RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Vasco pretende dominar confronto da Libertadores em casa e na altitude

Vasco pretende dominar confronto da Libertadores em casa e na altitude (Foto: Divulgação)
De fora das semifinais da Taça Guanabara, o Vasco aproveitou o domingo de Carnaval para trabalhar em São Januário de olho na terceira fase da Copa Libertadores da América. O técnico Zé Ricardo comandou uma atividade com portões fechados à imprensa, mas o lateral Henrique deixou claro qual deve ser a postura dos cruz-maltinos nos confrontos com o Jorge Wilstermann.
“É claro que eu queria estar na semifinal, mas, já que ficamos fora estamos, aproveitando para treinar. Com o plantel que temos, teríamos condições de dividir o time”, lamentou inicialmente o carioca de 23 anos, antes de projetar o jogo pelo torneio continental.
“Precisamos imprimir nosso ritmo aqui e lá. O jogo de lá não é nossa maior preocupação, não. Sabemos que o Vasco é muito conhecido, então eles vão pesar a história do Vasco”, explicou Henrique, minimizando a questão da altitude.
Na próxima quarta-feira, Vasco e Wilstermann abrem o duelo no Rio de Janeiro. Uma semana depois, a cidade de Sucre, que fica a 2.800 metros acima do nível do mar, receberá o jogo de volta.
“Sabemos que o jogo lá é complicado. Precisamos estar ligados com o tempo de bola, o jogo deles em si, o ritmo que eles imprimem dentro de casa…”, comentou Henrique, sem reclamar de ter os bolivianos como adversários. “Qualquer candidato que viesse estaria muito forte. Temos de buscar a vaga”.

O Vasco encarou o Universidad Concepción, do Chile, na abertura de sua campanha, pela segunda fase da Libertadores da América, e não teve qualquer problema para confirmar sua classificação. Goleou fora de casa por 4 a 0 e sacramentou a vaga com um triunfo por 2 a 0 em São Januário.
Passar pelo Jorge Wilstermann é o último desafio antes de entrar definitivamente da fase de grupos da competição. E o sorteio realizado pela Conmebol prevê que o vencedor do confronto se tornará integrante do grupo 5, que tem definidos Cruzeiro, Racing-ARG e Universidad de Chile.

Homem que se esfaqueou em supermercado teria estuprado filha adolescente

 Homem que se esfaqueou em supermercado teria estuprado filha adolescente (Foto: )
O caso do homem que anunciou ataque em um supermercado em Belém, e depois se esfaqueou, chocou os paraenses na noite deste sábado (10). A reportagem do DOL teve acesso com exclusividade ao Boletim de Ocorrência feita contra o autor da situação.
Segundo o relator do BO, o homem teria anunciado que mataria as pessoas no supermercado em que entrou com uma faca. Ainda segundo o relato, o causador da confusão estaria transtornado após ter violentado sexualmente a filha adolescente, e que moradores do bairro queriam matá-lo pelo ato.

 
O homem foi socorrido e operado no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), que informou para a reportagem que o quadro de saúde é estável.
O Caso
Clientes e funcionários do supermercado, na BR-316, passaram por momentos de terror na noite deste sábado (10). O homem invadiu o local e, armado com uma faca, ameaçou clientes. Em seguida, o homem começou a se esfaquear, causando pânico e correria. Um vídeo registrou a cena; veja.
Em áudios que circulam em grupos de WhatsApp, testemunhas contam que o homem abriu uma embalagem de facas para churrasco e começou a gritar "adeus mundo" golpeando a si mesmo no pescoço e outras partes do corpo.
(DOL)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Indígena é encontrado morto em Jacareacanga-PA

O crime aconteceu na madrugada desta terça-feira (6) e chocou a população
Um crime na madrugada desta terça-feira (5) chocou os moradores do município de Jacareacanga-PA. O indígena Elinaldo Akay Munduruku, da Aldeia Katõ, de aproximadamente 30 anos de idade, foi encontrado morto nas proximidades da rede Celpa do município.
O indigena foi encontrado por populares, que acionaram a delegacia de policia. O assassinato ocorreu por volta das 05:30 quando Elinaldo se dirigia para sua residência. A PM está em diligências na tentativa de capturar os responsáveis.
A vítima é filho do Cacique Edmundo Tomé Akay Munduruku da aldeia Katõ. Após a divulgação do crime, muitas pessoas se concentraram no hospital municipal da cidade.
___Remendo RP
A forma violenta empregada no assassinato de Elinaldo Akay que recebeu profundo corte no pescoço, quase chegando a decaptação, impressiona principalmente seus parentes indígenas da etnia Munduruku pela violência empregada, ademais  causará preocupação  se ocorrer lentidão da policia na apuração e sua consequente elucidação dos fatos que levaram ao fatídico acontecimento. Outra situação que preocupa é a segurança do preso aqui nesta cidade quando ocorrer sua prisão, pois para se evitar ameaças dos parentes em "justiçá-lo" deve de imediato ser removido ou transferido para Itaituba, temendo-se por sua segurança.  
Resultado de imagem para assassinato hoje em jacareacanga de indigena
Para rememorar,   postamos a seguir imagens da invasão à delegacia ocorrida em tempo pretérito, devido a morte de Lelo Akay Munduruku, onde foi depredada e o grupamento policial  posto em fuga. Se não ocorresse o recuo do grupamento de policiamento que estava fortemente armado, teria ocorrida naquela ocasião uma tragedia em Jacareacanga.
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Nessa ocasião, a pressão dos indígenas, obrigou o Sr. Secretario de Segurança Pública a vir em Jacareacanga, com seu staff, e firmaram com os indígenas um rol de compromissos que não foram cumpridos em sua totalidade.

Mulher tem parto 'rápido' e dá à luz menino no corredor do hospital

Jes Hogan, de 31 anos, já tinha tido outros cinco filhos, mas teve uma surpresa quando chegou a hora de seu primeiro bebê homem vir ao mundo.
Isso porque Maxwell nasceu no meio do corredor da emergência em uma unidade de saúde do Kansas, nos Estados Unidos, em julho de 2017. A fotógrafa Tammy Karin acompanhou o momento e, sábado passado (3/2), publicou as fotos na sua página profissional do Facebook, “Little Leapling Photography”.
“Estas são fotos cruas de nascimento compartilhadas para demonstrar a beleza de dar à luz mesmo quando as coisas não acontecem conforme o planejado. Parabéns à equipe do hospital que fez um trabalho fantástico ao lidar com esse nascimento de forma segura enquanto mantinha o foco na importância de criar uma ligação mãe e filho imediata”, contou Karin na rede.
A mãe contou a história do nascimento de Max no blog da profissional de fotografia. “Foi o meu parto mais louco, mas também o mais perfeito. Não foi da forma como planejei, mas terminou sem qualquer intervenção (cirúrgica), com o meu bebê saudável e o maravilhoso apoio das pessoas ao nosso lado. Foi lindo e eu vou para sempre amar cada lembrança disso”, destacou Jes.
Fonte: Metropoles

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Indígenas Munduruku tentam fechar ​megagarimpo ilegal que desvia e polui rio no Pará

Sem apoio do Estado, pressionam garimpeiros ilegais
Por Fabiano Maisonnave, na Folha
Manaus – Os 225,8 km de água enlameada que cruzam a floresta amazônica anunciam a tragédia adiante: megagarimpos ilegais encravados na Terra Indígena Munduruku e na Floresta Nacional do Crepori, no sudoeste do Pará. Mas, ao contrário do rio Doce, a destruição do remoto rio das Tropas acontece de forma oculta —menos para os índios.
Cansados de esperar por uma intervenção do Estado, guerreiros e lideranças da etnia, incluindo o cacique-geral, Arnaldo Kaba, organizaram uma expedição para expulsar os garimpeiros não-indígenas do local. Em seis lanchas, viajaram dezenas de guerreiros armados com flechas e espingardas de caça, mulheres, crianças e idosos. A reportagem da Folha foi autorizada a acompanhar a viagem.
A iniciativa foi precedida por um duro comunicado do Movimento Ipereg  Ayu (“povo que sabe se defender”). Contrário a todo tipo de garimpo, tem forte participação de mulheres e é responsável por protestos ousados, como a tomada da usina Belo Monte, em 2013. Ações como essa renderam aos mundurucus, com cerca de 14 mil pessoas, a reputação de etnia aguerrida e combativa.
Com “muita dor e vergonha”, o movimento diz que a aldeia PV, cooptada e cercada pelo garimpo, “não existe mais”. Prometeu expulsar os garimpeiros pariwat (brancos) e destruir seu maquinário. E acusa o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), a Funai (Fundação Nacional do Índio) e o Ministério Público Federal de “ficar no escritório ou fazendo reunião”.
A viagem de ida tomou dois dias de barco desde Jacareacanga (1.160 km em linha reta de Belém), da foz do rio das Tropas, que deságua no Tapajós, até a sua cabeceira. Antes de águas transparentes, o rio ficou barrento em toda a extensão.
No papel, o rio deveria estar protegido desde as nascentes —com a exceção de um pequeno trecho na foz, o curso d’água corre ao longo da divisa entre o território mundurucu e a Flona Crepori.
Durante paradas em algumas das cerca de 20 aldeias às margens do Tropas, os mesmos relatos de que o rio deixou de ser fonte de água e alimento. “Acabou o peixe. Estamos há quatro anos sem usar a água do rio”, disse a vice-cacique Iraneide  Saw, 29, por meio de uma intérprete. Sua aldeia, a Caroçal, é agora abastecida por um poço artesiano.
Ao mesmo tempo, muitos mundurucus dessas aldeias, sobretudo os homens, trabalham ou já passaram por garimpos de ouro, há várias décadas a principal atividade econômica da região do Tapajós.
É comum a fala de que a extração do ouro deveria ser feita pelos próprios mundurucus. Na sua grande maioria, eles não usam PCs (escavadeiras), que têm potencial destruidor várias vezes maior do que as máquinas acopladas a mangueiras de água, chamadas de “tatuzão”.
A parte mais crítica da viagem começou a 7 km da aldeia PV, em linha reta. A partir dali, onde há um grande garimpo dentro da Flona do Crepori, a expedição subiu pelo igarapé Massaranduba, que corre apenas dentro da terra indígena e é o principal afluente do rio das Tropas.
Por cerca de 2h30, os pilotos dos barcos sofreram para subir o leito desviado e assoreado em meio a toneladas de terra revirada. Não há nenhuma vida aquática ali, apenas um jorro contínuo de lama. Em um trecho, foi preciso desembarcar para que os barcos vencessem um desnível provocado pela garimpagem.
Depois de uma viagem em silêncio pela área devastada, o grupo chegou à aldeia no meio da tarde do último dia 25.
Os mundurucus pareciam em minoria: vários garimpeiros circulavam pelas casas a pé, em motos e em quadriciclos. “Parece cidade”, disse Ana Poxo, uma das lideranças da expedição.
Guerreiro munduruku observa jerico, trator adaptado para carga, em garimpo ilegal dentro de sua terra indígena, no sudoeste do Pará. Foto: Fabiano Maisonnave /Folhapress

ESCOLA INVADIDA

Única presença visível do Estado, a escola municipal indígena virou depósito e dormitório de garimpeiros. A lousa serve de mural de recado para os invasores.
Por conta das chegada dos guerreiros, os garimpeiros retiraram diversas caixas do prédio da escola, em péssimo estado, carregadas com o auxílio de mundurucus da PV, entre eles uma criança não maior do que 7 anos.
A poucos metros das casas de madeira, uma extensa pista recebeu sete aviões apenas naquela tarde. É uma ponte aérea entre o garimpo e o Creporizão, distrito de Itaituba (PA) e fonte de abastecimento de comida, combustível, bebida alcoólica e insumos para o garimpo.
Ironicamente, a aldeia PV, abreviação de Posto de Vigilância, foi criada em 1996 justamente para evitar a entrada de garimpeiros brancos. “Isso aconteceu por causa do cacique [Osvaldo Wuaru]. Ele autorizou, e o filho dele [João] acelerou”, disse o cacique-geral. “O índio é fraco para vigiar.”
Durante a tarde e na manhã do dia seguinte, os cerca de 40 guerreiros vasculharam comércios, bares em busca de drogas e bebidas alcoólicas. No barraco onde funciona o prostíbulo, foram apreendidas latas de cerveja, mas as prostitutas haviam deixado o local dois dias antes, segundo garimpeiros.
Os guerreiros também abordavam garimpeiros nãoindígenas para convocar para uma reunião. Alguns estavam protegidos por mundurucus prógarimpo —um deles circulava sobre um quadriciclo escoltado por quatro guerreiros armados com flechas, um deles pré-adolescente.

“NEM BORBOLETA”

“A água está muito grossa, não tem mais peixe, não tem mais caça”, afirmou Kaba a dezenas de garimpeiros que lotaram o centro de reuniões da aldeia. “Não vi nem borboleta atravessando o rio das Tropas.”
O cacique-geral deixou claro: “Os senhores têm de sair”. Os garimpeiros “convidados” por mundurucus, explicou, poderão se retirar após negociar um prazo.
Falando em seguida, o cacique da aldeia PV, Osvaldo Wuaru, foi menos enfático. Em vez de reforçar a ordem de expulsão, decidida em reuniões preparatórias, falou sobre promessas não cumpridas, principalmente um poço artesiano para substituir a água barrenta consumida pelos mundurucus.
Foi a deixa para os garimpeiros renovarem promessas de ajuda. Um deles se levantou e entregou 20 gramas de ouro enquanto Wuaru falava. Ele embolsou o pacotinho de papel.
“Às vezes, a gente tira 15, 20 gramas para gastar com cachaça e prostituição. Isso eu digo vivenciado”, disse o garimpeiro Barbudo. “E não temos coragem pra dar pro capitão Osvaldo 5 gramas, 10 gramas de ajuda para ele? Temos de conscientizar que estamos dormindo, comendo e bebendo dentro da casa do capitão Osvaldo.”
No final, os guerreiros mundurucus separaram os “donos de máquina” dos demais garimpeiros. Contaram 50, dos quais 39 nãoindígenas, obrigados a dar o nome, o número de máquinas e a cidade de origem.
Entre os mais poderosos está Eduardo Martins, que também faz as vezes de pastor no garimpo. Com três PCs na área, avaliadas em até R$ 600 mil, ele prometeu fazer dois tanques de peixe, pagar o poço artesiano e até trazer deputado para falar com os mundurucus.
Entre os mundurucus, o mais influente é Valmar  Kaba, um dos pouquíssimos indígenas que enriqueceram com o garimpo. Dono de dois PCs, segundo relatos, ele foi representado por um não-indígena.
Dias depois, a reportagem o procurou em sua casa, em Jacareacanga. De alvenaria, amplo jardim e muros altos, contrastava com a aglomeração de mundurucus esperando atendimento médico diante da Casai (Casa da Saúde Indígena), que fica ao lado.
Valmar  Kaba, mundurucu por parte de mãe, atendeu a porta usando dois colares, pulseira e relógio de ouro. Ele alegou cansaço e disse que falaria mais tarde por telefone, o que não ocorreu. No WhatsApp, ele aparece ao lado de dois PMs.
Os guerreiros deixaram o garimpo na manhã do último dia 27, para alívio dos garimpeiros. Mas a promessa é voltar dentro de 30 dias, desta vez para expulsar os invasores: “Aí virão todas as aldeias. É isso que estamos avisando”.

OUTRO LADO

Responsável por proteger os direitos dos povos indígenas, a Funai foi o único dos sete órgãos públicos procurados que não respondeu às perguntas enviadas pela Folha. Já o ICMBio, que faz a gestão da Flona do Crepori diz que não há descontrole do garimpo na região nem alteração na fauna de peixe do rio das Tropas.
O questionamento, submetido na última terça-feira (30) à Funai, inclui o total da população mundurucu atingida pela contaminação do rio das Tropas e quais foram ações do órgão indigenista contra o garimpo nos últimos dois anos.
Atualmente, a Funai mantém apenas um funcionário para atender a toda a TI (terra indígena) Munduruku, de 2,4 milhões de hectares (pouco mais do que 15 municípios de São Paulo). Lotado em Jacareacanga (PA), ele não acompanhou a expedição dos guerreiros mundurucus contra os garimpeiros, na semana passada, alegando falta de segurança.
Alvo de desmantelamento contínuo nos últimos anos, a Funai mantinha cinco chefes de posto, espalhados pela terra indígena, incluindo o rio das Tropas, hoje contaminado pelo garimpo. Em 2010, durante o segundo governo Lula (PT), uma reestruturação eliminou esses cargos.
A Funai é vista com desconfiança pelos mundurucus e até por outras instituições do Estado. Em reunião na última quinta-feira (1°) sobre o assunto no Ministério Público Federal em Santarém, o representante do órgão foi impedido de participar da primeira parte, que contou com Ibama, Polícia Federal e ICMBio. Entrou apenas no diálogo com lideranças indígenas.
Após a reunião, o procurador Paulo de Tarso de Oliveira pediu à Justiça Federal que “obrigue o Ibama e o ICMBio a fiscalizar em até 30 dias o garimpo ilegal na TI Munduruku”. “Caso a decisão judicial não seja cumprida, o MPF quer que o Ibama e o ICMBio sejam multados em R$ 10 mil por dia de desobediência à Justiça”, afirmou.
Em resposta por escrito, o ICMBio admitiu que há 306 hectares desmatados pelo garimpo na Flona Crepori, “mas entendemos que a situação não é de descontrole”.
“Não temos estudos sobre a contaminação de garimpo ou assoreamento no rio das Tropas, mas a situação de deterioração não é intensa, não havendo relatos de diminuição da população de peixes e com as comunidades mantendo as atividades de pesca sem alterações”, afirmou.
Sobre atividades de fiscalização, o órgão diz ter feito apenas dois sobrevoos no ano passado, mas planeja ações “que devem ter impacto significativo na atividade garimpeira”.
A Flona do Crepori é administrada pelo escritório de Itaituba, que dispõe de apenas 26 servidores para cuidar de 12 unidades de conservação, num total de 8,9 milhões de ha —área um pouco menor do que Portugal.
Encarregado de medir a qualidade da água em rios estaduais, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará afirmou que só tem capacidade de monitorar a qualidade da água na Região Metropolitana de Belém.
A ANA (Agência Nacional de Águas) afirmou que, em sua base de dados, não há nenhum dado de monitoramento da qualidade da água no rio das Tropas realizado pelo Pará.
O Ibama realizou uma operação contra outro garimpo, localizado no igarapé Água Branca, afluente do Tropas. A ação foi abortada após um mundurucu ligado ao garimpo investir contra agentes do órgão ambiental.
Em nota, o Ibama afirma que “há necessidade de intervenção urgente da Funai, do MPF e da PF para prisão dos criminosos e desintrusão da área”.
“A solução do problema socioambiental na região, assim como em outras áreas protegidas na Amazônia, pressupõe medidas de responsabilização criminal dos envolvidos, sobretudo dos financiadores da atividade ilegal”, afirma.
Questionada sobre o uso intenso de pistas clandestinas na região, a FAB (Força Aérea Brasileira) diz que o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo, em Jacareacanga (PA), “não tem a competência de fiscalizar pistas clandestinas”, tarefa da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
A Anac informou que, “em relação às possíveis operações de garimpo na região, está recebendo essas informações como denúncia”, mas afirmou que não tem como fechar pistas clandestinas de garimpo.
“O poder de polícia desta agência visando à interdição de um aeródromo restringe-se àquelas infraestruturas aeroportuárias cadastradas, não alcançando pistas clandestinas, uma vez que não há informações dos responsáveis por estas pistas no banco de dados”, disse, em nota.
Munduruku saem em ação contra garimpo. Foto: Fabiano Maisonnave
REMENDO RP
A Funai de Itaituba estranhamente está omissa a essa grave situação, que pode levar  proprios parentes indigenas à brigas e contendas  entre os defensores dos direitos indigenas sobre a Terra que ocupam por tempos imemoriais e a outra parte dos que querem o funcionamento do garimpo, com uma parte desses, cooptadas por garimpeiros brancos poderosos com suas parafernalias de maquinarios à cata do ouro.  
O porquê de referir-me à Funai de Itaituba? 
-Facil responder! por ser a responsavel legal pela atenção a questão indigena da região e  foi nessa representação do Organismo Indigenista Federal em Itaituba, inclusive com a participação do Sr. Coordenador atual Ademir Macedo, que organizei um planejamento em 1.996 e retiramos com apoio dos proprios indigenas, desarmados, e companheiros de trabalho, mais de quinhentos garimpeiros não indios do interior da Terra Indigena. Lá criamos o PV (posto de Vigilancia) e em ato continuo uma populopsa Aldeia. Foi um tempo mais intenso de garimpagem onde meus companheiros da Funai que trabalharam no interior da Terra Indigena foram ameaçados e tive que andar com seguranças por quase dois anos, no entanto isso não evitou que sofressemos constrangimentos moral e ate fisico. 
Voltando à Funai é visivel ver a ausencia da Coordenação de Itaituba, dos assuntos que envolvem os indigenas em todos os segmentos e atividades de atenção ao Povo silvicola que nos Artigos 231 e 2342 da Carta Magna, enseja atenção e garante proteção. É facil constatar e enumerar a ausencia da Funai das seguintes responsabilidades...

1-Vigilancia, proteção e fiscalização das Terras Indigenas Sai Cinza e Munduruku, -  se ocorresse esse trabgalho esta situação critica poderia ser controlada  em sua gênese quando iniciava-se em pequena escala a entrada e perambulação de brancos no interior das aldeias. 

2-Alcoolismo  permanente e uso de entorpecentes em fase inicial até no interior das aldeias, ja ocorrendo até assassinatos devido seu uso. O que a Funai ja fez  ou está fazendo para coibir essa situação?
3-A invasão da sede deste municipio por centenas de indigenas que ocasionou em depredação da Delegacia Municipal com fechamento do comercio e desespero na população.  a Funai fez e está fazendo para prevenir nova  situação?
4- A Funai de Itaituba alega que não há orçamento para a execução desses trabalhos, e ai surge uma pergunta... então qual é a atribuição hoje da Funai?
5- A Funai não tem uma politica de desenvolvimento economico AQUI NA REGIÃO  para as Terras Indigenas, então o que faz? o que está faltando?
6-Quando orgãos da cidade como Prefeitura, Poder Legislativo e outros chamam a Funai para discutir assuntos de interesse municipal e indigena, essa  sequer comparece alegando não ter a minima estrutura para seus funcionarios ou Coordenador se deslocarem até a sede deste municipio... voltamos à pergunta anterior.
7- O MPF clama para a Funai entrar junto com ICMaceitam Bio em cena e resolverem a questão da desocupação da area  em conflito... o que a Funai está fazendo sobre essa questão?
8- Os indios localizados historicamente proximo a foz do Rio Jamanxim devido a ausencia da Funai de seus assuntos, ousaram e fizeram a demarcação fisica da area que ocupam, e a Funai sempre de braços cruzados, como está essa situação, com os indios sempre em pé de guerra?
9- Um ex-funcionario da Funai, está fomentando o aprofundamento ou acirramento da crise de garimpagem entre os garimpeiros indigenas que permitem a atividade ilegal, contra a organização da ordem e direitos que lutam juntamente com o Cacique Geral pela paralização imediata e desocupação da area... e a Funai está fazendo o que mesmo?  



População queima casa do prefeito,de vereadores e toca fogo na Câmara Municipal de Coari na Amazônia


 
A casa do prefeito, três vereadores e a Câmara Municipal, foram invadidas e incendiadas durante protesto de funcionários públicos que estão com salários atrasados, e também, de mototaxistas que estariam revoltados com as taxas impostas pelo executivo municipal.
Além da casa do prefeito Igsson Monteiro (PMDB) , os manifestantes incendiaram a Câmara Municipal da cidade, depredaram e saquearam a casa de três vereadores e jogaram o carro do gestor no rio Solimões.
O titular da Delegacia Interativa de Coari, delegado Luis Fernandes, pediu reforço da PM que enviou, por volta das 16h (18h no horário de Brasília) desta quarta, para a “Terra do Petróleo” cerca de 60 policiais militares do Batalhão de Choque. A situação já está controlada, porém a polícia não descarta novos ataques por parte dos manifestantes.

De acordo com informações da Polícia Civil, com informações da Polícia Civil, aproximadamente 400 manifestantes se reuniram na frente da casa do prefeito para protestar contra a falta de pagamento de salários que se arrasta desde o mês de agosto. Alguns dos funcionários estariam sem o décimo salário.
Casas e câmaras foram queimadas pelo povo revoltado
A situação saiu do controle e os manifestantes invadiram as duas casas do prefeito, localizadas no Centro e no bairro Tauamirim, onde destruíram eletroeletrônicos, móveis, e depois, incendiaram as residências que ficaram completamente destruídas. Em seguida, eles incendiaram a Câmara Municipal e saquearam a casa de três vereadores, Igseu, conhecido como Bat (PMDB), que é presidente da Câmara e irmão do prefeito, além dos vereadores Passarão (PTC) e Saluciano Junior (PMDB).
Conforme a Polícia Civil, durante a revolta, um mototaxista foi preso por incitar a violência. Mas ele foi liberado logo em seguida. O chefe da assessoria de comunicação da Polícia Militar, major Luiz Navarro, Coari ganhou reforço de policiais militares de cidades próximas e, também, do Batalhão de Choque. Os policiais deverão permanecer na cidade até que a situação esteja totalmente controlada.
Um funcionário, que preferiu não se identificar temendo represálias por parte do prefeito, disse que a maioria dos funcionários públicos está com o salário atrasado desde o mês de agosto de 2014. Inclusive até o décimo terceiro salário não foi pago pelo chefe do executivo municipal. “É uma falta de respeito com os funcionários que precisam sobreviver e pagar suas contas”, frisou.
Coari é conhecida no Amazonas como a “Terra do Petróleo” por conta da instalação da Petrobras na cidade. Embora seja rica no gás e petróleo, Coari é manchada pelos crimes ocorridos na cidade como corrupção e a rede de prostituição infantil, que era comanda pelo ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro. Este está preso desde fevereiro do ano passado, em um Batalhão da PM, em Manaus. Adail é suspeito de comandar uma rede de prostituição que envolvia vítimas com idades de 10 a 13 anos de idades na cidade. Ao menos sete pessoas foram presas e condenadas por integrarem o grupo de exploração sexual em Coari e Manaus. Adail foi condenado por favorecimento a prostituição infantil a 11 anos e 10 meses de cadeia em regime fechado. Mas como corre risco de morte, ele permanece em uma batalhão da PM.

Na última terceira-feira (13), o ex-prefeito foi condenado mais uma vez por unanimidade pela Corte do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a 1 ano e dois meses em regime aberto, com pagamento da pena em serviços comunitários, por descumprimento de ordem judicial.

TORRE DE BABEL NA TERRA INDIGENA

Ação do MPF quer que Justiça obrigue órgãos a fiscalizar terra indígena alvo de garimpo ilegal,áreas Munduruku no Pará


O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que obrigue o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a começar com urgência a fazer fiscalizações periódicas contra a garimpagem ilegal na terra indígena Munduruku, no sudoeste do Pará.

Encaminhada à Justiça Federal em Itaituba nesta quinta-feira (1), a ação pede que as fiscalizações comecem no prazo máximo de 30 dias após a decisão liminar (urgente). Caso a decisão judicial não seja cumprida, o MPF quer que o Ibama e o ICMBio sejam multados em R$ 10 mil por dia de desobediência à Justiça.

Denúncias recebidas pelo MPF e comprovadas pela instituição em vistorias na terra indígena apontam uma série de danos socioambientais provocados pela intensa atividade de garimpos ilegais.

Entre os impactos estão a redução da pesca, a contaminação por mercúrio e outros problemas à saúde, aos costumes e à organização social dos Munduruku, como o consumo de alimentos industrializados, de bebidas alcoólicas e drogas, e a prostituição. 

Inércia – Apesar de alertados pelo MPF s
​​obre a situação, os órgãos de fiscalização ambiental não têm tomado providências, critica na ação procurador da República Paulo de Tarso Moreira de Oliveira. 

Em outubro do ano passado, em reunião na sede da Justiça Estadual em Itaituba, representantes do Ibama e do ICMBio chegaram a comprometer-se com o MPF e com os indígenas a apresentar um plano de fiscalizações, o que nunca ocorreu. Ofício e recomendação enviados pelo MPF para cobrar a apresentação do documento também não surtiram efeito. 

Enquanto isso, "rios têm seus percursos alterados, vegetações são extintas e animais fogem ou morrem por causa da contaminação causada – assim como o ecossistema dos locais ficam com danos irreparáveis em definitivo", ressalta a ação judicial. 

Escalada de crimes – Segundo informações obtidas por lideranças indígenas, os garimpeiros ilegais estão abrindo uma estrada para facilitar o acesso à terra Munduruku, o que deve intensificar a atividade ilegal. 

Ainda segundo essas denúncias, a extração ilegal de minério está sendo feita até por funcionários públicos, que também tentam convencer os indígenas a liberarem áreas para novos garimpos. 


​​No final de 2017, após a Fundação Nacional do Índio (Funai) terem dado um ultimato para a saída dos garimpeiros, os criminosos teriam dito a representantes dos Munduruku que têm a pretensão de resistir a tentativas de expulsão de enfrentar até mesmo a Polícia Federal, se necessário. 

O MPF destaca que as fiscalizações são urgentes no leito do rio das Tropas, nas proximidades das aldeias Posto de Vigilância, Boca Igarapé Preto, Nova Esperança, Caroçal Rio das Tropas, Boca do Caroçal, Lajinha Rio das Tropas, Castanheira, São João, Centrinho Mangueirinha, Barro Vermelho, Bananal Rio das Tropas, Akotek, Vila Nova, Karo Exebu e Boro Bimuybu. 

Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação
Titulo RP

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Adolescentes são alvo de assédio sexual por parte de pedófilos de time de futebol em Santarém

Um grupo de jogadores procurou a reportagem de “O Impacto” para fazer uma série de denúncias
 de assédio sexual sofrido nas categorias de base dos times de Santarém. Segundo eles, 
pedófilos infiltrados nas bases dos times profissionais e amadores estão assediando os atletas.

Entre os jogadores que teriam sofrido assédio sexual, um goleiro e um atacante, ambos de 16 
anos de idade, deram a seguinte informação:
“Nós estávamos no sub-17 de um time famoso de Santarém quando percebemos que estavam
 acontecendo muitas coisas erradas, praticadas por alguns membros da comissão técnica”, afirmam
 os adolescentes.
Um deles confirma que foi vítima de assédio: “Durante um treino, um massagista começou a
massagear a minha perna e até aí tudo bem, isso é normal. Porém, quando prestei atenção ele
 estava segurando o meu órgão genital. Aí eu saí correndo, abandonei o treino e fui para casa”,
 revelou o adolescente.
Os dois jogadores confirmam que colegas das bases de outros times de Santarém também sofrem
 assédio: “Esse pessoal que pratica esse problema oferece chuteiras novas e outros materiais usados
 nos treinos, se por ventura o jogador tenha um caso com algum deles. Em algumas situações, se o
jogador não se submeter à vontade deles, é barrado do time principal e fica travado no banco
de reservas”, asseveram os atletas.
Nossa reportagem conversou com o pai de um jogador. Ele confirmou o assédio sofrido pelo filho
. O caso teria acontecido no ano de 2017, no sub-17 de um time profissional de Santarém. “Eu
ia para o trabalho e deixava meu filho no treino. Quando eu saia do trabalho eu passava no
campo para trazer ele para casa. Num determinado dia eu cheguei no campo e não vi o meu filho.
 Eu perguntei sobre ele para os colegas e, eles me falaram que ele tinha ido às pressas para
casa. Quando cheguei em minha residência, vi ele assustado e desconfiado e, aí perguntei
 o que tinha acontecido e, ele respondeu que o massagista tinha tocado em seu pênis”, contou
o pai do atleta.
Ele revelou que ficou tão assustado que não deixou mais seu filho ir aos treinos do referido time
. “Eu sou torcedor
clube e, meu sonho é ver meu filho vestindo a camisa do time, mas desde que ele falou o que
 sofreu, eu não deixei mais ele ir para os treinos. Espero que a diretoria tome providências para
 acabar com esse problema. Eu ainda quero ver meu filho sendo campeão com a camisa do seu
 clube de coração”, ponderou o trabalhador.
Nossa reportagem também conversou com um dirigente esportivo que trabalhou em vários
 times de Santarém e região. O mesmo falou que infelizmente esse tipo de crime é comum
nos clubes, tantos profissionais como amadores.
“O jogador adolescente que não ceder às chantagens dessas pessoas, é colocado de lado, mesmo
 sendo uma promessa para o futebol santareno e da região. 
Isso é sério e deve ser fiscalizado pelo Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal.
O que não pode é vermos esse tipo de crime acontecer e nada ser feito para impedir”, disse o
dirigente.
Jornal O Impacto