RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quinta-feira, 27 de maio de 2010

ITAITUBA : MUITOS CACIQUES PARA POUCOS ÍNDIOS

Aberrações na administração Valmir Climaco

ITAITUBA - É de domínio público que a habilidade administrativa, e política não são o forte de Valmir Climaco, já que para degustarem a sede pelo poder que já perderam pelas esquinas da vida, o prefeito, deu vida aos  Ex-prefeitos  Zericé, Eduardo Azevedo, Ademar Baú e agora Edilson Botelho.  Prefiro acreditar que esses comentários propalados nas ruas, núcleos urbanos, currutelas, do município sejam apenas brincadeiras de mau gosto ou  agouro.
Se a onda pega, Leon, Cabano, Dedé, Maia, Benigno, Milanez, com certeza teriam condições morais para reivindicarem um “Lugarzinho”  ao lado de Climaco.
Pior de tudo é que em algumas secretarias a hierarquização  beira a ficção, tem Secretário que está na alfabetização e seu ajudante de ordens ou  diretor é seu professor, ou seja: O comissário pilota o  avião e o piloto serve os passageiros. Que maluquice!
A C O R D A      V A L M  I R !
Parece que o "Homi" recebeu uma picadura da mosca tsé-tsé, ou está anestesiado, ou ainda pasmado pela qualidade do elenco que tem nas mãos.

Por incrivel que possa parecer, é constatar que Edson Amorim  e Emilio Piccardo, pessoas de notavel conduta profissional e familiar, com vastos trabalhos prestados à coletividade, e que apoiaram a empreitada politica do "Homi" estão fora de seu governo.
- Valha-nos quem mesmo?
---------  Imagem/caricatura RP meramente ilustrativa.

FUNAI BRASILIA SITIADA


Iara Lemos
Do G1, em Brasília

A sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília, foi invadida no começo da tarde desta quarta-feira (26) por representantes de 23 etnias. O grupo, formado por cerca de 300 índios, quer a saída do atual presidente da entidade, Márcio Meira.

Cerca de 300 índios estão na sede da Funai, em Brasília. Eles querem a deposição do presidente atual, Márcio Meira, do cargo. Diante da ocupação, servidores da entidade foram dispensados do serviço, Integrantes da Força Nacional estão no prédio para manter a segurança no local. Durante a tarde, um novo presidente foi nomeado simbolicamente pelos índios. Os indígenas prometem permanecer na sede da entidade até a nomeação definitiva de Araão Araújo Filho como presidente da entidade.

Araão Filho foi nomeado de forma simbólica presidente da Funai. Além da saída do atual presidente, o grupo também cobra mais ações do governo federal para melhorias nas aldeias e reclama do fechamento de postos da Funai. A fundação alega que cumpre um plano de reestruturação. Com a chegada dos índios no local, os funcionários foram liberados do trabalho. O presidente na Funai, Márcio Meira, não estava no local para conversar com os indígenas.

Assim que chegaram, os índios ocuparam o auditório da Funai, onde fizeram uma série de reuniões com alguns servidores da Funai que permaneceram no local. Por volta das 16h30min, os índios deixaram o auditório. Na frente do prédio, cantaram o Hino Nacional e fizeram uma cerimônia chamada Cafurna, que marcou a escolha do advogado Araão Araújo Filho como presidente simbólico da Fundação.

Cerimônia chamada Cafurna foi feita pelos índios em frente ao prédio da entidade. O advogado é integrante da Tribo Gajajara, do Maranhão, mas atua no Rio de Janeiro. A nomeação de Araão no cargo ainda depende de uma portaria que precisa ser publicada pelo Ministério da Justiça.

" Nós entramos pacificamente. Não queremos romper nada da legalidade. Apenas queremos que os direitos dos índios sejam preservados", disse o presidente nomeado simbolicamente pelos índios

terça-feira, 25 de maio de 2010

RG - NOVO MODELO, JA EM FASE DE EXPEDIÇÃO

De inicio a expedição da nova Carteira de Identidade está sendo efetuada na região metropolitana de  Belém,  em seguida se estenderá por todos os municipios do estado. http://3.bp.blogspot.com/_3TiQA3oNM9k/S_u-8trzSXI/AAAAAAAAF9o/ECp5kMjJP3A/s1600/ric1-zoom.jpg

ALTAMIRO

terça-feira, 25 de maio de 2010
http://colocandoospaposemdia.blogspot.com/ 

Altamiro, uma vida de conquistas políticas e sociais - falecido em 22/05/2010 em Belém - Pará

Não posso deixar passar em branco e fazer citações sobre a vida pública de sucesso do tio Altamiro Raimundo da Silva. Um homem que gerenciou a cidade de Itaituba por diversas legislaturas, sejam elas, de forma direta ou indireta. Vale ressaltar que os processos eleitorais se davam mais por amor a camisa e se fazia política com amor.

Hoje os municípios são dotados de orçamento com repasses constitucionais, graças à reforma tributária efetivada a partir de 1984. No passado, anterior a data citada, o município de Itaituba, tinha como fonte de renda, somente os repasses do estado e do governo federal, isso se fossem apadrinhados por um político que lutasse pela alocação de recursos.

Altamiro foi um signatário de coração aberto, pronto para ajudar os seus munícipes, muitas vezes em detrimento à própria família. Foi um grande filho, pai, irmão e conselheiro. Educou seus filhos de forma simples e dedicada, encaminhando-os à trilha do bem. Hoje sua família é dotada de um equilíbrio intelectual invejável, sempre a serviço do bem maior.

Para mim, fica o “o sorriso aberto e acolhedor e o calor de um coração solidário”.

Vai-se, mais uma das poucas enciclopédias com todo o acervo histórico e cultural da nossa cidade de Itaituba.

Fique em Paz com Jesus!

Publico aqui alguns comentários de nossos leitores:

Anônimo disse...
Morei em itaituba por 20 anos, conheci esse homem, gostaria entrar em contatos com os amigos que ai deixei:black-eixo,chico do cutrim, jefersom serique, zezinho, me ajuda ai armando. meu nome é ubirajara,moro em boa vista-rr, meu email bira_lamarao@oi.com.br, trabalho no ministerio publico estadual
23 de maio de 2010 20:01

Oi Bida sinto muito pela morte de Sr.Altamiro
receba minhas condolência e orarei a Deus para que ele descanse em PAZ.
Umabç. do amigo
Mourão
23 de maio de 2010 20:09

Luiz disse...
Olá, Bida!
As lembranças que tenho do Sr. Altamiro são de uma gentileza em pessoa. Deixou seu nome marcado em vários acontecimentos de Itaituba, inaugurando órgãos estaduais e federais, recebendo seus respectivos gestores.
Hoje, na imprensa local, várias homenagens à sua memória, inclusive mostrando uma foto de uma grande festa na casa de recepções "Emoções", juntamente com sua esposa Maria Viana e meus pais, Truth e Dulcinéa.
Sentimentos à família!
25 de maio de 2010 00:12

segunda-feira, 24 de maio de 2010

PENINHA E HILTON, PUBAS DO MESMO SACO EM FEIRAS DIFERENTES

Blog do Dayan   

Bola Murcha

O vereador Peninha está soltando fogo pelas ventas, mais uma indicação sua foi barrada pelo "homi do chapéu".
Edson Amorim, homem íntegro e honesto teve o azar de ser indicado pelo seu meio-irmão Peninha para a diretoria de Tributos, mas teve seu nome vetado, pois mesmo conhecendo Edson Amorim, Valmir Climaco não se sentiu confortável em aceitar a indicação, pois o autor da indicação não seria assim tão confiável para o grupo.
Pelo andar da carruagem Peninha só irá indicar mesmo vigia de escola... rsrs
Bola Cheia
O presidente da Câmara Hilton Aguiar é só sorriso, o vereador tem sido bastante valorizado pelo novo grupo que comanda a prefeitura com várias indicações suas para cargos importantes na prefeitura.
Hilton Aguiar acredita que será eleito deputado estadual, pois sonha que terá o apoio de Roselito Soares (votos) e de Valmir Climaco (estrutura) em torno de sua candidatura.
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Remendo RP
Realmente o Prefeito Valmir mostra-se confuso em preterir Edson Amorim, pessoa impoluta e de moralidade comprovada. Deveria o "Homi" não se virar contra o Criador pois do ventre que gera um santo, gera tambem um pecador! Deixa o velho cansado de guerra Peninha pra la... e coloca qualidade na PMI com Amorim; pelo atual plantel Edson jogaria em qualquer posição nesse timeco. 
Sobre Hilton Aguiar, se, candidato será mais um a engrossar  a lista dos perdedores,  e contribuirá como sempre fez para pulverizar votos e afastar de Itaituba a possibilidade de se eleger  um Deputado Estadual. Que asnice!!!

MEC cria prova nacional para seleção de professores iniciantes

24/05/2010-11h44
Folha.com
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O MEC (Ministério da Educação) vai realizar a partir de 2011 uma prova nacional para seleção de professores iniciantes, que pode subsidiar concursos públicos estaduais e municipais. A portaria que institui o exame foi publicada nesta segunda-feira do "Diário Oficial da União". 

A prova --que recebeu o nome de Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente-- será feita pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e vai avaliar conhecimentos, competências e habilidades dos candidatos ao ingresso na docência do ensino básico e fundamental. O sistema de avaliação será semelhante ao do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). 

Com a nota adquirida na prova, o professor poderá ingressar em qualquer rede de ensino que esteja cadastrada no programa. De acordo com texto publicado no "Diário Oficial", as Secretarias de Educação interessadas em utilizar os resultados da prova deverão formalizar adesão no Inep. Já a forma de utilização dos resultados será determinada por cada secretaria que aderir. 

O Inep já realiza desde a semana passada uma consulta pública sobre o conteúdo que deve ser exigido de um professor que ingressa na educação infantil ou no ensino fundamental. Pessoas e instituições podem participar pelo site do Inep. 

"As colaborações devem ser feitas a partir de um sistema que lista 16 temas centrais, cada um com uma série de tópicos relacionados às habilidades a serem demonstradas pelos candidatos a professor", diz informação no site do Inep.

MORRE ALTAMIRO!

Belém - Noticia divuldada por Armando Mendonça  http://colocandoospaposemdia.blogspot.com/   dá conta da morte por causas naturais de Altamiro Raimundo da Silva, ocorrida em Belém dia 22/05/2010 às 22H30'

Altamiro foi prefeito de Itaituba e Aveiro e pai dos politicos Aldir Viana e Cabano. Maiores informações sobre o infausto acontecimento que vitimou Altamiro, postaremos oportunamente.

à familia enlutada, os sinceros sentimentos da familia Azevedo Tertulino que nutre profundo respeito pela familia de Altamiro.

domingo, 23 de maio de 2010

CLIMACO: TEMOS QUE NOS LIVRAR DO ESTIGMA ROSELITO

Itaituba - A crise parece debelada por enquanto no Poder Executivo, após a reprimenda do Prefeito Valmir Climaco, que em um momento de colocar termo ou panos quentes nas coisas, recomendou que seus comandados esquecessem e se livrassem do "estigma Roselito".

Na verdade Climaco deveria agir com rigor no que tange a essa situação e começar a trabalhar coisa que ainda não fez: Primeiro, oficiar documetação ao Controle Externo (Câmara, TCM, MPF, e outros) oferecendo denúncia e cobrando providencias contra a administração um tanto nebulosa de Roselito, e em segundo lugar fazer seu pessoal  esquecer a administração passada e trabalhar, conversa fiada é para lavadeiras na beira do córrego, ou corgo como diz meu cumpade maranhense Otoniel que diz ainda:  "Macaco que olha muito para o rabo dos outros macacos esquece do seu...!"
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Imagem  RP meramente ilustrativa


ABALO SÍSMICO NO CEARÁ

O Governo Brasileiro instalou um sistema de medição e controle de abalos sísmicos no país. O Centro Sísmico Nacional, poucos dias após entrar em funcionamento, já detectou que haveria um grande terremoto no Nordeste.
Assim, enviou um telegrama à delegacia de polícia de Icó, no Ceará, com a seguinte mensagem:

"Urgente.
Possível movimento sísmico na zona.
Muito perigoso. 7 na escala Richter.
Epicentro a 3km da cidade.
Tomem medidas e informem resultados."

Somente uma semana depois, o Centro Sísmico recebeu um telegrama que dizia:

"Aqui é da Polícia de Icó.
Movimento sísmico totalmente desarticulado.
Richter tentou fugir, mas foi abatido a tiros.
Desativamos as zonas. Todas as putas estão presas.
Epicentro, Epifânio, Epicleison e os outros cinco irmãos estão detidos.
 NÃO RESPONDEMOS ANTES PORQUE TEVE UM TERREMOTO DA PÔRRA AQUI!!!"

Enviada pelo assíduo leitor do RP Dr. Jorge Umberto de Morais

PASSAGEIROS DO RASTILHO

Valmir Climaco (Prefeito de Itaituba) 
Joel Akay (Indigena e Pedagogo),
Jokastt Semblano Queiróz(Advogada) 
Raoni (Cacique Txucarramãe)
Augusto Martins (Autônomo)
Vanildo (Lider dos Garimpeiros do Ouro Roxo

sábado, 22 de maio de 2010

REVISTA INSINUA QUE BRASIL PRODUZ BOMBA ATÔMICA

22 de Maio de 2010 às 08h34
A revista cita o Brasil como potência, inclusive militar

Brasil - Reportagem assinada por Hans Rühle, da Der Spiegel, principal revista da Alemanha, afirma que o Brasil pode estar trabalhando a construção de uma bomba nuclear. O texto publicado na edição on line da Der Spiegel (a revista Veja dos alemães) trata da proliferação das armas nucleares na América Latina. E indaga: “O Brasil está desenvolvendo a bomba atômica?”O Brasil assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, mas especialistas suspeitam que podem estar trabalhando uma bomba nuclear”, destaca a revista.

Conforme a Der Spiegel, o Brasil tem permissão legal para enriquecer urânio para seu submarinos, “mas ninguém sabe o que acontece com o combustível, uma vez que é limitado em bases militares”. Hans Rühle ilustra sua reportagem citando a revista norte-americana Foreign Policy, de outubro do ano passado, a qual aponta Cazaquistão, Bangladesh, Birmânia, os Emirados Árabes Unidos e Venezuela próximos candidatos – depois do Irã – para a filiação ao clube das potências nucleares. Em sua edição de hoje, o jornal Brasil Econômico informa que o Brasil tirou da gaveta seus projetos para a construção de novas usinas nucleares.

Para a Der Spiegel, a revista norte-americana esqueceu-se de mencionar o mais importante potencial de energia nuclear: o Brasil. A revista ainda destaca que o Brasil é tudo em grande estima no restante do mundo e que seu presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se uma estrela internacional. Cita, por exemplo, os elogios feitos a ele pelo colega norte-americano Barack Obama, mas vê com ressalva a aproximação do brasileiro com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. Der Spiegl afirma que Lula se dar ao luxo de receber Ahmadinejad com todas as honras, o que, na visão as revista, seria uma demonstração clara de aprovação ao programa nuclear iraniano.

De acordo com a Der Spiegel, a auto-afirmação de Lula é um indicativo do Brasil ao status de grande potência, inclusive em termos militares. Outro indicativo apontado pela revista alemã seria o lançamento Estratégia Nacional de Defesa, lançado pelo Brasil no final de 2008. De acordo com a publicação, o Brasil já possui domínio completo do combustível nuclear e seu plano de defesa prevê a construção de submarinos de propulsão nuclear. Esse seria um indicativo de que o País já teria tecnologia suficiente para produzir a bomba atômica.

Disfarce para a bomba

Der Spiegel insinua que a construção de submarinos de propulsão nuclear pode ser, na verdade, um disfarce utilizado pelo governo brasileiro para a implementação de um robusto programa nuclear. Destaca a revista que o Brasil já teve TRE programas militares nucleares secretos, entre 1975 e 1990, permitindo, assim, que cada arma das Forças Armadas tocasse de forma autônoma seus programas.

A reportagem da Der Spiegel destaca que o programa mais bem-sucedido seria o da Marinha do Brasil. Por essa razão, a força teria importado centrífugas de alto desempenho para produzir urânio altamente enriquecido (de hexafluoreto de urânio importado), de modo a ser capaz de operar pequenos reatores para submarinos.

A revista alemã insinua que, após adquirir capacidades nucleares, o Brasil se revelaria ao mundo como “uma explosão nuclear pacífica”, a exemplo que fez a Índia. De acordo com declarações do ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, em 1990, os militares brasileiros estava à beira da construção de uma bomba. Porém, nunca se chegou a esse ponto.

Lula retornou programa

A partir da redemocratização, em 1988, o Brasil teria abandonado seus programas nucleares. O Brasil ratificou o Tratado para a Proscrição das Armas Nucleares na América Latina e no Caribe em 1994 e, em 1998, o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). Mas a revista Der Spiegel afirma que “sob Lula da Silva, no entanto, este namoro já foi reacendido, e os brasileiros estão se tornando cada vez menos reticente em brincar com a sua própria opção nuclear. Apenas alguns meses depois da posse de Lula, em 2003, o País retomou oficialmente o desenvolvimento de um submarino de propulsão nuclear”.

A Der Spiegel lembra que durante sua campanha eleitoral, Lula criticou o TNP, chamando-o de injusto e obsoleto. “Embora o Brasil não se retirar do tratado, demonstrativamente apertadas condições de trabalho dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A situação ficou tensa em abril de 2004, quando foi negado à Agência acesso ilimitado a uma instalação de enriquecimento de recém-construída em Resende (RJ).”

De acordo com a revista, o governo brasileiro também deixou claro que não tinha a intenção de assinar o protocolo adicional ao TNP, que teria exigido que a abertura não declarado anteriormente instalações para inspeção.

Por fim, a Der Spiegel afirma: “Em meados de Janeiro de 2009, durante uma reunião do Grupo de Fornecedores Nucleares, um grupo de países fornecedores nucleares, que trabalha para a proliferação de controlo das exportações de materiais nucleares, as razões para esta política restritiva tornou-se claro para os participantes, quando representante do Brasil fez o seu melhor para lutar requisitos que fizeram o programa de submarino nuclear transparente”. Confirma a reportagem da Der Spiegel (em inglês)

Do: Notapajós.com
ILUSTRAÇÃO RP

OPERAÇÃO: ABAFA A CRISE

Itaituba - O Prefeito Valmir Climaco, no retorno de sua viagem à Brasilia, onde foi  fazer busca da complementação do Fundo de Participação dos Municipios (FPM), compondo "A Caravana dos Desesperados" com centenas de prefeitos de todo o Brasil; ja sabia que encontraria uma forte crise politca refletindo em seu trabalho enquanto gestor municipal. Longe de abafar a crise através do mandonismo costumeiro que lhe é peculiar ao tratar assuntos com seus trabalhadores da madeira e garimpo; Climaco  posicionando-se simplesmente como o "Comandante da Barca" não o dono, convocou toda a turma do 1º e 2º escalão da Prefeitura, pedindo engajamento de todos em se desvencialiarem do velho modelo adotado por seu antecessor para promoverem novo estilo de administrar o municipio com a finalidade de promoverem a cidadania através de eficiente desenvolvimento das politicas públicas.

Na verdade mesmo ainda não se livrando do ranso de homem acostumado a "mandar", "determinar" com excesso de autoritarismo, Climaco ao que possa transparecer abafou a crise. Alguns dizem que é por enquanto, ja que com o time que tem e o elenco  sendo viciado em querer mandar em excesso e sem limites, concorrendo para breve se ter o famoso "conflito de competência", o "capo"  ja sabe que breve terá nova chuva de chumbo grosso caindo em sua cabeça, mas aí tem seu Secretário de gabinete que com essa crise aprenderá mais um pouquinho e criará forte anteparo para blindar o "homi". Custe o que custar. Desses desafios ele entende. 

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PODEROSINHO ESPALHA TERROR E DROGAS

21/05/2010 - 08h59
MENINO DE DEZ ANOS CHEFIA QUADRILHA EM SÃO PAULO


ROGÉRIO PAGNAN
Reportagem Local

A Polícia Militar diz que um garoto de cerca de dez anos é chefe de uma quadrilha de traficantes em São Manuel (272 km de São Paulo). O garoto, apelidado de "Poderosinho", atua na praça de um conjunto habitacional.
Numa ação batizada de Operação Fraldário, dois jovens de 17 e 20 anos foram detidos. Droga e munição foram apreendidas. O menino não foi localizado. "[Os presos] disseram que o Poderosinho é o patrão", disse o major Jorge Duarte Miguel, subcomandante da PM na área de Botucatu.

Fotos e vídeos obtidos pela PM mostram, segundo ele, o menino dando ordens --dispõe os "olheiros", vende, recebe dinheiro e distribui drogas. Se apreendido, ele não irá para a Fundação Casa, já que a legislação só admite privação de liberdade a maiores de 12 anos.

O coordenador de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça, desembargador Antonio Carlos Malheiros, acha muito difícil um menino de dez anos ser chefe no tráfico. "Se for verdade, é mais uma criança que merece um cuidado especial do Judiciário."

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O TIRO SAIU PELA CULATRA

Itaituba - Depois do Imbróglio, (entenda-se embrulhada), que envolveu o Vice Prefeito Edyr Pires para que esse assumisse a prefeitura como prefeito em exercicio vez  que Valmir Climaco estaria fora do municipo a coisa criou condições que favoreceu uma forte crise no Poder Executivo. Comentários  dão conta, inclusive passando pelo dominio de meu amigo Danielzão, que Eduardo Azevedo teria subestimado a inteligencia de Edyr, e esse rebelou-se contra a "armação" para afasta-lo da corrida para Deputado Estadual, e daí como efeito dominó, a Advogada Paula e o Arquiteto Mario Miranda, pessoas comprovadamente importantes para a administração municipal abandonaram a barcaça que parece à deriva.

Pior do que pudesse parecer, Eduardo Azevedo escolhido por Climaco para  "cuidar" dos embalos e acomodações politicos e emprestar sua inteligencia para criar e arrefecer ânimos, estaria demissionário de seu cargo. Não sabe-se se é por iniciativa propria ou uma canetada do "Homi". Essa informação é corrente na cidade desde as  primeiras horas da noite de hoje. 
ACORDA VALMIR!
Imagem meramente ilustrativa

quarta-feira, 19 de maio de 2010

PARADA INDIGESTA PARA VALMIR CLIMACO


Itaituba - Conversa corrente nos bastidores da política na cidade dão conta que o Prefeito Valmir Climaco que está em Brasilia na corrida dos prefeitos  não digeriu bem a indigesta noticia que recebeu, que seu Secretário de Gabinete Eduardo Azevedo não conduziu com habilidade o assunto para fazer Edyr Pires assumir a Prefeitura para esse, segundo a legislação eleitoral não participar da corrida à uma vaga na ALEPA; já que Valmir teria outros anseios ou candidato; Valmir amealhou não somente um prejuízo ao ver praticamente rompido o relacionamento politico com seu vice,   e sim perdeu de uma só vez a Advogada Paula e o Arquiteto Mário Miranda que serviam funcional e politicamente ao SEU governo.
Eduardo Azevedo, raposa astuta da política de bastidores não esperava por essa e deve intimamente  estar pensando que em se tratando de entendimentos, jogos e acomodações politicas, Itaituba é completamente diferente de Jacareacanga.
Acorda Valmir!!!
--------------IMAGEM RP MERAMENTE ILUSTRATIVA

XII CONGRESSO DE HOTELARIA HOSPITALAR CEDE ESPAÇO PARA ENFERMEIRA DE JACAREACANGA PROFERIR PALESTRA


Itaituba/Jacareacanga Danielly Ribeiro que detém o título universitário de Enfermeira, com vasta experiência  na promoção da saúde indígena, participará na capital paulista dia 27 de maio próximo, do XII-Congresso Brasileiro de Hotelaria Hospitalar. Danielly, desenvolve em muitos anos sua atividade profissional  direcionada aos índios Munduruku e acumula no contato com os mesmos muita experiência em contribuir na promoção de saúde  desse grupo tribal.
O tema de sua participação na preleção que irá proferir versará sobre As Dificuldades do Atendimento aos Indígenas, e terá como suporte em sua participação com a moderação do  Professor Marcelo Boeger.
Danielly não levará consigo para palestrar  apenas seus conhecimentos profissionais , e sim também toda a torcida da equipe de saúde indígena com a qual trabalha, para mostrar as especificidades de como se trabalha com um povo de cultura diferente, em São Paulo.

VIDA CURTA PARA OS SUJOLAS

19/05/2010 - 13h28 / Atualizada 19/05/2010 - 15h11

Ficha Limpa é aprovado por unanimidade na CCJ

Amanda Costa e Leandro Kleber
Do Contas Abertas
Em Brasília
O projeto Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de condenados pela Justiça, foi aprovado hoje por unanimidade na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da proposta, fez um discurso duradouro em favor da aprovação do texto encaminhado pela Câmara dos Deputados.

José Alencar diz que o país precisa da aprovação do Projeto Ficha Limpa

Segundo ele, o Ficha Limpa muda a forma de se fazer política no país. “É um projeto tão rigoroso que, provavelmente, ao final do ano, muitos de nós não estaremos mais aqui. Isso porque qualquer atitude eleitoral indevida levará a inelegibilidade por um prazo muito grande, o que tirará o político da vida pública”, completou. O projeto segue agora para o plenário do Senado e deve ser votado ainda hoje.
Segundo ele, nos termos em que se encontra, passando a vigorar nas eleições deste ano, “no mínimo 25% dos candidatos não poderão mais se eleger”, o que irá modificar radicalmente os costumes políticos. Demóstenes prosseguiu a leitura e a explicação do seu relatório enaltecendo alguns aspectos da proposta, entre os quais sublinhou que praticamente todo o código penal está contemplado na proposta e, ainda, o fato de alguns juristas questionarem o princípio da inocência. Em resposta, o senador disse que se “uma pessoa for condenada, não havendo o trânsito em julgado, não significará que será presa, apenas não poderá mais concorrer a cargos públicos”.

O projeto de lei de iniciativa popular altera a Lei Complementar 64, que estabelece casos de inelegibilidade. O texto do Ficha Limpa proíbe por oito anos a candidatura de políticos condenados na Justiça em decisão colegiada, ou seja, tomada por vários juízes ou desembargadores, mesmo que o trâmite do processo não tenha sido concluído no Judiciário.

O projeto é duro e atinge não apenas políticos. Pessoas físicas e jurídicas que fizerem doações eleitorais consideradas ilegais ficam inelegíveis por oito anos. Delegados de polícia demitidos por crimes como o de corrupção, por exemplo - ou qualquer outro servidor público - também ficam sem poder concorrer, a não ser que a decisão seja anulada pelo Poder Judiciário. Pessoas excluídas do exercício da profissão por classes representativas como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Federal de Medicina também ficam inabilitados pelo mesmo período.

ROLO COMPRESSOR: - SALVE-SE QUEM PUDER!!!

O governo Valmir Climaco nem completou seu primeiro mês e já vive uma crise profunda e revela que a aministração é composta por um verdadeiro saco de gatos.
A procuradora Paula Antunes e o arquiteto Mário Miranda já abandoram o barco, pois já perceberam que a base desse governo é o vale-tudo e por nao compactuarem pediram pra sair.Comentasse a voz pública de que as intervenções do vereador Peninha seria o estopim da saída de Paula Antunes.
Outro problema e este bem grave, foi a tentativa de inviabilizar a candidatura de Edir Pires a deputado estadual, por obra e arte de Eduardo Azevedo, que na função de chefe de gabinete queria induzir Edir Pires a assumir o cargo de prefeito, em virtude da viagem de Valmir Climaco a Brasília, o que fatalmente inviabilizaria sua candidatura.
Edir Pires sentiu na pele o que é fazer parte de um grupo de pessoas não confiáveis e isso prova que o ditado "me digas com quem andas e eu ti direis quem és" está mais vivo do que nunca em ano de eleição.
 Blog do Dayan
 -------------------------------Remendo RP
Mestre  em negociar na politica, puxando sempre a brasa para sua sardinha,  ja que foi aprendiz de feiticeiro dos Mestres Nicias Ribeiro e Peninha, Eduardo Azevedo no Gabinete VC irá além de suas atribuições legais, será o Rolo Compressor do "Homi" mas,  como até os  grandes guerreiros tem seu calcanhar de Aquiles, o Gladiador Azevedo tem seu ponto vulneravel localizado em seu ego, ja que não assimila bem criticas ou pancadas. De uma coisa o Grande Chefe tem que saber: Não é mais pedra; virou vidraça.
 
A tentativa de fazer a cabeça de Edir Pires, mostra uma faceta antiga, que remete aos tempos em que era facil  essa tarefa, e uma dessas tarefas das mais fáceis era feita em cima de  um vereador chamado Carlos Veiga pras brenhas de Jacareacanga. Um dia de tanto ser usado,  a criatura voltou-se contra o criador.
ACORDA VALMIR !
Imagem RP meramente ilustrativa

À CATA DA DIFERENÇA

O primeiro dia da 13ª Marcha dos Prefeitos terminou, na tarde desta terça-feira, com a reivindicação de que o governo federal se comprometa a repassar R$ 56 bilhões aos municípios, em 2010, através do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Segundo o presidente da Confederação dos Municípios, Paulo Ziulkosky, o planejamento orçamentário dos municípios foi feito com base no Orçamento da União, que previa esse valor em repasses. No entanto, o Ministério do Planejamento editou um ato que reduziu a transferência de recursos para R$ 53 bilhões.

Durante o evento, Ziulkosky pediu que o governo libere um apoio financeiro no valor de cerca de R$ 3 bilhões para complementar a verba prevista para o FPM. “Espero que, até quinta-feira [quando encerra a Marcha dos Prefeitos], o governo anuncie mais uma ajuda aos municípios”, disse.

Segundo ele, os municípios foram prejudicados com as reiteradas reduções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) durante a crise financeira. “O governo faz favor com o chapéu dos outros. O governo federal não pode através de um decreto reduzir alíquota de imposto partilhado. O governo se quiser fazer favor, faça com a Cofins, que é dele, que é contribuição dele. Por que tem que fazer no IPI, que é dividido conosco? O IPI é um saco de pancadaria”, afirmou.
G1 
Titulo RP 
Blog do Piteira

terça-feira, 18 de maio de 2010

ECONOMIA DO EXTRATIVISMO MADEIREIRO EM FOCO

FLONA AMANA GERA EXPECTATIVA EM JACAREACANGA

JACAREACANGA - Aconteceu em Jacareacanga sexta passada (14), no Centro de Referencia da Assistência Social, a audiência pública com a participação de entidades, poder público municipal, poder Judiciário e Pode Legislativo, onde foi apresentado  por técnicos do Serviço Florestal Brasileiro-SFB, o pré-edital de concessão da Floresta Nacional do Amana – Flona  Amana.

Como preparação para a audiência pública, os técnicos do SFB e do Instituto Chico Mendes, realizaram em abril no município de Itaituba reuniões técnicas, com vários segmentos sociais e entidades. 

A Flona Amana foi criada em fevereiro de 2006, por um decreto federal, e fica localizada no extremo oeste do estado do Pará, nos municípios de Jacareacanga e Itaituba. Com uma área de 540,4 mil hectares a Flona Amana possui uma zona definida para manejo florestal sustentado em seu Plano de Manejo de 364,52 mil hectares.

A área objeto do edital abrange é de 210.161 hectares, divididas em 5 unidades de Manejo Florestal e distam da sede do município de Itaituba 290 kms e de Jacareacanga apenas 80 kms. Segundo Marcelo Guedes, gerente de concessão do SFB, a área tem potencial para produzir 150 mil m³ de madeira por ano, com uma geração de emprego entre 1.500 e 1.800 empregos e uma receita com venda de madeira em 7 milhões de reais anual. “Das cinco unidades de manejo florestal, três estão 100% dentro do município de Jacareacanga”, disse Guedes. De acordo com a explanação do técnico do SFB, o custo do m³ de acordo com seu respectivo grupo varia de 16 a 113 reais.

Segundo Guedes, a empresa ou entidade para participar do processo licitatório, tem que estar legalizada e os indicadores de pontuação para ganhar a licitação variam desde o critério ambiental, social, eficiência e agregação de valor, sendo a pontuação principal o critério social que vale 200 pontos. 

Segundo Luiz Carlos Joels, diretor do SFB, com a conclusão do processo licitatório, as empresas vão se instalar em Jacareacanga ou Itaituba, criando postos de trabalhos e gerando renda. “É necessário que cada município se prepare estruturalmente para receber as indústrias madeireiras que certamente irão se instalar na região. Boas estradas, energia firme e comunicação, são fatores que certamente irão atrair os investidores”, avisa Miranda. “Encontrei em Jacareacanga um alto índice de cidadania”, comenta Joels.

Dois questionamentos foram abordados por Pedro José Griebeler, da Aproeste, que diz respeito ao preço da madeira. “O preço do m³ da madeira está muito caro. A nossa geografia é muito complexa para o transporte de madeira, isso onera muito o custo de frete” disse Griebeler.

Para o prefeito Raulien Queiroz, a expectativa de crescimento econômico do município é muito grande com a instalação de um pólo madeiro no município. “Somos sabedores que Jacareacanga ainda não possui uma estrutura física adequada para instalação de uma indústria. Mas já estamos em questionamento com a Rede Celpa, onde estamos reivindicando mais qualidade no fornecimento de energia, iremos junto ao governo do estado buscar parcerias para que possamos melhorar nossa estrutura. Já está sendo executadas as obras do PAC, com melhorias sanitárias, esgotamento sanitário, bem como rede de água potável”, disse o prefeito, acrescentando que além da estrutura para instalação da indústria é necessário ofertarmos também estrutura para as famílias que virão para Jacareacanga. 

TEXTO E FOTOS
NONATO SILVA/ASCOM PMJ

segunda-feira, 17 de maio de 2010

-QUE CULTURA!

"LOTADO! O BRASIL INTEIRO ESTÁ AQUI DENTRO!"

Frases dos ônibus das seleções dos países da Copa-2010


Deu no O Mocorongo
A Fifa revelou nesta segunda-feira as mensagens que estarão estampadas nos ônibus das 32 seleções que disputarão a Copa do Mundo deste ano, na África do Sul. No veículo brasileiro terá escrito: "Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!".
Torcedores de todo o mundo enviaram frases para a eleição, realizada durante três semanas no site oficial da Fifa. Os autores das mensagens escolhidas serão premiados por um dos patrocinadores do Mundial.
Confira as frases das 32 seleções:

África do Sul: "Uma nação orgulhosamente unida sob um arco-íris"
Alemanha: "No caminho para pegar a Copa"
Argélia: "Estrela e crescente com um objetivo: vitória!"
Argentina: "Última parada: a glória"
Austrália: "Ouse sonhar, avante Austrália"
Brasil: "Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!"
Camarões: "Os leões indomáveis estão de volta"
Chile: "Vermelho é o sangue do meu coração: Chile campeão"
Coreia do Norte: "1966 de novo! Vitória para a Coreia do Norte!"
Coreia do Sul: "O grito dos vermelhos: República da Coreia"
Costa do Marfim: "Elefantes, vamos lutar pela vitória!"
Dinamarca: "Tudo o que você precisa é a seleção dinamarquesa e um sonho"
Eslováquia: "Sacuda o gramado verde: vai, Eslováquia!"
Eslovênia: "Com 11 bravos corações até o fim"
Espanha: "Esperança é meu caminho. Vitória, meu destino"
Estados Unidos: "Vida, liberdade e a perseguição pela vitória!"
França: "Todos juntos pelo novo sonho em azul"
Gana: "A esperança da África"
Grécia: "A Grécia está em todo lugar!"
Holanda: "Não tema os cinco grandes, tema os 11 de laranja"
Honduras: "Um país, uma paixão e cinco estrelas no coração!"
Inglaterra: "Jogando com orgulho e glória"
Itália: "O nosso azul no céu africano"
Japão: "O espírito do samurai nunca morre! Vitória para o Japão!"
México: "É o tempo de um novo campeão!"
Nigéria: "Super Águias, supertorcida unidos estamos"
Nova Zelândia: "Chutando no estilo Kiwi"
Paraguai: "O leão guarani ruge na África do Sul"
Portugal: "Um sonho, uma ambição: Portugal campeão!"
Sérvia: "Jogue com o coração, lidere com um sorriso!"
Suíça: "Força, Suíça! Vamos, Suíça!"
Uruguai: "O sol brilha sobre nós. Vamos Uruguai!"

Ilustração RP

Encontro de Vereadores

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Amanhã (18), o governo do Estado promove o “Encontro estadual de vereadores e vereadoras”, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, a partir das 8h30. O evento visa estimular a organização dos vereadores por regiões e estimular o debate entre o segmento. Haverá um dia inteiro de reflexões sobre tema “Interiorizando as Políticas Públicas no Pará”. O encontro é uma realização da Casa Civil do governo do Estado e da Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir).
quarto-poder.blogspot.com

RAULIEN QUEIROZ CONVOCA MINERADORA PARA DAR EXPLICAÇÕES DE SUAS ATIVIDADES NO MUNICÍPIO

Jacareacanga - À convite do prefeito Raulien Queiroz,(foto) esteve no dia 12 (quarta-feira) em Jacareacanga na Câmara Municipal, diretores da empresa Mineradora Ouro Roxo, onde se reuniram com o Chefe do executivo municipal, com vereadores, representantes de entidades e do ministério público estadual e com secretários municipais de meio ambiente e mineração, com o objetivo de levar ao conhecimento das autoridades locais quais as intenções da empresa em Jacareacanga, mas precisamente na comunidade de São José, bem como informar as propostas de investimentos no garimpo Ouro Roxo.

O empresário Dirceu Frederico um dos sócios da Mineradora Ouro Roxo veio acompanhado de dois investidores australianos, do procurador do DNPM Dr. Ricardo, Tenente Coronel do PM Luiz Augusto Barile e do diretor executivo da empresa Luciano Borges.

A Mineradora Ouro Roxo está no meio de um fogo cruzado entre garimpeiros e o empresário do ramo mineral Dirceu Frederico. O impasse começou quando o empresário adquiriu da antiga cooperativa Ouro Roxo a mina onde antes trabalhavam dezenas de garimpeiros. Segundo Vanildo Silva presidente da Associação de Garimpeiros de São José, alguns garimpeiros reclamam que o então presidente da Cooperativa Ouro Roxo conhecido como Carlinhos, usou de má fé e com cerca de 10 associados vendeu a Ouro Roxo.
Para Dirceu Frederico que é detentor de uma PLG-Pedido de Lavra Garimpeira autorizada pelo DNPM-Departamento Nacional de Produção Mineral com cobertura em toda a área do garimpo ouro roxo, a negociação foi feita de forma legal com a Cooperativa Ouro Roxo, no valor de 80 quilos de ouro, pagos com a produção local. “Se eram 10 ou 20 garimpeiros foi o que me apresentaram na época. Não estamos aqui para colocar o garimpeiro na clandestinidade”, disse Dirceu durante a reunião.

Segundo o empresário que está há mais de 23 anos no ramo da mineração de ouro, o garimpo de ouro roxo é o primeiro a extrair o metal com uso de cianeto na região, com autorização do DNPM e da SEMA-Secretaria de Estado de Meio Ambiente. “Somos os pioneiros no uso desse produto químico. Sabemos da responsabilidade que temos com o meio ambiente e com a vida humana. Somos conhecedores do grau de toxidade do cianeto e por isso tomamos todas as precauções recomendadas”, argumenta. “Existem na região do Tapajós 15 ou 20 pilhas de cianeto funcionando ilegalmente”, denunciou Dirceu.

HISTÓRICO DO GARIMPO
O diretor executivo da empresa Luciano Borges, apresentou um slide mostrando um breve histórico da pesquisa geológica do garimpo ouro roxo. Segundo Borges, entre 1994 e 1996 a empresa Rio Tinto Desenvolvimento Minerais Ltda., investiu 8 milhões de reais em pesquisas minerais. O projeto foi paralisado por falta de investidores. “Com a paralisação houve invasão de garimpeiros e posteriormente a criação da Cooperativa Ouro Roxo.

Dando continuidade à sua explanação, Borges disse que no período de 2004 a 2008, a Mineradora Vila Porto Rico Ltda., realizou três campanhas de sondagens com 82 furos, totalizando 12.400 metros de sondagens, com investimento na ordem de 20 milhões de reais. “Em 2009 foi realizada a negociação com o consórcio que transferiu os direitos minerais á Mineradora Ouro Roxo”, informou Borges, acrescentando que em novembro do ano passado foi realizado o relatório final de pesquisa e protocolado junto ao DNPM, informado uma capacidade produtiva de 18 toneladas de ouro.

ARGUMENTOS DA MINERADORA
O executivo da mineradora, baseado em dados da RTZ, informou que entre 1997 e 2008, de acordo com o volume do material extraído e processado, foram produzidas durante 10 anos, 3,5 toneladas de ouro, com o recolhimento de impostos ao município de Jacareacanga desconhecido.

Ainda de acordo com Borges, com a execução do PLG de domínio de Dirceu Frederico (Foto), já foram recolhidos ao cofre público municipal 132 mil reais, em impostos como IOF, ISSO e CFEM. Mas o executivo não revelou o total de ouro produzido durante a reunião.

O vereador Carlos Augusto Andrade Cardoso (Amazonas), interrompeu a explanação de Borges informando que de acordo com dados da Prefeitura, de janeiro de 2009 até abril de 2010, foram recolhidos de impostos minerais pouco mais de 15 mil reais. Mas a empresa apresentou xérox dos DARFS que atestam o recolhimento e que foram entregues aos vereadores para averiguação. De acordo com o empresário Dirceu Frederico, foi digitado no DARF erradamente o código do município. “Os impostos foram recolhidos e estão à disposição do município no Tesouro Nacional”, argumenta Dirceu.

Ainda de acordo com Borges, o convênio de cooperação técnico financeiro firmado entre a Mineradora Ouro Roxo e a PLG de Dirceu Frederico, vai proporcionar ao garimpo de ouro roxo a aplicação de tecnologia de última geração, com a recuperação ambiental provocada pela antiga atividade garimpeira, além de promover a capacitação e contratação da mão-de-obra local.

De acordo com representantes da empresa tão logo seja extinto a PLG o garimpo será incorporado o regime de portaria de lavra, efetivando então os trabalhos de mineração com tecnologia de ponta mundialmente utilizada e menos agressiva ao meio ambiente.

Segundo o diretor executivo da empresa, a previsão de investimentos serão 50 milhões de reais, no espaço de 15 anos. “Temos o compromisso em trazer benefícios sociais ao município, em especial a Comunidade São José e Porto Rico. Iremos firmar convênio com a municipalidade e daremos apoio ao desenvolvimento de infraestrutura”, disse, acrescentando que o município de Jacareacanga terá um significativo aumento na arrecadação da receita local.

Os vereadores Carlos Augusto Andrade Cardoso e Elias Freire Santos, foram enfáticos em cobrar do Tenente Coronel Luiz Augusto Bariele, comandante do 15º BPM, a substituição do Cabo Edmilson Alves da Silva, comandante do Destacamento Policial de São José, uma vez que segundo os vereadores o mesmo não vem atuando com imparcialidade quando se trata da questão Ouro Roxo. “Pedimos que o Cabo Edmilson seja transferido daquela localidade, para que seja garantida a imparcialidade na questão da segurança em São José”, disse Elias Freire.

Para o prefeito Raulien Queiroz, a convocação da empresa Mineradora Ouro Roxo, se justifica pelos comentários sobre as atividades da mesma na Comunidade de São José e pelo fato da mesma ainda não estar cadastrada na esfera municipal. “Uma das nossas preocupações é quanto à arrecadação. Constam em nossos registros que no ano passado foram arrecadados impostos de origem mineral pouco mais de 800 reais. Além do mais, temos a nossa legislação municipal que a empresa precisa se adequar”, disse o prefeito.

Raulien Queiroz ainda acrescentou Jacareacanga está de portas abertas para empresários que queiram fazer investimentos no município. “Não é nosso interesse impedir que empresas se instalem em nosso município. Claro, as empresas têm que trabalhar pautadas na legalidade, obedecendo as legislações no âmbito Federal, Estadual e Municipal. Disto não abriremos mão”, avisa Raulien Queiroz, acrescentando que no caso do impasse na Comunidade São José, o Poder Executivo se mantém imparcial, velando pela segurança e pelo cumprimento da lei e da ordem.

Texto: Nonato Silva
Fotos RP

sábado, 15 de maio de 2010

ELINALDO BARBOSA DOS SANTOS E A FACE OCULTA DA HISTÓRIA

sábado, 15 de maio de 2010

Memória de Santarém
Lúcio Flávio Pinto
Por que, durante muitos e muitos anos, o assassinato de Elinaldo Barbosa, “foi quase que um tema proibido tanto na imprensa como nos meios políticos?” Mais de 40 anos depois, uma resposta a esta pergunta é o que seu sobrinho, Paulo Cidmil, residindo há muitos anos no Rio de Janeiro, procura apresentar neste texto. Ou formular novas perguntas, que tirem o tema do limbo do esquecimento e o recoloque no prumo da história.
Como terceiro prefeito a substituir o dono do cargo por eleição direta, Elias Pinto, afastado da prefeitura de Santarém e em seguida cassado, como conseqüência de um dos mais trágicos acontecimentos da história política do município, Elinaldo parecia disposto a ir até o fim do mandato, em 1970, e a partir daí firmar sua carreira política. Tinha planos de se candidatar a deputado federal. Foi impedido por um atentado que o matou, no gabinete da prefeitura, no dia 15 de fevereiro de 1969. O criminoso, Severino Frazão, foi morto por um soldado da Polícia Militar quando tentava se entregar, desarmado, na companhia de um padre. Foi um ato de violência do militar, ao qual foi atribuída depois perturbação mental (como ao assassino), ou uma execução premeditada, assim como a morte de Elinaldo também foi preparada?

O ASSANINATO DE ELINALDO BARBOSA ESPERA POR UMA RECONSTITUIÇÃO  À ALTURA  DA SUA IMPORTANCIA.
É o que sustenta seu sobrinho neste depoimento, escrito por iniciativa própria. Ele certamente provocará reações indignadas e acusações de que vem tarde e com enredo comprometido pela sua origem. Um acerto de contas fora de época. Além da recuperação da memória do tio por um sobrinho reconhecido. A despeito dessa provável má repercussão, o texto de Cidmil é bastante consistente para não mais permitir que o véu da indiferença volte a cair sobre um dos episódios mais controvertidos e polêmicos desse período. O assassinato de Elinaldo Barbosa espera por uma reconstituição à altura da sua importância. A pedra da frágil sepultura foi retirada da sua campa improvisada. Espera-se que todos que possam contribuam para esclarecer de vez uma história que permanece insatisfatória há quase meio século. Paulo Cidmil não deixa dúvida a respeito. 
Meu pai separou-se de minha mãe quando eu tinha 5 anos, desaparecendo para as bandas do Amazonas. Saímos do Hotel Mocorongo, onde minha família mantinha o hotel em sociedade com um amigo de meu pai, que vendeu a nossa parte ao sócio.

Fomos morar na rua São Sebastião próximo ao cemitério. É a partir dessa época que observo a presença da família de minha mãe em nossas vidas. Aos domingos íamos almoçar na casa de vó Silvia e vô Abdon. Muita comida, muita fruta, açaí, e muita alegria e brincadeira, principalmente por causa da presença de meu tio Elinaldo, sempre atento e pronto a fazer gozação. Colocava apelido, inventava estória e se alguém “pegava corda”, estava perdido. Não escapava nem meu tio Ezenildo, sempre sério, de poucas palavras e menos jogo de cintura para brincadeira e gozação. Era sempre uma grande molecagem e muito riso. Só lembro de ver Elinaldo sério no dia em que trouxe a sua futura esposa, tia Nazaré, para apresentar à família. Foi logo dizendo que era nossa tia e mandando a gente tomar “bença”. Nazaré tratou de nos dispensar da bença, mas para mim, a partir daquele dia, se transformou em uma tia muito querida, pois logo me afeiçoei a ela.

Elinaldo tinha grande afinidade com minha mãe e a partir da separação dela passou a estar mais presente conosco. Era a pessoa da família com quem minha mãe dividia os nossos problemas. Estava sempre pronto a nos ajudar.

Casou em 1965, foi morar na 15 de Agosto muito próximo de nós. Passava quase que diariamente em nossa casa, às vezes nem saia do carro, chamava a mana (como tratava a minha mãe), perguntava se estava tudo bem e sempre nos alertava para obedecer minha mãe e ajudá-la, caso contrário não teria “vesperal” (era como se chamava as sessões de domingo à tarde no cine Olímpia). Elinaldo pagava o nosso ingresso. Nossa tarefa era contar o filme para ele. Observava o encantamento que o filme produzia em nossa cabeça e ria muito de nossa narrativa. Mas se houvesse queixa ou castigo de minha mãe, adeus vesperal do Cine Olímpia.


Elinaldo gostava de musica: Elizeth Cardoso, João Gilberto, Ciro Monteiro, Miltinho, Trio Yrakitan, Demônios da Garoa, Jair Rodrigues, Elza Soares, Agostinho dos Santos, Simonal...
Sua presença era muito constante em nossa vida. Aos domingos à noite, após a missa da Praça da Matriz, nos levava até a Garapeira Ypiranga para comer pastel, canudinho e tomar caldo de cana, ou nos dava dinheiro para que mamãe nos levasse até a padaria Lucy para tomar sorvete.

Nos dias de jogos importantes, como o Ray x Fran, ou de um deles contra o America e Fluminense, ou quando havia jogo com time de fora, Remo, Paissandu, Tuna Luso, Sport Bahia, Madureira, São Cristovão, Bonsucesso, America e Flamengo do Rio de Janeiro, seleção brasileira de amadores (hoje sub 23), Elinaldo passava em casa e nos apanhava para levar ao estádio. Era presidente da Liga Esportiva, promotora dos jogos.

Um de meus programas preferidos era ir para casa de minha tia Nazaré. Lá havia vitrola e muitos discos. Elinaldo gostava de musica. Na sua casa conheci Elizeth Cardoso, João Gilberto, Ciro Monteiro, Miltinho, Trio Yrakitan, Demônios da Garoa, Jair Rodrigues, Elza Soares, Agostinho dos Santos, Simonal, Jorge Ben, Trio Mocotó, Os Velhinhos Transviados e também o pessoal da jovem guarda: Renato e Seus Blue Caps, Os Incríveis, Leno e Lilian, Jerry Adriany, Wanderley Cardoso, Paulo Sergio, Wanderléa, Martinha, Golden Boys, Roberto e Erasmo. Também ouvia as histórias de Belém contadas por minha tia. Veio para Santarém a trabalho, nasceu e cresceu em Belém, tinha muitas lembranças de sua terra. Despertou em mim grande desejo de conhecer Belém.


FOI O PRIMEIRO POLITICO SANTARENO A  LEVANTAR A BANDEIRA DO ESTADO DO TAPAJÓS
Descobri a política em 1966. Elinaldo levou-me em duas viagens da campanha, aos “sítios” (assim eram conhecidas as comunidades de várzea) Carariacá e Arapixuna. Muita laranja, peixe assado com farinha e jogo de futebol. Em outra ocasião levou-me à “colônia” (assim chamávamos as comunidades do planalto). Muita pamonha, beijú, tarubá, café e jogo de futebol. Era um acontecimento festivo e Elinaldo muito festejado. Passei a acompanhar, na medida de minha compreensão, as notícias da política. Elinaldo lia os jornais de Belém diariamente. Eu ia à sua casa buscar o jornal do dia anterior para ler junto com minha mãe, que, apesar de ter pouco tempo, gostava muito de ler.

Ouvíamos rádio, onde era possível acompanhar a disputa Ubaldo Corrêa x Elias Pinto. (Fotos) Ubaldo tinha o apoio dos militares, governo estadual e também contava com o apoio da elite política e econômica local. Elias Pinto, (foto acima) político populista, hábil orador, tinha um discurso apaixonado por Santarém, que emocionava. Falava direto ao povo e teve uma sacada sensacional: associou a sua imagem e a de seu partido ao “Barra Limpa” e a de Ubaldo e seus correligionários ao “Barra Suja”. Eram duas expressões surgiram com a Jovem Guarda. Logo simpatizei com Elias Pinto e passei a torcer por ele. Cobrava de Elinaldo: “pô tio, tu é barra suja”. Comparada à linguagem atual, “barra suja” era como dizer sujou!!! Elias Ribeiro Pinto era um visionário, foi o primeiro político santareno a levantar a bandeira do Estado do Tapajós, no ano de 1950!

O discurso de Elias Pinto cresceu na cidade, subiu o Planalto e impôs uma retumbante derrota a Ubaldo. Elinaldo, mesmo com Ubaldo, foi o terceiro vereador mais votado. Toda a minha família votou em Ubaldo.

Elinaldo estudou na Escola do Comercio, hoje Rodrigues dos Santos. Trabalhou na loja Curiboca, aos 18 anos era funcionário da Souza Cruz, alguns anos depois passou para fiscal da Mesa de Rendas (Secretaria Estadual de Fazenda). Era torcedor e foi presidente do São Raimundo. Foi também presidente de honra do Flamengo da Prainha. Foi o seu envolvimento com o futebol que o levou a presidente da Liga Esportiva e a conhecer o dr. Everaldo Martins, que o levou para a política. Até a época de sua eleição para vereador, a política partidária não tinha maior significado para ele. Nunca dependeu ou viveu às custa de sua atuação política.




A eleição de Elinaldo para presidente da Câmara foi uma alternativa para apaziguar os ânimos.
A eleição de Elias Pinto havia deslocado do poder a elite política e econômica representada por famílias tradicionais, especialmente os Corrêa, que pela primeira vez em muitos anos não estariam no poder ou participando dele. Ubaldo, que havia sido prefeito, era deputado estadual, ficou alijado do poder, mas tinha um ótimo relacionamento com os militares, que viam nele o prefeito ideal. Santarém estava na rota dos grandes projetos – Transamazônica, BR-63 – e era uma base estratégica para a caçada aos guerrilheiros fugitivos, que eram vendidos na mídia como a ameaça comunista. Precisavam de um prefeito colaboracionista. Era o tempo do “Brasil, ame-o ou deixe-o” e “Amazônia: integrar para não entregar”.

Na prática Elias Pinto teve apenas um ano de mandato. Contra si aliaram-se os militares, o governo do Estado e a oligarquia local. Elinaldo não se envolveu no movimento de bastidores liderado por Ubaldo Corrêa para destituir Elias Pinto.

Todo o período em que Jerônimo Diniz esteve prefeito houve resistência e protesto popular. Ele tinha atuação apática, não gozava de apoio popular, seu perfil era o de conchavo de gabinete e parece ter tido problemas de ordem moral para permanecer no cargo. Na maioria das manifestações a mobilização tinha como ponto de concentração a área em frente e ao lado da residência de “Seu” Moraes, empresário que apoiava Elias Pinto, localizada na Rui Barbosa, onde hoje é a Feira da Candilha. Ficava a menos de 100 metros da casa de Elinaldo e de toda a sua família.

A eleição de Elinaldo para presidente da Câmara foi uma alternativa para apaziguar os ânimos. Elinaldo foi eleito com boa votação, era muito popular e não tinha envolvimento com o complô que derrubou Elias Pinto. Gozava da simpatia da maioria dos vereadores e foi eleito presidente da Câmara por unanimidade. Ao aceitar a indicação sabia que teria que ocupar a função de prefeito. Onde muitos viam uma missão difícil devido à resistência popular, Elinaldo viu uma oportunidade política e não se intimidou.

Procurou assegurar o empenho do governador Alacid Nunes antes de sua decisão e durante os cinco meses em que esteve à frente da Prefeitura teve total apoio do governador. Tomou posse já inaugurando uma escola que foi iniciada ainda na administração de Elias Pinto, o colégio Pedro Álvares Cabral.



O envio dos militares de Belém para proteger a Prefeitura em caso de invasão foi uma decisão do governador
Uma semana após a sua posse aconteceu a passeata para retomar a Prefeitura, que culminou com a morte de duas [três] pessoas e diversos feridos, entre eles o deputado federal Haroldo Veloso, que faleceu meses depois devido ao ferimento. Essa manifestação já estava anunciada antes da posse de Elinaldo.

Desse episódio lembro que logo pela manhã alguém veio avisar na casa de meu avô para que Elinaldo não fosse à Prefeitura porque iriam tentar matá-lo. A manifestação teve a concentração no lugar de sempre, ao lado de nossa casa. Lembro de meu avô fechar a quitanda. Chegavam muitas pessoas vindas da colônia e até da várzea, mas em nenhum momento a população nos hostilizou ou se manifestou contra Elinaldo. Vinham bater à porta de meus avós para pedir água, o que já era um costume. Após observar por um período, meu avô abriu a quitanda. Mas nesse dia Elinaldo não ficou na Prefeitura, retirou-se por volta do meio dia.

O envio dos militares de Belém para proteger a Prefeitura em caso de invasão foi uma decisão do governador. Havia a firme determinação do governo militar em não permitir o retorno de Elias Pinto. Elinaldo sabia da posição dos militares. Após a morte dos manifestantes Elinaldo tinha duas opções: se acovardava renunciando à Prefeitura e à presidência da Câmara, assim precipitando a intervenção e praticamente encerrando sua carreira política, ou mantinha-se firme na Prefeitura, acreditando poder reverter a situação. Apostou na segunda opção.

Estreitou o relacionamento com Alacid Nunes indo a Belém quase que semanalmente despachar com o governador. Procurou resolver o salário do funcionalismo, atrasado há meses. Não fez nomeações, levando consigo número muito reduzido de pessoas, cerca de uma dezena. Procurou trabalhar com os funcionários disponíveis no município.

Elinaldo focou dois objetivos: primeiro o entendimento com o governador para poder governar. Segundo, estreitar o relacionamento com a população buscando apaziguar os ânimos e restabelecer a normalidade. Precisava dos recursos do Estado para fazer obras e através das obras chegar mais fácil à população.
  

A violenta ação policial ocorrida na ocasião da passeata para tomada da Prefeitura e  Veloso ferido.
Acordávamos as 06h30min. Às sete íamos para o Colégio Estadual Álvaro Adolfo da Silveira. Tínhamos o hábito de perturbar meu tio para pedir alguma coisa ou às vezes pegar uma pequena carona só para andar de carro. Nesse período quase que não o víamos mais, quando acordávamos ele já havia saído. Estava completamente absorvido pela política, gostou do desafio e de estar prefeito. Antes de ir à Prefeitura percorria todas as obras em execução. Nos fins de semana comparecia a eventos comunitários, sociais ou esportivos na área periférica da cidade. Desfez o aparato de segurança em torno da Prefeitura e passou a receber todas as pessoas diretamente sem maiores triagens. Passou a não ter mais vida social com a família.

Iniciou uma série de obras de aterro e terraplanagem de ruas com o apoio do DER, entre elas Rui Barbosa, Silva Jardim, Turiano Meira, 15 de agosto, também Silvino Pinto e Barjonas de Miranda, que eram dois grandes valões. Asfaltou parte da 15 de Novembro (em mutirão com os moradores). Também a Senador Lemos e a área em frente à Câmara Municipal. Construiu o Colégio Frei Otomar, inaugurado após a sua morte. Fez também loteamento e distribuição de terrenos à população onde hoje são os bairros do Carananzal e Boa Esperança.

A violenta ação policial ocorrida na ocasião da passeata para tomada da Prefeitura e o ferimento que tirou Haroldo Veloso, personagem que além de deputado federal era militar muito respeitado por sua história política, foi um duro golpe, contribuindo para desmobilização do movimento pró Elias Pinto. A postura de Elinaldo, completamente oposta à de Jerônimo Diniz, mais próximo da população, se empenhando e resolvendo o problema de meses no atraso de salários, realizando obras, também contribuiu para que aos poucos a situação fosse entrando na normalidade.

Em dezembro já era possível prever que Elinaldo, pela determinação com que desempenhava o cargo de prefeito, iria ocupar a Prefeitura até o fim do período do mandato de Elias Pinto, que seria em dezembro de 1970. Conseqüentemente seria um sério candidato a qualquer cargo eletivo.



pelo contato que estava tendo com Alacid, planejava, no futuro, candidatar-se a deputado federal.
O fato de manter uma posição de independência com relação aos grupos de Elias Pinto e Ubaldo Corrêa não estava sendo bem visto, principalmente pelo grupo de Ubaldo Correa. Isso pode ser notado pelos comentários irônicos vindos de certos setores da nossa “elite”. Quando Elinaldo anunciou o asfaltamento de algumas ruas, soltaram a seguinte piada maliciosa como forma de impingir-lhe descrédito: diziam que Elinaldo iria asfaltar a cidade com caroços de açaí. Referência clara à atividade econômica de seus pais e à sua provável incapacidade para ser gestor do município. Nessa época a política tinha como veículo de propaganda o boato e a tentativa de ridicularizarão. Essas informações, ao chegarem a Elinaldo, só reforçavam a sua decisão de manter-se independente.

Certa ocasião revelou a seu irmão Ezenildo que Ubaldo por duas vezes havia solicitado um encontro para conversarem e que não atendeu ao chamado dele. Era importante manter distância dos grupos que vinham se digladiando desde as eleições, para que de fato pudesse representar uma alternativa para a população. Outro fato a considerar com relação ao seu distanciamento de Ubaldo: começava a polarização na política paraense entre Alacid Nunes e Jarbas Passarinho. Elinaldo estava muito próximo de Alacid e Ubaldo aliava-se a Passarinho, que, por sua vez, era muito próximo dos generais do Planalto Central.

No inicio de 1968 Elinaldo fez um acordo comigo. Se ajudasse minha mãe e fosse bem no colégio ele me levaria para conhecer Belém. Em novembro eu já estava aprovado, minha tia Nazaré falou com sua mãe para que me recebesse em Belém e no início de dezembro viajei.

De dezembro até fevereiro Elinaldo esteve pelo menos seis vezes em Belém para tratar dos problemas de Santarém. Ficava no máximo dois dias. Eu ia ao aeroporto e voltava com ele até o Hotel Central, onde se hospedava. Ele seguia para os compromissos e eu comprava gibis, jornal e ia ao cinema com o dinheiro que me dava. A casa onde eu ficava era próxima à Praça da Republica. Entre seis e sete da noite eu voltava ao hotel, que também era próximo da praça. Ele ficava no hotel lendo jornais, depois caminhava comigo até a casa de sua sogra. Passava quase o tempo todo me sacaneando porque eu não havia conhecido nenhuma garota e porque nessa época o Flamengo sempre apanhava do Botafogo. Dizia: eu não vou mais te dar dinheiro pra ir ao cinema, tu é muito frouxo, vai pro vesperal e não arruma uma namorada.

Desses encontros em Belém me lembro de três coisas que ilustram bem a sua determinação em investir na carreira política. Em algumas ocasiões ele encontrava com amigos de Santarém e paravam em um bar da Praça da Republica para conversar e beber cerveja. Vi-o mostrar um jornal chamado “O Observador”, que tinha o mesmo formato dos jornais de Belém. Ele estava apoiando o jornal, que seria um veiculo para divulgação dos trabalhos da Prefeitura.

Em outra ocasião disse aos amigos que comentavam sobre uma entrevista sua que a função exigia a toda hora um pronunciamento, coisa a que não estava acostumado. Que iria se dedicar ao exercício da oratória para ter um melhor desempenho nessas ocasiões. Esse papo com amigos ia até 21h30min, quando encerrava a sessão de cinema no cine próximo à praça. Elinaldo despedia-se dos amigos e caminhávamos para me levar em casa. Vinha sempre me sacaneando e eu respondendo, às vezes com palavrões. Em uma ocasião falou uma coisa que só consegui entender muitos anos depois.

Vivia sempre alegre e brincalhão, mas quando falava sério mudava completamente. Disse: olha “seu” porra, tu já ta indo pro ginásio, agora quando voltar tu vai estudar sério, não quero saber só de passar de ano, tu tem que ser um dos melhores da turma, estuda que tu vai morar comigo em Brasília. Só muito depois percebi que ele, talvez até pelo contato que estava tendo com Alacid, planejava, no futuro, candidatar-se a deputado federal.






Os processos foram arquivados, o principal envolvido estava morto
No dia 15 de fevereiro de 1969 acordei cedo e fui ao aeroporto esperar meu tio, que viria para resolver o atraso no pagamento dos funcionários vencido desde o dia 30. Os recursos foram creditados durante a semana e ele não veio. Desci um ponto antes do meu para vir caminhando. Observei vindo, a mãe de minha tia Nazaré, que parecia enlouquecida, andando muito rápido, descabelada, chorando e falando alto sozinha. Na hora achei que havia enlouquecido, senti até medo da situação. Quando me avistou, falou: meu filho, mataram teu tio! Pensei que ela só podia estar louca mesmo. E completou: é, acabou de dar no rádio! Ela estava indo encontrar uma de suas filhas para telefonarem para Santarém.

Sai correndo e encontrei as outras pessoas da casa chorando em torno de um rádio na casa de uma vizinha. Vieram me abraçar. Nenhuma experiência ruim que eu tenha vivido se pareceu com a notícia da morte de meu tio. Não conseguia acreditar, caí num choro incontrolável e só conseguia dizer: é mentira! é mentira!. Tive uma crise de diarréia e vômito, logo a seguir febre. Fui medicado, sedativos anestesiavam meu desespero. No dia seguinte os familiares de minha tia viajaram para Santarém. Eu não quis viajar, não aceitava a idéia de ver meu tio morto.

Elinaldo morreu aos 33 anos. Deixou a esposa grávida e três filhos, que minha tia lutou sozinha para educar e formar. Sua morte mudou toda a história da família. Passamos a nos reunir na doença. Meus avôs mergulharam em profunda tristeza, principalmente meu avô, que chorava muito, perdeu a vontade de viver, quase não saia mais de casa. Desenvolveu doença cardíaca, não queria tomar remédios, quando passava mal era sempre socorrido por minha tia Nazaré e minha mãe. Pedia que não lhe aplicassem o remédio e o deixassem morrer.

Quase todo dia à tardinha ficava no quintal , sempre triste, cabisbaixo, lembrava muito de Elinaldo e chorava. Sempre dizia: esses miseráveis ainda quiseram chamar meu filho de ladrão. Os “esses” de meu avô eram muita gente e ao mesmo tempo não havia ninguém que pudesse ser apontado como o mentor da covardia. O ladrão estava relacionado ao dinheiro desaparecido das contas da Prefeitura.

Foram abertos dois processos pelo regime militar, que responsabilizavam Elinaldo pelo sumiço do dinheiro. A família parecia enfrentar um inimigo invisível que espreitava. Não podia acusar sem provas, se o fizesse, além das conseqüências legais, corria o risco de ver o nome de Elinaldo estampado como ladrão.



Queria fazer história, tinha ambição política. Era o político mais promissor de sua geração

Os processos foram arquivados, o principal envolvido estava morto. Houve pedidos, inclusive de Ubaldo, para que não fosse exposta a imagem de Elinaldo. Também não era possível provar que Elinaldo havia se apossado do dinheiro. Ubaldo foi procurado em Belém por familiares de minha tia, que o informaram que ela estava sendo convocada para depor sobre o paradeiro de um dinheiro de cuja existência ela não tinha idéia. Ubaldo mandou o seguinte recado: diz pra comadre não esquentar a cabeça com isso porque morto não paga conta. Ubaldo era padrinho da primeira filha de Elinaldo.

Elinaldo não era ingênuo, mas era inexperiente na política partidária. Acostumado às disputas da Liga Esportiva, onde foi eleito presidente duas vezes, talvez não tenha avaliado com precisão os enormes interesses econômicos por trás de discursos que pareciam estar empenhados na defesa do interesse público e, na verdade, visam apenas a apropriação do poder ou de um “naco” para defenderem os seus negócios. Na Liga, guardadas as divergências, logo todos estavam lutando por seus clubes, fortalecendo o esporte e a própria Liga.

Viu tudo de forma muito simplista, achou que bastava muito trabalho, realizar uma boa administração, trazer a população para seu lado, que governaria sem maiores problemas. Queria fazer história, tinha ambição política. Era jovem, teria uma carreira longa pela frente e a estava construindo de maneira sólida e com passos muito largos. Era o político mais promissor de sua geração.

O seu não alinhamento foi fatal. O assassino foi o instrumento disponível para ser usado no momento e hora adequada. O matador foi tão vítima quanto a vitima de seu crime.


Por que, durante muitos e muitos anos, esse crime foi quase que um tema proibido tanto na imprensa como nos meios políticos?

Nesse crime quase perfeito, fruto da insatisfação de alguns, que viam o poder público como sua propriedade e extensão de seus negócios, quis o destino que o desenrolar dos acontecimentos teimasse em mantê-los sem o controle do município. Não seria possível destituir o prefeito eleito e entronizar o candidato derrotado. Após a pífia e impopular passagem de Jerônimo Diniz, e diante de uma Câmara desgastada, Elinaldo, por sua neutralidade e popularidade, aparecia como opção.

Ao resolver fazer o seu próprio caminho, Elinaldo selou o seu destino. Os que tramaram a queda de Elias Pinto, na sua insana ambição e certeza de impunidade, julgavam que se Elinaldo era prefeito devia-se ao fato de terem tramado a queda de Elias Pinto. Portanto, Elinaldo lhes devia subserviência. Ele não só não compactuou com a trama como também não atendeu aos seus pedidos. Resolveu, diante da resposta popular à sua atuação à frente da Prefeitura, ser uma opção política para Santarém, fazendo seu próprio caminho.

Sua coragem em manter-se independente soou como uma afronta, aguçando o ódio e a covardia. Não poderia ter um executor mais perfeito para o crime. Severino Frazão tinha um histórico de violência, desequilíbrio, transtorno nervoso, era de fácil manipulação e estava aborrecido com Elinaldo por querer assumir a administração do Mercado Municipal, coisa que Elinaldo lhe disse pessoalmente que não faria, devido Frazão ter atentado contra a vida de um peixeiro. Não foi um crime encomendado, feito por um assassino de aluguel: foi um crime premeditado, no qual os mentores foram induzindo o criminoso através de injeções de ódio e promessas.

A morte de Elinaldo foi a solução para os problemas dos insatisfeitos, que conspiravam por se acharem donos do poder. Logo viria a intervenção, que os recolocaria como protagonistas da política local.

Os criminosos tiveram um dia em que tudo conspirou a seu favor (quando se planeja, as coisas costumam conspirar a favor). O dia do crime coincidiu com a semana de muito dinheiro nas contas da Prefeitura e o prefeito já havia assinado tudo para agilizar os trâmites, uma vez que os salários estavam atrasados. Esse dinheiro que desapareceu foi rateado entre alguns, que logo se tornaram prósperos, transformando-os em aliados de quem desencadeou a ação do criminoso e cúmplices no crime. O dinheiro comprou o silêncio. A conta ficou para o prefeito morto. E sobre isso nada se pôde provar, mas a família de Elinaldo tem a certeza que ladrões existiram, porque nunca viu a cor desse dinheiro.

Mas como todo crime perfeito sempre deixa algo fora do lugar, algumas perguntas ficaram no ar:

Se o criminoso não tinha armas, quem as deu para ele, e por que elas desapareceram após o crime?

Por que a policia atirou em um homem que se entregou desarmado, com as mãos para o alto, acompanhado de um padre, que garantia que ele estava se entregando desarmado?

Por que os padres da casa paroquial, únicos a falar com Severino Frazão após o crime, foram “convidados” quase que imediatamente a se transferirem de Santarém?

Por que logo após o crime espalhou-se o boato na cidade que os padres da casa paroquial haviam sumido com as armas? Que interesse teriam nisso?

Por que o militar que efetuou o disparo contra Frazão foi quase que imediatamente transferido para Belém, sendo afastado para suposto tratamento psiquiátrico e depois voltou à ativa, sendo inclusive chefe de um destacamento em outro município?

Por que a imprensa noticiou que Frazão teve morte imediata, alvejado com um tiro à altura do umbigo, quando sabemos pela declaração de um fotógrafo que ele estava vivo e sendo socorrido enquanto a policia evacuava o local?

Por que esse mesmo fotógrafo, ao fotografar o corpo de Frazão já em sua residência, constatou haver outro orifício na altura do coração?

Por que o fotografo teve o seu material aprendido e inutilizado pela polícia?

Por que imediatamente após o crime, antes de qualquer investigação, se difundiu a noticia que o crime foi fruto da loucura de um homem que reclamava o recebimento de salário atrasado? E por que essa se tornou a versão oficial?

Por que, durante muitos e muitos anos, esse crime foi quase que um tema proibido tanto na imprensa como nos meios políticos?



Os acontecimentos de 68/69 tiveram influência decisiva no futuro político de nossa cidade, com reflexos nocivos até os dias de hoje. Ficamos sem escolher prefeito democraticamente de 1966 até o ano de 1985. Uma população que não exerce a democracia não amadurece politicamente. Perderam os cidadãos do município, perdeu a classe política, mas um político que fora derrotado emergiu das cinzas.

O clientelismo político de Ubaldo Produziu dois exemplares dignos de citação: Antonio Rocha  e Osmando Figueiredo
Após a intervenção dos militares, Ubaldo Corrêa transformou-se no político mais importante de nossa região. Não houve interventor ou prefeito nomeado para o município sem a concordância e benção de Ubaldo Corrêa. Os acontecimentos tiraram de seu caminho político dois adversários difíceis de serem batidos: Elias Pinto, que o derrotou, e Elinaldo Barbosa, que num futuro muito próximo iria disputar os votos dos santarenos numa candidatura a deputado federal. Restou apenas um político de expressão: dr. Everaldo Martins, a quem Ubaldo ajudou a nomear prefeito no período em que o município esteve sob a Lei de Segurança Nacional.

Ubaldo nunca mais teve uma votação expressiva em Santarém, além dos votos que os Corrêa sempre obtiveram através de uma política clientelista secular. Continuou a se eleger graças à expansão dos negócios e da política clientelista da família para outras regiões do Estado, onde passou a obter alguns votos. Manteve-se sempre nos partidos da situação, como é típico dos políticos representantes das oligarquias. Quando não esteve com mandato popular, atuou à frente dos dois principais órgãos de fomento da região, a Sudam e o Banco da Amazônia. Militou na política cerca de meio século, sempre participando do poder ou o exercendo, mas proporcionalmente ao tempo em que esteve participando da política, muito pouco pode ser mencionado como fruto de seu trabalho como legislador ou gestor de órgão público, em benefício da região.

A eleição de 1966 entre um político populista e um oligarca clientelista produziu uma lacuna na política santarena e deixou seus frutos. Seguindo os passos de Elias Pinto, surgiu um político populista chamado Ronaldo Campos. Falastrão, demagogo, bom de gogó e ruim de trabalho. Foi o primeiro prefeito eleito após a intervenção.

O clientelismo político de Ubaldo foi mais fértil. A prática tornou-se a galinha dos ovos de ouro da maioria de nossos políticos. Produziu dois exemplares dignos de citação: 1) Antonio Rocha, apesar de não ter origem política em Ubaldo, seguiu a prática dos Corrêa. Distribui os seus favores através de sua próspera empresa de navegação, que também é uma prestadora de serviços a municípios da região. A exemplo dos Correa, instituiu a política do “naco”; 2) Osmando Figueiredo, fruto direto da política de Ubaldo, importado do Nordeste para aprimorar as técnicas de iludir o eleitor menos informado; afinal, de coronelismo o Nordeste entende; este sofisticou a prática clientelista e outras, mais adequadas às páginas policiais, bastando lembrar a “Operação Faroeste” da Polícia Federal sobre grilagem de terra. Seus negócios não entram na roda para fazer favores ao eleitor. Usa a própria estrutura do município, tendo sempre um órgão público ao seu dispor para viabilizar os seus currais eleitorais no planalto santareno.

A família Corrêa, que há mais de um século é parte do poder em nosso município, é fácil de definir: seus interesses são o interesse público e o público faz parte dos seus interesses.

Como disse Chico Science, “o homem roubado nunca se engana
”. Tem a certeza absoluta que algo lhe foi subtraído, mesmo que essa perda seja subjetiva, como suas perspectivas, sonhos ou alguém que representava um grande motivo para se orgulhar.

Faço deste texto uma declaração de amor à pessoa que foi minha principal referência quando menino, me ensinando que para se ganhar dinheiro é preciso trabalhar, e povoou minha infância de sonhos e alegrias.

Dedico a meus primos Silvia, Sara, Elinaldo e Abdon, que conhecem a história do Elinaldo, marido de sua mãe, mas nada ou quase nada sabem do homem público e não tiveram a sorte e a felicidade que eu tive de conhecer e conviver com o seu pai.
FONTE: Materia publicada originalmente no Estado do Tapajós On line 
blogdoestado.blogspot.com
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Fotos meramente ilustrativas:
Elias Pinto
Ubaldo Correa
Fotos de época em Santarém
Obs. Materia transcrita na integra do 
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