esse fato lembra-me um outro bem parecido em que o Ministério Público determinou a devolução de dois eixos traseiros completos roubados de um caminhão da Seminfra, mas que houve a devolução parcial. Ou seja, de eixos velhos.
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Agora, se o meliante-sobrinho consegue levar uma caixa de marcha "sozinho", o que esse cabra já não levou em companhia de sua quadrilha?

É uma pena de que quase sempre a Seminfra, e nós, como contribuintes, sejamos vítimas de pilantras, que são acobertados por laços sanguíneos.

Caro Secretário Mário Miranda, Vossa Excia tem a competência e o dever de apurar tal "sumiço". Não precisar perguntar muito, não.

TEMPORADA DE CAÇA AO VOTO

Itaituba – Generosidades e promessas  de toda monta abundam as conversas de esquina na ex-Cidade Pepita, hoje transformada em cidade das  crateras lunar ou Cidade de procriação de abutres, pela fecundidade exagerada de buracos em vias publicas e a superpopulação de Urubus que sobrevoam a cidade com pousos à cata da farta comida em exposição em vias e logradouros da cidade. Vivemos a plenitude do ano politico.
Os apaniguados dos pré-candidatos exageram nas promessas de seus pupilos se esses forem eleitos, compromissos tais que vão desde ponte estilo Rio-Niteroi ligando Itaituba a Miritituba, idealizada por João Bastos Rodrigues, criação da Bolsa Blefo em favor dos desempregados idealizada por outro candidato devido ao alarmante indice de desemprego  e considerando a absoluta falta de agua potável na cidade que é uma vergonha para os políticos, um noviço na politica tambem sonhando com o Paço Municipal promete se eleito a distribuição gratuita  para a população  de um comprimido que acaba com a  necessidade de se tomar água. Tal comprimido    mostra-se eficaz se for ingerido conforme dispõe a bula:  Basta 1 comprimido de seis em seis horas ingerido com uma jarra de limonada, que pode ser substituida por Beer geladissima.
Brincadeiras à parte, somam mais de meia dúzia os pretensos candidatos ao Poder Executivo, e nenhum ainda conseguiu emplacar mesmo que discretamente o que fará se conseguir ser eleito. Única coisa que se manifesta desses candidatos é que farão tudo diferente da pratica do atual gestor, que também disse que faria diferente de seu antecessor, e na verdade pouca ou quase nada mudou.
Eliene que faz incursões ao interior do município avaliando a preferencia sobre seu nome para não se falar em exposição  extemporânea, junto com o Vereador Cesar Aguiar, reúnem do ponto de vista teórico mais vantagens que os outros competidores e ainda não se reportam como farão para tirar o município da estagnação e abandono. Por outro lado Valmir Climaco ao que parece muito acomodado não sabe como fará para produzir capital politico com a máquina na mão que sempre esteve emperrada.  
O triste da historia é poder constatar que sem programas que recuperem a economia do município através de investimentos sólidos idealizados pelos  pretensos candidatos, o voto consciente cederá lugar a conluios para constituição de currais eleitorais, e até   a instituição de tabela de preços para a captação do voto.

CRÉDITOS CARBONO: O DIREITO DE POLUIR

Índios vendem direitos sobre terras na Amazônia
Por US$ 120 milhões, índios da etnia mundurucu venderam a uma empresa estrangeira direitos sobre uma área com 16 vezes o tamanho da cidade de São Paulo em plena floresta amazônica, no município de Jacareacanga (PA). O negócio garante à empresa "benefícios" sobre a biodiversidade, além de acesso irrestrito ao território indígena.

No contrato, ao qual o Grupo Estado teve acesso, os índios se comprometem a não plantar ou extrair madeira das terras nos 30 anos de duração do acordo. Qualquer intervenção no território depende de aval prévio da Celestial Green Ventures, empresa irlandesa que se apresenta como líder no mercado mundial de créditos de carbono.

Sem regras claras, esse mercado compensa emissões de gases de efeito estufa por grandes empresas poluidoras, sobretudo na Europa, além de negociar as cotações desses créditos. Na Amazônia, vem provocando assédio a comunidades indígenas e a proliferação de contratos nebulosos semelhantes ao fechado com os mundurucus. A Fundação Nacional do Índio (Funai) registra mais de 30 contratos nas mesmas bases.

Só a Celestial Green afirmou ter fechado outros 16 projetos no Brasil, que somam 200 mil quilômetros quadrados. Isso é mais de duas vezes a área de Portugal ou quase o tamanho do Estado de São Paulo. A terra dos mundurucus representa pouco mais de 10% do total contratado pela empresa.

"Os índios assinam contratos muitas vezes sem saber o que estão assinando. Ficam sem poder cortar uma árvore e acabam abrindo caminho para a biopirataria", disse Márcio Meira. "Temos de evitar que oportunidades para avançarmos na valorização da biodiversidade disfarcem ações de biopirataria", reagiu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

O principal executivo da Celestial Green, Ciaran Kelly, afirma que todos os contratos da empresa com comunidades indígenas passam por um "rigoroso processo de consentimento livre, prévio e informado", segundo normas internacionais. (AE) http://www.blogquartopoder.com.br/
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Remendo RP
Na postagem publicada pelo jornalista Marcos do Quarto Poder, ja me reportei  que a celebração de contratos entre os Munduruku se existiu, nao tem valor legal, ja que a Lei 6.001 que rege o Estatuto do Índio está estatuido que qualquer transação, negocio ou outra forma de negociação entre as comunidades indigenas e nao indios, é nulo, extinto não produzindo efeito legal se não tiver a participação do Organismo Indigenista Federal/Funai. Partindo desse pressuposto legal o contrato que anuncia a Celestial Green parece ficticio.
Mesmo com os rigores do Estatuto do Índio soma-se aos indigenas o direito de recorrerem ao Ministerio Publico Federal quando seus direitos estiverem sendo subtraidos ou colocados em discussão, conforme preceitua o Art 231 e 232 da Constituição Federal e qualquer negociação entre alguns indios geraria o apelo ao MPF do restante da comunidade.
É fato que em tempo pretérito (seis meses) ocorreu reunião na Camara Municipal de Jacareacanga de representantes da Celestial Green com algumas lideranças indigenas e politicos tambem indigenas sobre o assunto, mas mesmo que tenha havido um contrato de intenções essa representação  não detém autorização para falar em nome da coletividade Munduruku.
Se arvorar em declarar que contratou com os Munduruku Creditos Carbono parece mais invencionice dessa empresa que um fato. 
Mesmo que se ocorresse  tal contrato, facilmente poderia ser anulado pela Funai e MPF.
Flonas, Terras Indigenas, APAS, APP, são terras de jurisdição federal e quem legisla assuntos sobre elas  é o Governo Federal, e em particular as Terras Indigenas, essas, pertencem unicamente à Federação, e são colocadas ao usufruto exclusivo dos indigenas  que não podem negociar ou fazerem qualquer ato como alugar, alienar, transferir.
Walter Azevedo Tertulino



sexta-feira, 9 de março de 2012

TEMPOS MODERNOS

-QUE CULTURA!

Essa pérola foi encaminhada pela Pedagoga e Missionaria Márcia Bieri. Mesmo  ja tendo sido publicada neste espaço algum tempo atras, aqui pra nós: merece mesmo ser repetida a postagem por seu riquissimo conteúdo

PERSISTE CALOTE AO PICCARDO. QUEM PAGA POR ISSO?

Piccardo
Itaituba - Conforme materia postada   no Blog do Amaral, na coluna DETONANDO, Valmir Climaco, reu em  um processo de reclamação trabalhista movido por Emilio Carlos Piccardo, com artificios juridicos continua protelando  causas e efeitos  para não honrar com compromissos pecunarios em  favor de seu ex-empregado. Conforme instrui a pequena matéria, os advogados do Reclamado Climaco, ja teriam celebrado um acordo  com o Reclamente Piccardo para que o esse, o ex-empregado, seja regiamente indenizado por longos 23 anos de trabalhos proficuos e duradouros colocado em favor de uma empresa de comunicação do Empresário e Politico, e segundo o Jornalista Amaral novamente o devedor esquivou-se do pagamento.
Como ja mencionado, medidas protelatorias com o unico fito  de dificultar o recebimento do que é de direito por parte de Emilio Piccardo, e escancarando  de forma irresponsavel o conceito que tem da justiça por brincar ou fazer pouco caso do que determina a lei, Valmir mostra todo seu desapego  com a coisa legal, o genero humano e com decisão judicial que não cabe discussão e sim obediencia.
Vinte tres anos tambem reclama Piccardo de contribuições previdenciárias não recolhidas ao INSS, tirando-lhe não somente  o sonho e sim o direito de ter uma aposentadoria como qualquer outro cidadão que se dedicou tanto tempo como empregado e ao fim de sua jornada recebeu o premio por sua constancia e dedicação. Emilio Carlos Piccardo foi mais que um simples empregado que deveria merecer respeito do patrão.
Na verdade não é inedito essa situação de Valmir constar  como reclamado em processos na Justiça do Trabalho, ja que é contumaz na pratica de não saldar seus compromissos pecuniários conforme noticiam informativos e mesmo fatos comprovados  nos Tribunais de Justiça, como por exemplo um processo milionario  por reclamação trabalhista movido por um ex-funcionario que hoje encontra-se paraplegico devido uma acidente ocorrido com a queda de uma arvore em uma das fazendas do empreário e que não teve amparo funcional e sequer solidario. 
Pelo que se sabe as duas indenizações devidas e que Valmir terá que pagar  alcançam o valor superior a dois milhões de reais.